Frente fria provoca chuva em todo o RS neste sábado
Uma frente fria avança pelo Rio Grande do Sul neste sábado e provoca chuva em todas as regiões ao longo do dia. A MetSul Meteorologia alerta para a possibilidade de precipitação localmente forte a intensa, além de temporais isolados.
O céu permanece com muitas nuvens, mas podem ocorrer períodos de melhoria e aberturas de sol. O começo do dia ainda será abafado, enquanto o ar mais frio começa a ingressar pelo Oeste e pelo Sul. Em diversas cidades, as temperaturas mínimas devem ser registradas à noite.
No domingo de eleições, no Rio Grande do Sul, a precipitação deve se concentrar principalmente na Metade Leste, enquanto no Oeste será isolada ou poderá nem ocorrer. Santa Catarina e Paraná também terão chuva, sobretudo nas áreas próximas ao litoral, incluindo Florianópolis e Curitiba.
Não há consenso científico específico sobre o impacto da chuva na abstenção eleitoral no Brasil. Embora estudos internacionais investiguem a influência das condições meteorológicas no comparecimento às urnas, faltam pesquisas nacionais que cruzem dados de precipitação e participação eleitoral de forma suficiente para estabelecer uma relação direta. A chuva forte, porém, pode dificultar o deslocamento dos eleitores até os locais de votação, especialmente em áreas rurais.
Veja os resultados das loterias da Caixa desta sexta-feira, 23 de outubro
A Caixa Econômica Federal realizou nesta sexta-feira, 23 de outubro, os sorteios de número 3812 da Lotofácil, 7150 da Quina, 2991 da Lotomania, 3024 da Dupla Sena, 1330 do Dia de Sorte e 914 da Super Sete.
Os resultados foram divulgados por volta das 21h no Espaço Caixa Loterias, no novo Espaço da Sorte, na Avenida Paulista, em São Paulo.
Lotofácil - Concurso 3812 - Prêmio estimado em R$ 2.000.000,00
Números sorteados: 03 – 04 – 05 – 07 – 08 – 11 – 13 – 16 – 17 – 19 – 20 – 21 – 23 – 24 – 25
Quina - Concurso 7150 - Prêmio estimado em R$ 58.576.695,92
Números sorteados: 08 – 22 – 23 – 61 – 67
Lotomania - Concurso 2991 - Prêmio estimado em R$ 154.180,22
Números sorteados: 05 – 08 – 16 – 20 – 29 – 33 – 36 – 40 – 43 – 48 – 50 – 55 – 62 – 66 – 67 – 70 – 72 – 85 – 96 – 99
Dupla Sena - Concurso 3024
1º sorteio - Prêmio estimado em R$ 9.071.830,70: 11 – 18 – 19 – 40 – 42 – 44
2º sorteio - Prêmio de R$ 99.251,67: 04 – 07 – 16 – 18 – 24 – 39
Dia de Sorte - Concurso 1330 - Prêmio estimado em R$ 100.000,00
Números sorteados: 02 – 09 – 16 – 22 – 23 – 28 – 31
Mês da Sorte: 09 – Setembro
Super Sete - Concurso 914 - Prêmio estimado em R$ 12.000.000,00
Colunas: 1 – 2 – 3 – 4 – 5 – 6 – 7
Números sorteados: 2 – 6 – 0 – 0 – 8 – 2 – 1
Sem provas, Eduardo Bolsonaro questiona urnas e diz que Flávio deve deixar o Brasil se perder
A dois dias do segundo turno presidencial, o deputado cassado Eduardo Bolsonaro voltou a levantar suspeitas, sem apresentar provas, sobre a confiabilidade das urnas eletrônicas brasileiras. Ele defendeu que seu irmão, o candidato Flávio Bolsonaro (PL), deixe o País caso seja derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
As declarações foram feitas nesta sexta-feira, 23, durante participação no podcast americano Louder with Crowder, apresentado pelo comentarista político Steven Crowder.
Questionado por um espectador sobre o que a família faria para ajudar o ex-presidente Jair Bolsonaro se Flávio perdesse a disputa, Eduardo respondeu, em tom de brincadeira: "Mandar os fuzileiros navais". Após a reação do apresentador, passou a tratar da possibilidade de derrota do irmão e afirmou que Lula teria feito ameaças contra ele durante o debate presidencial Band/ Estadão.
"Ele estava ameaçando meu irmão. E, se meu irmão não vencer, eu sou favorável que ele deixe o País", afirmou Eduardo.
Em outro momento da entrevista, Eduardo questionou o sistema eletrônico de votação utilizado no Brasil e argumentou que a ausência de cédulas impressas comprometeria a fiscalização dos resultados.
"O problema é que não usamos papel. Não há contagem pública dos votos e você precisa confiar na máquina. Usamos máquinas e é isso. Esse é o problema", disse.
Eduardo também recorreu a uma frase que atribuiu ao ditador soviético Josef Stálin para questionar a confiabilidade da contagem dos votos. "Como disse Stálin, não importa em quem você vota. A questão é quem conta os votos", afirmou. "Da mesma forma que eu não posso provar que houve fraude, eles não podem provar que não houve."
Ao ser questionado sobre a possibilidade de manipulação dos resultados no domingo, voltou a levantar suspeitas sem apresentar provas. "Eles podem fraudar. Não sei, não sei. Eles podem fraudar", afirmou. Eduardo ainda criticou decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) contrárias à implementação do voto impresso.
