PL define estratégia para o 2º turno no RS e mira municípios onde Lula foi vitorioso

 


Com a eleição de Luciano Zucco (PL) para o governo do Rio Grande do Sul já decidida no primeiro turno, o Partido Liberal no estado voltou todas as suas atenções para a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presencial. A estratégia definida pela liderança partidária gaúcha foca os esforços de mobilização nos municípios em que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) saiu vitorioso na primeira etapa da votação.

A diretriz foi detalhada pelo presidente do PL-RS, deputado federal Giovani Cherini, após reunião com a cúpula nacional e governadores eleitos no Sul do país.

Ações focadas na Região Metropolitana e no Sul do estado

O plano de ação pretende concentrar militantes e apoiadores nas 42 cidades gaúchas onde o candidato do PT teve a preferência dos eleitores, dando prioridade aos maiores colégios eleitorais:

  • Principais alvos: Mobilizações intensificadas em Porto Alegre, Viamão, Pelotas e Rio Grande.

  • Formatos de rua: A campanha pretende organizar carreatas, mateadas e distribuições de adesivos, apostando no engajamento voluntário da militância regional.

Apesar do encerramento da disputa estadual, os valores não utilizados na campanha para o governo do Estado não podem ser migrados livremente para a propaganda presidencial, devendo seguir as regras de prestação de contas eleitorais e devolução de sobras de campanha.

Cenário nacional e alianças políticas

No panorama nacional, a candidatura do PL busca expandir a margem de votos alcançada no primeiro turno (47,03%), contra os 45,16% obtidos pelo atual presidente.

Para a etapa decisiva, a candidatura de Flávio Bolsonaro formalizou o apoio de siglas como Novo, União Brasil, PP, Podemos, Republicanos e DC. Além disso, recebeu a adesão individual de Ronaldo Caiado (PSD) e o alinhamento de lideranças do PSDB, partido que optou pela neutralidade oficial mas liberou os seus filiados.

Fonte das informações: Correio do Povo


Augusto Cury declara apoio a Flávio Bolsonaro após acordo programático sobre saúde e gestão

O escritor e psiquiatra Augusto Cury (Avante), terceiro colocado na disputa presidencial com 2,89% dos votos no primeiro turno, anunciou formalmente o seu apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) para a segunda volta da eleição. Segundo o autor, a decisão foi consolidada após um diálogo direto com o candidato do PL e a assinatura de um documento de compromisso público focado em pautas prioritárias do seu plano de governo.

Compromisso público e recusa de cargos

Augusto Cury sublinhou que a sua adesão não envolve negociações políticas tradicionais nem a expetativa de integração numa futura gestão:

  • Sem participação no governo: O psiquiatra afirmou taxativamente que não ocupará nenhum cargo ministerial ou administrativo num eventual mandato de Flávio Bolsonaro.

  • Independência mantida: Cury destacou que manterá a sua liberdade de pensamento e que atuará na cobrança pública pelo cumprimento dos itens acordados.

Pautas prioritárias do acordo

Entre os pontos apresentados por Cury e formalmente aceites pela candidatura do PL, destacam-se:

  • Fim da reeleição: Proposta de alteração na legislação para limitar os mandatos no Poder Executivo.

  • Avanços na saúde pública: Expansão do uso da telemedicina e maior democratização do acesso a tratamentos e tecnologias médicas modernas.

  • Segurança e tecnologia: Utilização de ferramentas tecnológicas no combate e prevenção da violência urbana.

Com o movimento, a campanha de Flávio Bolsonaro soma mais uma adesão formal de um antigo adversário na corrida pela Presidência.

Fonte das informações: Correio do Povo


Rumo ao 2º turno: Veja as datas dos 4 debates presidenciais e os prazos decisivos do calendário eleitoral

Mesmo com a eleição para o governo do Rio Grande do Sul já resolvida no primeiro turno, o eleitorado gaúcho e brasileiro ainda tem um encontro marcado com as urnas no dia 25 de outubro. A disputa presidencial entre o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) entra na sua fase decisiva, marcada por comícios nas ruas, início do horário eleitoral gratuito e confrontos diretos na televisão.

Diferente do cenário da primeira etapa da campanha, o segundo turno reserva ao menos quatro debates televisivos em que os dois candidatos devem se enfrentar diretamente.

