Respira, torcedor: Inter ganha três dias de folga para recarregar antes da reta final
Depois de semanas de tensão, o Inter finalmente pode respirar um pouco.
Fora da zona de rebaixamento desde a vitória por 1 a 0 sobre o Coritiba, na última terça-feira, o elenco colorado ganhou três dias de folga antes de encarar a reta final do Brasileirão.
O time só volta a campo no dia 19 de novembro, contra o Vasco da Gama, em São Januário.
Depois de treinar na quarta e na quinta-feira, os jogadores foram liberados para descansar na sexta, no sábado e no domingo. A reapresentação está marcada para segunda-feira à tarde, quando Eduardo Baptista vai começar a preparar o time para os quatro jogos que restam.
O alívio veio nos acréscimos
A vitória sobre os paranaenses, com um gol de Alerrandro nos acréscimos, foi um alívio enorme. O resultado tirou o Inter do grupo dos quatro últimos colocados e deu um pouco mais de tranquilidade para trabalhar.
Mas ninguém está iludido: a situação ainda está longe de ser confortável. Cada ponto agora vale ouro.
O que vem pela frente
Depois da visita ao Vasco, o Inter terá dois jogos em casa, no Beira-Rio, contra Vitória e Bragantino. A última rodada reserva uma viagem a Belo Horizonte para enfrentar o Cruzeiro, no Mineirão.
São quatro jogos, quatro decisões. E o descanso deste fim de semana pode ser justamente o que o time precisava para chegar inteiro nessa reta final.
Sem nem entrar em campo, Grêmio e Inter ganham a noite: Vitória tropeça em casa e segue colado no Z-4
Sexta-feira de folga para a Dupla Gre-Nal, mas com motivo para comemorar do sofá.
No encerramento da 34ª rodada, o Vitória recebeu o Fluminense no Barradão, em Salvador, e foi superado sem dificuldades pelo time carioca por 3 a 0.
E esse resultado foi um alívio enorme para Grêmio e Inter na luta contra o rebaixamento.
O time de Marcão mostrou superioridade do início ao fim. Depois de controlar a pressão do Vitória no começo, Savarino e Canobbio marcaram ainda no primeiro tempo, de forma natural. Na etapa complementar, administrando a partida, o Fluminense fechou o placar com um golaço de Rodrigo Castillo.
Precisando fazer do fator casa o grande diferencial nessa reta final, o Vitória chegou ao quinto jogo sem vencer e ficou estagnado na tabela: 15º colocado, com 38 pontos — mesma pontuação que o Inter (16º) e apenas um ponto a mais que o Grêmio (18º).
A equipe baiana agora terá a pausa da Data-FIFA e só volta a campo na quinta-feira (19), às 19h30, quando recebe o Red Bull Bragantino no Barradão.
A briga pelos 45 pontos
Restando apenas quatro jogos, cada ponto vale ouro. Veja como ficou a reta final dos concorrentes diretos:
Grêmio – 37 pontos (18º)
Bahia (C)
Santos (F)
Corinthians (F)
Mirassol (C)
Corinthians – 37 pontos (17º)
Botafogo (C)
Atlético-MG (F)
Grêmio (C)
Remo (F)
Internacional – 38 pontos (16º)
Vasco (F)
Vitória (C)
Red Bull Bragantino (C)
Cruzeiro (F)
Vitória – 38 pontos (15º)
Red Bull Bragantino (C)
Internacional (F)
Santos (C)
Vasco (F)
Coritiba – 42 pontos (12º)
Santos (C)
Bahia (F)
Flamengo (C)
Palmeiras (F)
O tropeço do Vitória travou um concorrente direto e evitou que ele se desprendesse da Dupla Gre-Nal. Agora, a briga segue aberta — e cada rodada vai ser uma final.
Moledo assume o erro, pede desculpas — e revela que ele e a família estão sendo ameaçados
Errou em campo. Assumiu. E mesmo assim, está sendo ameaçado.
Autor do pênalti que originou o gol da vitória do Inter contra o Coritiba, na terça-feira passada, o zagueiro Rodrigo Moledo foi às redes sociais nesta sexta-feira para se manifestar. Em um story no Instagram, ele assume a responsabilidade pelo lance, mas revela um lado triste e preocupante: ele e a família estão recebendo ameaças desde então.
A jogada aconteceu já nos acréscimos. Moledo acertou com o pé a cabeça do zagueiro Juninho, do Inter. Inicialmente, a arbitragem mandou o lance seguir. Mas após análise no VAR, o pênalti foi marcado. Convertido por Alerrandro, o gol garantiu a vitória colorada e manteve o Inter vivo na briga para escapar do rebaixamento.
