Receita avisa 498 mil contribuintes que caíram na malha fina; correção pode ser feita online

 


A Receita Federal começou a avisar quem teve a Declaração do Imposto de Renda 2026 retida na malha fina. Ao todo, 498.487 contribuintes vão receber cartas em lotes semanais até o dia 20 de outubro.


O objetivo do Projeto Cartas 2026 é estimular a regularização voluntária antes de uma intimação formal. Quem identificar erro pode enviar uma declaração retificadora sem precisar ir a uma unidade do Fisco, o que reduz risco de multa e de atraso na restituição.


Como consultar


A verificação deve ser feita no serviço Meu Imposto de Renda, no site da Receita ou no aplicativo, com conta Gov.br nível prata ou ouro.


Uma declaração retida aparece com status “Com Pendência”. Ao clicar, o contribuinte vê o motivo da retenção e as orientações para regularizar.


Se houver erro ou omissão, basta corrigir e enviar a retificadora pelos canais digitais. Se a declaração estiver correta e houver documentos que comprovem as informações, a orientação é não alterar e guardar a documentação até eventual solicitação da Receita.


Erros mais comuns


Esquecer de informar rendimentos pontuais recebidos durante o ano

Não incluir rendimentos de dependentes

Não informar todos os rendimentos de aposentadoria quando há mais de uma fonte pagadora

Informar o ano errado de uma despesa médica

Declarar valor diferente do efetivamente pago em despesa médica

Incluir como despesa médica gastos não dedutíveis

Declarar VGBL como despesa dedutível — a Receita esclarece que VGBL não é previdência privada para fins de dedução e não reduz a base de cálculo

Mesmo quem receber a carta deve confirmar a pendência diretamente no Meu Imposto de Renda.


Jeremy Allen White chama de “assustadora” a ambição das redes sociais em novo filme sobre Facebook



Protagonista de “O Outro Lado das Redes” (The Social Reckoning), Jeremy Allen White diz que é assustador o poder que as redes sociais concentraram. Ao lado de Mikey Madison, o ator estrela o drama escrito e dirigido por Aaron Sorkin que expõe os bastidores do Facebook.

O filme é uma espécie de continuação de “A Rede Social” (2010), também de Sorkin. Se o longa de 2010 mostrava os primórdios da rede criada por Mark Zuckerberg, então estudante vivido por Jesse Eisenberg, o novo trabalho foca na investigação jornalística de 2021 que revelou práticas criticadas da plataforma.

A investigação foi liderada pelo jornalista Jeff Horwitz, do The Wall Street Journal na época — vivido por White — com a colaboração da denunciante Frances Haugen, interpretada por Madison.

“Tenho muitos medos sobre o que estas empresas querem atualmente. Elas querem tudo, querem todo o nosso tempo, toda a nossa atenção, toda a nossa interação, querem que nos comuniquemos com as ferramentas delas”, disse White à AFP. “É assustador não saber até onde isso chega. Eles têm bilhões de dólares”.

White, 35 anos, contou que criou sua conta no Facebook ainda no ensino médio, quando a rede parecia “bastante inocente”. Mas já notava a ansiedade que o número de seguidores gerava nos amigos. “Parecia uma ideia nova, e agora é a forma como avaliamos tudo neste mundo”.

Mikey Madison, 27, vencedora do Oscar de Melhor Atriz por “Anora”, decidiu nunca ter redes sociais. Ela diz compartilhar das inquietações do colega.

O filme traz ainda Bill Burr, Betty Gilpin e Billy Magnussen, além de Jeremy Strong como um Zuckerberg adulto — com as mesmas dificuldades sociais, mas agora poderoso e à frente de uma criação usada por bilhões. Segundo a investigação retratada, práticas da empresa contribuíram para a radicalização de usuários e alimentaram ações judiciais milionárias.

“Para empresas que movimentam bilhões, os valores são praticamente irrelevantes”, ressalta White. “Tomara que o filme leve as pessoas a conversar sobre os danos que podem ser causados por empresas como o Facebook”.

Wunmi Mosaku, que interpreta uma assessora de Zuckerberg, também vê o longa como um alerta. O filme estreia nos cinemas dos EUA nesta sexta-feira.

“As redes sociais têm muita responsabilidade pelo ambiente em que nos encontramos. O que os governos vão fazer? Vamos continuar nesse caminho para o qual estamos sendo arrastados pelos bilionários ou vamos colocar regulamentações em prática?”, questionou a atriz. “Em que bolhas estamos, como estão nos radicalizando e separando, e nos tornando incapazes de nos comunicarmos uns com os outros? É muito angustiante”.

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