Tarcísio é criticado por aliados de Flávio ao falar em candidatura em 2030: "queimou a largada"
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, entrou na mira da ala mais ligada a Flávio Bolsonaro após a postura que adotou depois da viagem do senador aos Estados Unidos.
O maior incômodo veio com a entrevista concedida por Tarcísio ao jornal O Estado de S. Paulo, na última quarta-feira, 28. Nela, o governador admitiu a possibilidade de concorrer à Presidência da República em 2030 e revelou que aconselhou Flávio a permanecer no Brasil, em vez de deixar o país.
Para aliados de Flávio que atuaram como coordenadores da campanha presidencial, Tarcísio se antecipou demais e já se lançou como candidato. Na avaliação desse grupo, a fala irritou a militância mais radical do bolsonarismo e passou a imagem de ingratidão e traição.
"Tarcísio queimou a largada. Foi muito ruim em sua posição. Vamos ter que trabalhar parte da militância mais radical para contornar a resistência contra ele. Conseguiu irritar esse grupo do nosso campo, e espero que ele corrija sua rota", resumiu um interlocutor direto de Flávio, que mantém contato com o senador mesmo após a saída do país.
O governador também tem sido alvo constante de Eduardo Bolsonaro, outro nome forte da ala radical. Mesmo morando no exterior, o ex-deputado já chegou a ameaçar se lançar à Presidência caso Tarcísio entre na disputa pelo Planalto, em uma tentativa de evitar que o governador se torne o herdeiro natural do bolsonarismo.
.jpg)
Comentários
Postar um comentário