Do palácio para a prisão domiciliar: Peña é preso horas depois de perder o cargo no Paraguai
A sexta-feira terminou de forma dramática para Santiago Peña.
Horas depois de ter o impeachment aprovado pelo Senado do Paraguai, o ex-presidente foi preso nesta sexta-feira (6), segundo informou o veículo local ABC. Agentes da Polícia Nacional cumpriram uma determinação do Ministério Público. Ele está sob custódia em sua residência.
Peña caiu em meio à grave crise política provocada pelo escândalo do Ueno Bank. A instituição sofreu intervenção do Banco Central após enfrentar problemas de solvência, deixando milhões de clientes sem acesso ao dinheiro e desencadeando protestos em todo o país.
Minutos antes da votação, Peña já admitia a derrota. Em comunicado, ele disse que havia apresentado sua renúncia para tentar evitar maiores danos ao país.
“Apresentei minha renúncia para evitar maiores danos ao país e ajudar a restabelecer a tranquilidade no Paraguai. Não quero que minha presença cause mais divisão ou instabilidade. Minha responsabilidade é colocar o país acima do meu futuro pessoal”, afirmou.
A votação terminou com 44 senadores favoráveis à sua saída. Peña foi considerado responsável por mau desempenho de suas funções, uma das hipóteses previstas na Constituição paraguaia para a destituição de um presidente. A decisão teve apoio de todas as bancadas e alcançou o número de votos necessário para afastá-lo imediatamente do cargo.
Com a destituição, o vice-presidente, Pedro Alliana, tomou posse.
Além de determinar a saída de Peña, o Congresso decidiu enviar toda a documentação do processo à Procuradoria-Geral do Estado para a adoção de medidas na esfera criminal.
Despedida pelas redes
Peña não participou da sessão que resultou em seu afastamento. Em vez de comparecer ao Senado, deixou a defesa a cargo dos advogados Ricardo Preda e Adolfo Ferreiro e publicou uma mensagem de despedida nas redes sociais.
Na publicação, ele mencionou a situação dos clientes e aposentados atingidos pela crise financeira e defendeu a recuperação da confiança nas instituições.
“Hoje, devemos nos unir, como paraguaios, para reconstruir nossas instituições e restaurar a confiança. Despeço-me com gratidão, sem ignorar a angústia daqueles que, neste momento, aguardam por respostas. É hora de unir forças para reconstruir nossas instituições e atender, por meio de ações e responsabilidade, às necessidades daqueles que estão sendo afetados. Que Deus abençoe o Paraguai”, concluiu.
Paraguai amanhece com novo presidente: Alliana assume e promete devolver o dinheiro de quem perdeu tudo
O Paraguai virou a página em uma noite histórica.
Nesta sexta-feira, o vice-presidente Pedro Alliana assumiu como novo chefe de Estado, substituindo Santiago Peña, destituído pelo Senado e detido menos de uma hora depois, em sua casa em Assunção.
Alliana, de 52 anos, vai cumprir o mandato até agosto de 2028. E já chegou com uma promessa que milhões de paraguaios esperam ouvir há dias: devolver o dinheiro dos correntistas.
“Os compatriotas que hoje atravessam um momento difícil em consequência do colapso financeiro serão integralmente indenizados. Não vamos deixá-los sozinhos”, afirmou Alliana, após receber a faixa e o bastão presidenciais.
Ele também determinou “ações imediatas para ressarcir os correntistas”, com prioridade para os menos favorecidos. Como novo vice-presidente, foi designado o senador Antonio Barrios.
O que provocou a queda
A crise começou na última terça-feira, quando o Banco Central do Paraguai interveio no Ueno Bank por problemas de solvência. De uma hora para outra, cerca de 3 milhões de clientes — quase metade da população — ficaram sem acesso aos seus depósitos. As ruas se encheram de protestos.
Peña, do Partido Colorado, é acusado de favorecer o Ueno Bank por meio de decisões regulatórias e depósitos de recursos públicos, entre eles os do Instituto de Previdência Social (IPS). Ele mantinha vínculos empresariais com a instituição.
Ele será conduzido na manhã deste sábado à Promotoria, onde será interrogado pelos supostos crimes de violação de confiança, tráfico de influência e gestão em proveito próprio.