Em seu texto, Moledo foi direto e honesto:
“No último jogo, cometi um erro que acabou prejudicando nossa equipe na busca por um resultado importante fora de casa. Naquele lance, não vi a aproximação do adversário e acabei tomando uma decisão equivocada. Entendo a frustração de todos, mas não há ninguém mais frustrado com o que aconteceu do que eu. Sei da importância daquele lance, reconheço que poderia ter tomado uma decisão diferente e assumo integralmente minha responsabilidade pelo ocorrido.”
Criticado tanto pelo erro em si como por sua ligação com o Inter — ele jogou por 11 anos no Beira-Rio —, Moledo lamenta que as críticas tenham ultrapassado a linha do bom senso e do futebol.
“Entendo as críticas e a frustração pelo resultado, mas nenhum erro dentro de campo justifica ameaças ou ataques aos familiares de um atleta. Peço respeito e que minha família seja preservada”, pede.
“Sigo muito triste pelo que aconteceu, mas consciente da minha responsabilidade”, afirmou o zagueiro.
O Coritiba volta a campo no dia 18, quando recebe o Santos, no Couto Pereira. Com 42 pontos, uma vitória pode acabar com qualquer risco de rebaixamento. Do contrário, o time se vê ameaçado, já que tem uma sequência de jogos teoricamente difíceis até o final: Bahia (fora), Flamengo (casa) e Palmeiras (fora).
No fim, Moledo fez o que poucos fazem: assumiu o erro de peito aberto. O que ele pede agora é o mínimo: que o futebol não vire ódio, e que a família dele fique fora disso.
Fachin, em casa, recebe homenagem e deixa recado: “A jurisdição não pode substituir a política”
Foi uma tarde de reencontro e de emoção para Edson Fachin.
Nesta sexta-feira (6), em Porto Alegre, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) recebeu o título de Doutor Honoris Causa da Unisinos, em solenidade no teatro do campus da Capital.
Natural de Rondinha, no norte do Rio Grande do Sul, Fachin foi homenageado em meio às comemorações dos 60 anos de Direito e dos 30 anos do Programa de Pós-Graduação em Direito (PPGDireito) da universidade.
E aproveitou o momento para fazer uma defesa firme da independência dos Poderes, da integridade das instituições, da segurança jurídica e da igualdade dos cidadãos perante a lei. Sem citar casos específicos, adotou um discurso constitucionalista e criticou excessos.
“A política possui sua legitimidade própria, enquanto o Direito se define por uma racionalidade específica. A jurisdição não pode substituir a política. A política não pode capturar a jurisdição”, ponderou.
Ao longo da fala, ele reforçou a necessidade de separação dos Poderes, sem interferências, e lembrou que nenhuma instituição está imune a falhas.
“Nenhum Poder pode reivindicar para si a totalidade da razão constitucional. Nenhum Poder possui autorização para substituir os demais, como também não se encontra dispensado de observar os limites de suas competências”, comentou.
Usando a mitologia grega, Fachin comparou a integridade institucional ao fio que permite à democracia atravessar o labirinto das crises sem perder sua identidade.
“A integridade institucional é o fio que permite à democracia constitucional atravessar o labirinto das crises contemporâneas sem perder sua identidade republicana”, argumentou, ao falar sobre a aceleração tecnológica e como a Constituição ajuda a proteger o país em meio a períodos incertos.
Ele também fez ponderações sobre as experiências recentes de México, Polônia e Hungria, com olhar crítico. No México, os mexicanos passaram a eleger também representantes do jurídico. Na Polônia, houve diversas reformas judiciais. Na Hungria, também houve reformas que, na leitura de Fachin, levantaram preocupações sobre concentração de poder.
Durante os discursos, a mesa lembrou a trajetória acadêmica e jurídica do ministro, marcada pela produção intelectual, pela contribuição à modernização do Direito Civil e pela atuação em defesa da Constituição. Também fizeram alusão à infância de Fachin em Rondinha.
O reitor Pe. Sérgio Eduardo Mariucci enalteceu a trajetória do ministro:
“Esta é uma das forças mais extraordinárias da Educação: ela amplia o mundo que recebemos, abre caminhos que muitas vezes não poderíamos imaginar e nos permite devolver à sociedade, sob a forma de serviço, aquilo que um dia recebemos como oportunidade.”
Além do homenageado e do reitor, a mesa foi composta pelo presidente do Tribunal de Justiça do RS, desembargador Eduardo Uhlein, pelo vice-presidente do Conselho Universitário e vice-reitor da Unisinos, Prof. Dr. Artur Eugênio Jacobus, pela pró-reitora de Administração da Unisinos, Silvana Cristina da Silva Model, e pelo decano da Escola de Direito e Relações Internacionais da Unisinos, Prof. Dr. Miguel Tedesco Wedy.
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