Agenda de debates entre Lula e Flávio Bolsonaro

Os embates nas emissoras de rádio e TV começam já neste fim de semana e estendem-se até a antevéspera da votação:

  • 11 de outubro (domingo): Record, às 21h.

  • 15 de outubro (quinta-feira): Pool de veículos de imprensa (VEJA+ TV, CNN Brasil, Exame, Metrópoles, Novabrasil FM, Rádio Itatiaia, RedeTV!, Rede Vida, SBT, SBT News e Terra), em horário a confirmar.

  • 18 de outubro (domingo): Band (com transmissão conjunta da TV Cultura, TV Gazeta e Jovem Pan), às 20h.

  • 23 de outubro (sexta-feira): TV Globo, em horário a confirmar.

Horário eleitoral e regras de rua

A propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão recomeça nesta sexta-feira (9) e segue em exibição diária até 23 de outubro.

Nas ruas, a mobilização já está permitida: comícios e uso de som fixo podem ocorrer até o dia 22 de outubro, enquanto passeatas, carreatas e panfletagens estão liberadas até as 22h do dia 24.

Prazos e restrições legais para candidatos e eleitores

O calendário da Justiça Eleitoral estabelece limites rígidos para garantir a segurança e a lisura do pleito:

  • Imunidade contra prisões: Nenhum candidato pode ser detido entre 10 e 27 de outubro, salvo em flagrante delito. Para os eleitores em geral, a restrição para prisões vigora de 20 a 27 de outubro.

  • Regra sobre Inteligência Artificial: Do dia 22 até o término do dia seguinte à votação (26), fica terminantemente proibida a publicação e o impulsionamento de novos conteúdos gerados ou alterados por IA contendo imagem, voz ou manifestações dos candidatos.

  • Restrição de armas (CACs): Entre 24 e 26 de outubro, fica proibido o transporte de armas e munições por caçadores, atiradores e colecionadores em todo o país.

Faltou no 1º turno? Você pode votar no 2º

A Justiça Eleitoral reforça que a ausência no primeiro turno não impede o exercício do voto no dia 25 de outubro, que ocorrerá das 8h às 17h.

O eleitor que não votou no dia 4 de outubro tem até 60 dias para apresentar a sua justificativa via aplicativo e-Título, portal do TSE ou cartório eleitoral.

Fonte das informações: Correio do Povo


De olho em 600 mil votos, PT-RS lança ofensiva no estado para alavancar Lula no 2º turno

Com o resultado do primeiro turno das eleições estaduais e federais consolidado, o Partido dos Trabalhadores no Rio Grande do Sul e siglas aliadas alinharam as estratégias para a segunda etapa da disputa pela Presidência da República. A partir desta sexta-feira (9), a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entra em fase de mobilização intensificada no território gaúcho.

A meta principal traçada pelo comando regional é alcançar ao menos o mesmo patamar de votação obtido pelo candidato no segundo turno de 2022 no estado, quando somou cerca de 2,89 milhões de votos.

União de forças e diagnóstico de campanha

A tática foi definida durante reunião realizada na sede do PT em Porto Alegre, reunindo lideranças da coligação que disputou o governo estadual e o Senado. O encontro contou com as presenças de Edegar Pretto (PT) — coordenador da campanha presidencial no RS —, além de Juliana Brizola (PDT), Manuela D'Ávila (PSOL) e Paulo Pimenta (PT).

Para atingir a marca desejada, a aliança precisará conquistar aproximadamente 600 mil votos adicionais no estado em relação ao resultado do último domingo, quando Lula registrou 2,29 milhões de votos no Rio Grande do Sul.

Ações de rua e foco na abstenção

O plano de ação da campanha engloba diferentes frentes de atuação para as próximas duas semanas:

  • Presença nos municípios: Intensificação das agendas e atos políticos em cidades onde foi registrada redução de votos em comparação com o pleito anterior.

  • Mobilização popular: Ampliação de panfletagens, bandeiraços e abordagens diretas nas ruas, movimentos que já começaram a ganhar corpo na Capital gaúcha.

  • Combate à abstenção: Elaboração de iniciativas específicas voltadas para conscientizar e incentivar o comparecimento dos eleitores que faltaram às urnas no primeiro turno.

Fonte das informações: Correio do Povo

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