“Ele permanecerá na condição de detido em seu domicílio”, informou a promotora Silvia González. Vizinhos de Peña se manifestavam pedindo que ele cumpra as primeiras horas de reclusão em um cárcere comum, destacou a imprensa local.
Um julgamento relâmpago
O Senado destituiu Peña por “mau desempenho de suas funções”, por 44 votos favoráveis e uma ausência, de um total de 45. “Viva o Paraguai!”, gritaram parlamentares no plenário.
Centenas de pessoas que aguardavam o resultado em frente ao Congresso comemoraram.
“Finalmente, finalmente Santiago Peña foi embora, finalmente a justiça foi feita. Agora queremos que ele devolva nosso dinheiro e termine na prisão”, disse à AFP Jessica Aquino, 32 anos.
Peña havia apresentado sua renúncia no dia anterior, mas o Congresso não decidiu se aceitava ou rejeitava. A renúncia teria permitido que ele mantivesse a imunidade parlamentar, ao se tornar senador vitalício, mas a destituição o privou dessas prerrogativas.
Após a aprovação do início do processo, Peña anunciou que compareceria para responder às acusações. Na manhã de sexta, pediu um novo prazo para preparar sua defesa, mas o pedido foi rejeitado pelo Senado e o processo começou em seguida.
“Existem violações muito básicas do devido processo legal, entre elas a questão do prazo”, declarou no plenário o advogado Ricardo Preda, defensor de Peña. Já o deputado Raúl Benítez, um dos responsáveis pela acusação, afirmou que “Peña instalou um esquema de esvaziamento bancário a partir do Poder Executivo”.
Benítez apontou que a operação começou com a nomeação do ex-executivo do Ueno Bank Carlos Carvallo para o Banco Central.
Uma crise que se espalhou
A investigação já levou à prisão de oito diretores do banco. Entre quarta e quinta-feira, foram realizadas operações de busca e apreensão em diferentes localidades ligadas ao grupo, entre elas residências do CEO do Ueno, Miguel Vázquez.
A crise também chegou à Argentina, onde cerca de mil funcionários da empresa de tecnologia ITTI, do mesmo grupo, foram suspensos por 30 dias, sem remuneração.
E afetou até o futebol: a Conmebol tinha cerca de US$ 13 milhões depositados no banco, disse à AFP uma fonte da entidade, embora tenha ressaltado que “isso não afeta em absoluto o funcionamento operacional da Conmebol”.
O Banco Central começou na tarde de quinta a devolver os recursos aos correntistas, confirmou à AFP José Maciel, diretor da Unidade Administradora do Fundo de Garantia de Depósitos.
Assim como Peña, Alliana chegou ao primeiro plano da política paraguaia com o apoio do ex-presidente Horacio Cartes (2013-2018), líder do Partido Colorado, que governa o país de maneira quase ininterrupta desde o fim do século XIX.
Os paraguaios ainda guardam na memória o ano de 2012, quando o então presidente Fernando Lugo foi destituído em um processo de impeachment igualmente rápido, após um massacre que deixou 11 camponeses e 6 policiais mortos.
Agora, o país espera que a promessa de Alliana se cumpra: que o dinheiro volte para quem trabalhou a vida inteira para juntá-lo.
44 a 0: Senado destitui Peña e multidão comemora nas ruas de Assunção
Foi rápido. E foi definitivo.
Nesta sexta-feira, o Senado do Paraguai destituiu o presidente Santiago Peña em um processo de impeachment motivado pelo escândalo bancário que deixou três milhões de clientes sem acesso ao próprio dinheiro.
O Banco Central do Paraguai (BCP) tinha intervindo na terça-feira no Ueno Bank por problemas de solvência e congelado os depósitos de quase metade da população. O resultado: protestos nas ruas, gás lacrimogêneo, confrontos com a polícia e a queda de um presidente de direita, aliado de Washington.
Peña mantinha vínculos empresariais com o banco e é acusado de favorecê-lo por meio de decisões regulatórias e do depósito de recursos públicos, entre eles os do Instituto de Previdência Social (IPS).
A votação
“De acordo com o resultado da votação, declara-se culpado o acusado Santiago Peña Palacios por mau desempenho de suas funções e, consequentemente, ele é destituído de pleno direito do cargo de presidente da República do Paraguai”, anunciou o presidente do Senado, Basilio Núñez.