Eduardo Bolsonaro vive nos Estados Unidos desde 2025 e teve o mandato de deputado federal cassado por excesso de faltas em dezembro daquele ano. Em junho de 2026, foi condenado pelo STF a quatro anos e dois meses de prisão por coação no curso do processo, após a Corte concluir que atuou junto ao governo norte-americano para pressionar o Brasil e interferir no julgamento de seu pai. A condenação tornou-se definitiva em outubro, quando o ministro Alexandre de Moraes determinou sua prisão. Eduardo permanece nos Estados Unidos.
Gilmar Mendes rejeita queixa de vice de Flávio contra quem o acusou de estupro
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou queixa de calúnia apresentada pelo deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), vice na chapa presidencial de Flávio Bolsonaro, contra adversários que o acusaram de estupro. Na decisão, proferida nesta sexta-feira, ele cita a imunidade parlamentar e rejeita a atuação da Corte como árbitro do debate político.
"Nesse cenário, não cabe ao Supremo Tribunal Federal, no exercício da jurisdição penal, estabelecer uma espécie de gradação abstrata da gravidade ou da reprovabilidade das ofensas dirigidas pelos parlamentares uns aos outros. Tampouco compete à Corte atuar como instância ordinária de disciplina do debate político, substituindo os mecanismos institucionais de controle do decoro parlamentar".
A denúncia mirava o deputado federal Lindbergh Faria (PT-RJ) e a senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS), que, em março, apresentaram notícia de fato à Polícia Federal sobre suposto abuso sexual de uma menor de idade por Gaspar. O crime teria resultado no nascimento de uma criança.
Essa acusação foi trazida a público no mesmo dia em que Gaspar, então relator da CPI do INSS, apresentou o relatório final da comissão com pedido de indiciamento de 216, dentre as quais estava o Fabio Luis da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Lula. Lindbergh e Soraya não apresentaram detalhes da denúncia e, quando questionados, disseram não o fazer com o objetivo de proteger os envolvidos e lhes garantir o anonimato.
Um pedido de investigação chegou a tramitar no STF também sob a relatoria de Mendes, que o arquivou em outubro a pedido da Procuradoria-Geral da República, que afirmou, em parecer, não haver provas.
Ativistas fazem protesto no TSE contra decisão de Mendonça sobre vídeo do caso Ana Clara
Cerca de 100 pessoas protestaram nesta sexta-feira em Brasília contra decisão do ministro André Mendonça de suspender o impulsionamento pago de vídeo sobre o caso da menina Ana Clara em plataformas digitais. Ele atendeu a uma solicitação do candidato Flávio Bolsonaro.
O ato ocorreu em frente ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), instituição que tem Mendonça como vice-presidente. O ministro decidiu ainda que a campanha deveria se abster de contratar novos impulsionamentos da gravação "Flávio defendeu assassino de criança", sob pena de multa de R$ 10 mil para cada alavancagem.
Ana Clara, de 5 anos, morreu, em 2021, em uma comunidade em Niterói, no Rio de Janeiro, atingida por tiro de fuzil disparado por um soldado da PM. O vídeo divulgado pela campanha de Lula expõe que, durante o mandato, o senador Flávio Bolsonaro defendeu o acusado.
De acordo com a presidente da União Brasileira de Mulheres (UBM), Maria das Neves Filha, a decisão do ministro configura “censura”.
“Devemos denunciar essa censura flagrante à nossa democracia. Vamos tomar as medidas cabíveis para fazer com que a justiça prevaleça nesse caso”, afirmou.
Na decisão, André Mendonça justificou que não se identifica, no material, conteúdo promocional autônomo da candidatura de Lula, e sim críticas apenas. “A mensagem publicitária dirige-se essencialmente à crítica e à desqualificação do candidato adversário.”
Outra observação do ministro é que o fato de o vídeo trazer o depoimento da mãe da menina Ana Clara, Cristiane Gomes da Silva, não garantiria autorização de uso do material.
“A circunstância de o material reproduzir manifestações proferidas em debate eleitoral e depoimento de familiar da vítima não afasta, por si só, a irregularidade do impulsionamento remunerado.”
Mendonça diz que Lula e Flávio podem quebrar sigilos por conta própria
O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), reiterou nesta sexta-feira (23) a decisão em que liberou as campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) a divulgarem, por conta própria, seus sigilos bancários, fiscal e telefônico, conforme acordo assinado entre os candidatos.
Na decisão, Mendonça disse que não cabe ao TSE fiscalizar “desafios” lançados pelas campanhas dos presidenciáveis.
As campanhas de Lula e Flávio continuaram com a intenção de solicitar ao TSE a mediação da divulgação dos sigilos. Os presidenciáveis entregaram procurações para viabilizar a divulgação das informações.
No entendimento do ministro, as novas manifestações não vão mudar sua decisão sobre o caso.
"Se o propósito é a transparência, que ela seja exercida desde já, por iniciativa dos respectivos titulares. Quem quer abrir o sigilo de informações bancárias, fiscais, telefônicas e de gastos com cartão corporativo, abre e publica, sem subterfúgios. Trata-se de transparência ativa, que dispensa a intermediação desta Corte", afirmou.

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