Até presidente do PCO sai em defesa de Flávio Bolsonaro e critica STF: "Está na mão de um juiz que não é inocente"
Em uma entrevista que surpreendeu, até o presidente do PCO, Rui Costa Pimenta, saiu em defesa de Flávio Bolsonaro e acusou o STF de perseguição política. A declaração foi dada ao Brasil 247, veículo alinhado à esquerda.
Durante a conversa, Rui Pimenta criticou duramente a atuação do Judiciário e questionou a imparcialidade dos magistrados. Para ele, a saída de Flávio para os Estados Unidos está ligada ao temor de decisões tomadas por motivações políticas, e não jurídicas.
O momento mais contundente veio quando o jornalista perguntou: "Se o Flávio é inocente, por que não ficou para provar?". A resposta foi imediata: "Porque ele tá na mão de um juiz que não é inocente. É só por isso, é muito simples". Para o dirigente, Flávio não teria motivos para confiar em quem conduz seu caso.
Rui Pimenta foi além e usou o próprio caso de Lula para sustentar a crítica ao Supremo. Segundo ele, o petista só deixou a prisão porque o STF mudou seu entendimento por razões políticas. "Então você quer que a pessoa vá lá e fique sob o mando político de juízes que não têm a menor moral para julgar ninguém?", questionou, ao defender Flávio.
A fala chamou atenção justamente por vir de um dirigente de um partido de esquerda, historicamente adversário do bolsonarismo.
A controvérsia ganhou mais força após revelação da jornalista Malu Gaspar, de O Globo: a Polícia Federal pediu a apreensão do passaporte de Flávio Bolsonaro apenas sete minutos após o TSE anunciar o resultado das eleições, pedido que foi autorizado quase que imediatamente por Alexandre de Moraes.
O ministro também enfrenta questionamentos públicos após a divulgação de um contrato de aproximadamente R$ 131 milhões entre o Banco Master, de Daniel Vorcaro, e o escritório de sua esposa, Viviane Barci de Moraes — fatos que, para críticos, levantam dúvidas sobre possíveis conflitos de interesses.

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