O placar foi arrasador: 44 votos favoráveis e uma ausência, de um total de 45 senadores. “Viva o Paraguai!”, gritaram alguns parlamentares no plenário.
Do lado de fora do Congresso, em Assunção, várias centenas de pessoas que aguardavam o resultado comemoraram a decisão.
“Finalmente, finalmente Santiago Peña foi embora, finalmente a justiça foi feita. Agora queremos que ele devolva nosso dinheiro e termine na prisão”, disse à AFP Jessica Aquino, de 32 anos.
Diante do resultado iminente, Peña, de 47 anos, já tinha escrito na rede X, pouco antes da votação, que se despedia do cargo “com gratidão”.
“Hoje é o momento de nos unirmos como paraguaios para reconstruir as instituições e recuperar a confiança”, acrescentou.
Renúncia que não valeu
Peña havia apresentado sua renúncia na quinta-feira, mas o Congresso não decidiu se aceitava ou rejeitava por falta de quórum. A renúncia teria permitido que ele mantivesse a imunidade parlamentar ao se tornar senador vitalício. A destituição por impeachment, ao contrário, o priva dessas prerrogativas.
Após a aprovação do início do processo na quinta-feira, Peña havia anunciado que compareceria para responder às acusações. Na manhã desta sexta-feira, pediu mais prazo para preparar sua defesa, mas o pedido foi rejeitado pelo Senado, e o processo começou imediatamente.
“Existem violações muito básicas do devido processo legal, entre elas a questão do prazo”, declarou no plenário o advogado Ricardo Preda, defensor de Peña.
O deputado Raúl Benítez, um dos responsáveis pela acusação, foi duro: “Peña instalou um esquema de esvaziamento bancário a partir do Poder Executivo”. Ele apontou que a operação começou com a nomeação do ex-executivo do Ueno Bank Carlos Carvallo para o BCP.
Benítez apresentou um gráfico que mostrava como os depósitos dos aposentados do Instituto de Previdência Social haviam se multiplicado por 30 desde o início do mandato de Peña, em agosto de 2023.
E agora?
O plenário se preparava em seguida para empossar o vice-presidente Pedro Alliana, de 52 anos, que deverá completar o mandato até agosto de 2028. Deputados também haviam apresentado na quinta-feira um pedido de impeachment contra ele, mas a iniciativa não prosperou.
Enquanto isso, o Banco Central começou a devolver recursos aos correntistas na tarde de quinta-feira, confirmou à AFP José Maciel, diretor da Unidade Administradora do Fundo de Garantia de Depósitos.
A primeira etapa contempla clientes com depósitos de até 10 milhões de guaranis (cerca de US$ 1.600) que não tinham empréstimos no Ueno Bank e possuem uma conta ativa em outro banco. A expectativa é que o número de beneficiados aumente nos próximos dias.
Uma crise que foi além do Paraguai
A investigação já levou à prisão de oito dirigentes do banco. Entre quarta e quinta-feira, foram realizadas operações de busca e apreensão em diferentes localidades ligadas ao grupo, entre elas residências do CEO do Ueno, Miguel Vázquez.
A crise também chegou à Argentina, onde cerca de mil funcionários da empresa de tecnologia ITTI, do mesmo grupo, foram suspensos por 30 dias, sem remuneração.
E afetou até o esporte: a Conmebol tinha cerca de US$ 13 milhões depositados no banco, disse à AFP uma fonte da entidade, embora tenha ressaltado que “isso não afeta em absoluto o funcionamento operacional da Conmebol”.
O Paraguai ainda guarda na memória o que aconteceu em 2012, quando o então presidente Fernando Lugo foi destituído em um processo de impeachment no Congresso, após um massacre que deixou 11 camponeses e seis policiais mortos.
Desta vez, a queda veio por outro motivo — mas com a mesma sensação de um país tentando, mais uma vez, reconstruir a confiança nas suas instituições.
Alívio no Paraguai: Banco Central começa a devolver o dinheiro de quem ficou sem nada
Depois de dias de angústia, filas, protestos e medo de perder tudo, uma notícia finalmente trouxe um pouco de alívio para os paraguaios.
O Banco Central do Paraguai começou a pagar os adiantamentos aos correntistas do Ueno Bank, cuja intervenção deixou cerca de 3 milhões de clientes sem acesso ao próprio dinheiro e desencadeou uma crise política que levou à queda do presidente Santiago Peña.
