Flávio Bolsonaro cumpre agenda em três cidades gaúchas na quarta-feira
A agenda do candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), no Rio Grande do Sul sofreu algumas alterações. Ele visitará o Estado na quarta-feira (14), mas a programação inicialmente prevista foi modificada. Os compromissos serão realizados em Porto Alegre, Alvorada e Canoas.
Flávio Bolsonaro virá acompanhado do governador eleito, Luciano Zucco (PL); do prefeito da Capital, Sebastião Melo (MDB); dos governadores reeleitos de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), e de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos); e do governador eleito do Paraná, Sérgio Moro (PL).
A programação terá início às 12h, no bairro Sarandi, na Zona Norte de Porto Alegre, onde Flávio e Zucco visitarão a região do Dique, nas proximidades da Vila Brasília. No local, o candidato à Presidência fará um pronunciamento à imprensa.
Às 13h30, a comitiva seguirá para Alvorada, onde está prevista uma caminhada pelo Centro da cidade, com contato direto com comerciantes e moradores. Na sequência, às 15h, Flávio irá a Canoas, onde a agenda ainda será definida. O último compromisso público será às 17h, no Centro Histórico de Porto Alegre, onde está prevista uma mobilização popular, com trajeto ainda a ser confirmado.
Segundo o governador eleito, Luciano Zucco, o partido prepara uma agenda que permitirá a Flávio conhecer de perto alguns dos desafios do Rio Grande do Sul, entre eles a recuperação das regiões atingidas pelas enchentes. "Também será uma oportunidade de conversar com os gaúchos e ouvir suas demandas. Queremos mostrar a importância de termos um governo federal comprometido com o crescimento do Rio Grande do Sul."
Esta será a terceira visita de Flávio Bolsonaro neste ano ao Rio Grande do Sul. Em abril, participou do lançamento da pré-campanha de Zucco. Já em setembro, visitou a Expointer e, na sequência, participou de um comício que reuniu milhares de apoiadores no Parque Moinhos de Vento (Parcão), na Capital.
Encontros com lideranças
Zucco também aproveitará o encontro com as lideranças partidárias para dar continuidade às articulações iniciadas logo após a eleição, com o objetivo de fortalecer a atuação conjunta dos estados do Sul e do Sudeste em pautas de interesse comum. Entre as prioridades estão a criação do Fundo Constitucional do Sul, a retomada das ferrovias, especialmente da Malha Sul, e a renegociação das dívidas dos estados com a União. A intenção é ampliar a força política dos governadores nas discussões com o governo federal e na busca por soluções para desafios compartilhados.
Segundo Zucco, durante a campanha, ele reiterou que trabalharia em conjunto com outros governadores para ampliar a capacidade de articulação e avançar em pautas que considera fundamentais para o desenvolvimento dos estados. "É exatamente isso que já estamos fazendo neste período de transição. A presença do governador Tarcísio reforça essa união e demonstra que teremos uma atuação conjunta, com ainda mais força política, para defender os interesses não apenas do Rio Grande do Sul, mas também dos estados do Sul e do Sudeste."
Jovem morto com 27 tiros por PMs em SP fazia tratamento psiquiátrico e não tinha antecedentes
Gustavo Munis de Santana, de 20 anos, que foi morto durante uma abordagem da Polícia Militar, na madrugada de sábado, em São Paulo não tinha antecedentes criminais e fazia tratamento psiquiátrico. Ele morreu após levar 27 tiros dos policiais. A PM havia sido acionada pois o rapaz estava "transtornado" e ameaçava se matar. Segundo o boletim de ocorrência, os policiais suspeitaram que Gustavo tinha uma arma na mão, mas a perícia constatou que se tratava apenas de um celular.
Ele morava com as irmãs e a mãe e usava antidepressivos desde o ano passado. A morte do jovem gerou revolta entre familiares e amigos, que criticaram a conduta dos quatro PMs envolvidos. "Quem deveria servir e proteger mata e oprime. Fardas que deveriam nos proteger. Armas que escolhem oprimir. Quem nos defende de quem nos mata?", escreveu nas redes sociais Felipe Viandier, amigo de Gustavo.
Ao SBT, a irmã do jovem negou que ele estivesse armado. "Eles estão tentando tachar meu irmão como se ele estivesse tentando roubar; como se ele estivesse tentando fazer alguma coisa errada ou como se o meu irmão estivesse armado. E nada disso é verdade", disse. Gustavo foi morto pelos quatro agentes da PM no Planalto Paulista, região de Moema. Os policiais fizeram 45 disparos, 27 atingiram a vítima.
Após a chegada da PM, o rapaz atravessou a passarela e se abrigou em um imóvel na Alameda dos Guaramomis. Ele teria saído de uma área escura, corrido em direção aos policiais com os braços estendidos e segurando um "objeto escuro", que, mais tarde, foi identificado como um celular. O corpo de Gustavo foi sepultado ontem no Cemitério Congonhas. A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo afirmou que não tolera desvios de conduta de seus agentes. Também disse que a morte do jovem será investigada e que eventuais irregularidades serão punidas. A PM afastou os policiais enquanto o caso é apurado.
Câmeras corporais
As imagens das câmeras corporais dos PMs envolvidos na morte de Gustavo não haviam sido entregues à Polícia Civil até a tarde de ontem. As imagens, que são consideradas importantes para definir as circunstâncias da ocorrência, estão com a Corregedoria da Polícia Militar. O Estadão apurou que a íntegra das filmagens ainda não havia sido enviada ao Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), responsável pelas investigações.

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