Com retornos de Félix Torres e Victor Gabriel, Inter estuda mudanças na defesa para o Gre-Nal 455
O Inter pode ter mudanças na defesa para o Gre-Nal 455, neste domingo, na Arena, mesmo após a vitória sobre o Corinthians na última rodada.
O técnico Eduardo Baptista ganhou dois reforços para o setor. O zagueiro Félix Torres voltou da seleção equatoriana, já treinou com o grupo e está à disposição. Victor Gabriel também está liberado para atuar após ser liberado pelo STJD.
Uma das formações estudadas é a entrada de Torres em uma linha de três zagueiros ao lado de Juninho e Mercado. Nesse cenário, Bruno Gomes passaria a atuar como ala-direito e Aguirre sairia do time titular.
A ideia é ter uma defesa mais alta para neutralizar um dos pontos fortes do Grêmio, a bola aérea e as jogadas de bola parada, fundamento destacado pelo próprio Baptista como diferencial do rival.
O elenco faz o último treino neste sábado no CT Parque Gigante. A escalação oficial só deve ser divulgada momentos antes do clássico.
Análise: Eduardo Baptista tenta organizar um Inter à deriva
A vitória por 2 a 1 sobre o Corinthians não apagou os problemas do Inter e recoloca em debate as escolhas do recém-chegado Eduardo Baptista, que segue uma linha parecida com a do antecessor Pezzolano.
O principal ponto é a insistência nos três zagueiros. O sistema não é o problema em si, desde que se tenha três zagueiros confiáveis. Hoje, o Inter tem um: Mercado. Se contasse com nomes do nível de Vitão e Gamarra, faria sentido. Na prática, um dos utilizados na função foi Bruno Gomes, que hoje é o melhor - e único - lateral-direito à disposição no Beira-Rio.
A improvisação se estendeu. Bernabei, que tem sido o atacante mais efetivo da temporada mesmo sendo lateral de origem, foi usado como ala-esquerdo. No ataque, Alan Patrick como meia avançado e Vitinho pelo lado fazem sentido, mas Alerrandro como referência central parece mais uma solução de emergência, no famoso "se não tem tu, vai tu mesmo".
Enquanto isso, Carbonero - ao lado de Vitinho e do próprio Bernabei, um dos melhores jogadores ofensivos do Inter no ano - começou no banco e só entrou aos 27 minutos do segundo tempo.
O resultado veio, e no futebol é ele que conta. Mas veio com uma dose grande de sorte. Diante de 24.784 pagantes, o Corinthians, que não vive boa fase e vinha de seis derrotas, acertou três bolas na trave e finalizou 22 vezes. Anthoni foi o grande responsável por segurar o placar.
Há o contexto, e ele precisa ser considerado. Em momentos de crise técnica, falta de confiança e elenco curto, é comum a tentativa de empilhar marcadores para se proteger. Nem sempre funciona. É um esquema que, muitas vezes, chama o adversário.
Se não estivesse tão pressionado na parte de baixo da tabela, o Inter poderia ser pensado de forma mais simples: Anthoni; Bruno Gomes, Mercado, Juninho e Matheus Bahia; Villagra e Thiago Maia; Alan Patrick; Bernabei, Vitinho e Carbonero - sem um centroavante fixo, já que Alerrandro ainda não engrenou e Sanabria mal foi visto em campo.
Recém-chegado, Baptista assumiu o comando de um time à deriva e tenta salvar o que resta de uma gestão marcada por fracassos. Pelas circunstâncias, todos os descontos são válidos para ele.

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