“O processo de pagamento dos adiantamentos de garantia aos correntistas do Ueno Bank começou na tarde desta quinta-feira”, disse José Maciel, diretor da Unidade Administradora do Fundo de Garantia de Depósitos (FGD) do Banco Central, à AFP nesta sexta-feira.
Quem recebe primeiro?
A primeira etapa abrange clientes com depósitos de até R$ 8.808,00, que não tenham feito empréstimos no banco e que possuam conta ativa em outro banco ou financeira do país. As três condições precisam ser atendidas ao mesmo tempo.
Para agilizar, o órgão atribuiu grupos de correntistas a instituições nas quais eles já possuíam contas. “O valor correspondente é creditado automaticamente nessas contas”, explicou Maciel.
O funcionário não informou quantas pessoas compõem o primeiro grupo nem o montante liberado até o momento. Os grupos seguintes “serão anunciados progressivamente durante o processo de pagamentos”, indicou.
É um primeiro passo. Ainda falta muito para todos reaverem o que é deles, mas para quem estava há dias sem conseguir pagar uma conta, comprar comida ou sacar o salário, ver o dinheiro voltar para a conta — mesmo que aos poucos — já é um respiro.
Desabamento no Brás: prédio vem abaixo, 35 pessoas estavam dentro e o milagre é não ter morrido ninguém
O fim de tarde desta sexta-feira (6) virou pesadelo no Brás, um dos principais centros de comércio popular de São Paulo.
Um prédio de quatro andares desabou na Rua Maria Joaquina, nº 192, região central da capital. A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros correram para o local e ainda trabalham para confirmar que não há ninguém sob os escombros.
Segundo a capitã Karoline Magalhães, porta-voz do Corpo de Bombeiros, 35 pessoas estavam dentro do imóvel. Oito conseguiram sair antes da chegada da corporação. As outras 27 foram resgatadas e quatro foram levadas para a UPA da Mooca com ferimentos leves e quadro estável.
Até o momento, não há registro de óbitos — e isso, diante das imagens, parece um milagre.
“Se eu não saio empurrando, eu ia morrer lá”
As imagens mostram o local sob uma pilha de escombros, concreto quebrado e metal retorcido. Apenas a fachada segue de pé.
Por volta das 20h, o governo informou que cerca de 20 pessoas foram encontradas retidas em um cômodo cuja laje não foi atingida pelo desabamento. A princípio, elas não apresentavam ferimentos.
Em entrevista à TV Globo, um homem que se identificou apenas como Felipe contou que estava no último andar no momento do desabamento.
“Foi um susto tremendo. Quando eu deixei os tecidos lá em cima, começou a desmoronar. Como eu consegui sair? Sendo astuto. Se o cara não for mais louco que um louco no meio de tudo aquilo desmoronando em cima, o cara ia ficar por lá mesmo. Se eu não saio empurrando o que tá na minha frente, eu ia morrer lá.”
As causas do desabamento ainda não foram esclarecidas. A prioridade agora é verificar se não há outras vítimas. Para isso, cães farejadores atuam no local.
Uma das hipóteses levantadas é de que o desabamento ocorreu no mezanino, de cerca de 900 metros quadrados, por causa do excesso de tecidos estocados no local. A dona da loja, que auxiliou nas buscas, não comentou sobre irregularidades.
Os Bombeiros foram acionados por volta das 18h40 e empenharam 51 homens e 17 viaturas. A CET precisou bloquear a Rua Maria Joaquina, a Rua Xavantes com a Rua Mendes Jr. e a Rua Oriente com a Rua Xavantes.
O local deve passar por perícia.
Segundo caso em menos de 60 dias
É o segundo caso de desmoronamento grave na capital em menos de 60 dias. Em 12 de setembro, seis pessoas morreram, incluindo uma criança, após o desabamento de um prédio em construção sobre uma casa na Penha, na zona leste.
Naquele caso, um homem apontado como sócio-proprietário oculto da construtora foi preso temporariamente. Outros dois mandados de prisão temporária foram expedidos contra representantes da empresa, que teve empreendimentos bloqueados na cidade.
O engenheiro Fabio José de Oliveira, que vistoriou o prédio que desabou na Penha, identificou falhas graves e risco de colapso na construção, conforme depoimento prestado à Controladoria-Geral do Município em 18 de setembro. A liberação da obra pela fiscalização municipal virou alvo de investigação.
