Guilherme Derrite é favorito para Ministério da Segurança em eventual governo Flávio Bolsonaro
O senador eleito Guilherme Derrite (PP-SP) é apontado como favorito para assumir o Ministério da Segurança Pública em um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL). Ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo, ele é considerado nome de confiança do núcleo próximo ao candidato e participou da elaboração de propostas para a área.
A criação de um ministério específico para a segurança pública foi anunciada por Flávio durante a campanha. A proposta prevê separar a estrutura da atual pasta da Justiça e Segurança Pública, ampliando a atenção do governo federal ao combate à criminalidade.
Derrite recebeu apoio de lideranças da federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, partidos que apoiaram Flávio no segundo turno. A aliança reúne bancada expressiva na Câmara e pode ter papel importante na composição de um eventual governo.
Antes de ser eleito senador, Derrite exerceu dois mandatos como deputado federal e comandou a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo entre janeiro de 2023 e dezembro de 2025, no governo Tarcísio de Freitas (Republicanos). Capitão da Polícia Militar da reserva, também atuou como tenente da Rota, unidade de elite da corporação paulista.
Ganhou projeção nacional ao defender medidas mais rigorosas contra o crime organizado e ao relatar, na Câmara, o projeto que restringiu as saídas temporárias de presos em feriados. A proposta foi aprovada pelo Congresso e virou lei em 2024.
Sua passagem pela secretaria paulista também foi marcada por controvérsias relacionadas à violência policial e a investigações envolvendo agentes suspeitos de ligação com o PCC.
Outro nome citado para a pasta é o do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), que declarou apoio a Flávio no segundo turno. Caiado tem como trunfo a experiência em segurança pública em Goiás, mas, segundo relatos das articulações, não possui o mesmo grau de proximidade com o núcleo ideológico do bolsonarismo.
Até o momento, não houve confirmação de convite a Derrite nem definição oficial sobre o comando do ministério. A escolha dependerá das negociações políticas e da formação da equipe de um eventual governo.


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