Sexta de sorteio: confira todos os números das loterias da Caixa de hoje
Sexta-feira é dia de conferir o bilhete com o coração na mão.
A Caixa Econômica Federal realizou na noite desta sexta-feira, 6 de novembro, os sorteios da Mega-Sena, Lotofácil, Quina, Lotomania, Dupla Sena, Dia de Sorte, + Milionária e Super Sete, no Espaço da Sorte, na Avenida Paulista, em São Paulo.
Pega seu jogo e confere com calma:
Mega-Sena — Concurso 3082
Prêmio estimado: R$ 53.861.161,12
04 – 16 – 23 – 24 – 38 – 44
Lotofácil — Concurso 3823
Prêmio estimado: R$ 2.000.000,00
03 – 06 – 07 – 08 – 10 – 11 – 15 – 16 – 17 – 18 – 20 – 21 – 22 – 23 – 24
Quina — Concurso 7161
Prêmio estimado: R$ 1.296.841,90
48 – 53 – 68 – 71 – 79
Lotomania — Concurso 2996
Prêmio estimado: R$ 3.070.988,51
11 – 13 – 16 – 25 – 29 – 34 – 35 – 36 – 39 – 40 – 49 – 63 – 66 – 76 – 77 – 83 – 90 – 92 – 93 – 95
Dupla Sena — Concurso 3029
1º sorteio — Prêmio estimado: R$ 11.162.177,86
10 – 19 – 20 – 33 – 35 – 46
2º sorteio — Prêmio: R$ 121.252,45
10 – 12 – 22 – 25 – 38 – 41
Dia de Sorte — Concurso 1341
Prêmio estimado: R$ 2.800.000,00
05 – 14 – 17 – 20 – 22 – 25 – 29
Mês de sorte: 05 – Maio
Super Sete — Concurso 919
Prêmio estimado: R$ 200.000,00
Colunas: 1 – 2 – 3 – 4 – 5 – 6 – 7
Números: 3 – 1 – 9 – 5 – 4 – 2 – 2
+ Milionária — Concurso 405
Prêmio estimado: R$ 112.000.000,00
01 – 15 – 21 – 32 – 34 – 41
Trevos: 3 e 4
O sorteio foi transmitido ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube.
E aí, deu sorte hoje?
Reviravolta nas bets: Justiça volta atrás e suspende retorno de três casas de apostas
Durou menos de um dia a alegria de quem viu três casas de apostas voltarem a funcionar no Brasil.
Nesta sexta-feira, a Justiça Federal derrubou a liminar que autorizava a retomada das atividades de três plataformas online da empresa CDA Gaming Ltda.
A decisão foi do presidente do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3), Johonsom Di Salvo, que atendeu a um recurso da Advocacia-Geral da União (AGU).
Na última quinta-feira, a desembargadora Adriana Pileggi, do TRF3, havia atendido a um pedido da CDA para suspender a aplicação da Medida Provisória de setembro que proíbe o funcionamento de todas as casas de apostas esportivas e cassinos online no país. A decisão valia só para as bets da CDA: Casa de Apostas, Betsul e Jogo Online.
Por que voltou atrás?
Johonsom Di Salvo suspendeu a autorização até o trânsito em julgado da ação ou até uma nova decisão da Presidência do TRF3. Em outubro, ele já havia suspendido outra liminar que liberava a plataforma Stake Brasil.
Na decisão, o desembargador afirmou que a MP do governo deve ser seguida de maneira “uniforme” por todas as bets e considerou que manter a liminar traria uma “instabilidade normativa incompatível com a gestão de política pública de alcance nacional”.
“Em hipótese de colisão entre interesses privados e valores coletivos, impõe-se a prevalência do interesse público, sobretudo quando demonstrado risco de lesão grave e de difícil reparação, como verificado no caso concreto”, afirmou.
Ele também lembrou que o tema aguarda decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). A MP que proíbe as bets é alvo de questionamento em quatro ações que tramitam na Corte e estão sob relatoria do ministro Luiz Fux. Nesta semana, o Supremo realizou audiência pública sobre o tema.
Ou seja: por enquanto, vale a proibição para todo mundo — até que o STF bata o martelo.
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