Inter barra Matheus Cunha e Félix Torres e viaja sem a dupla para encarar o Fluminense no Maracanã
O Inter vai para o Rio de Janeiro sem dois nomes que vinham sendo titulares. Matheus Cunha e Félix Torres não embarcam com a delegação nesta terça-feira para o jogo contra o Fluminense, quarta-feira, às 19h30min, no Maracanã, pelo Brasileirão. A ausência dos dois é por opção técnica do treinador Eduardo Baptista.
Matheus Cunha volta a ficar à disposição depois de cumprir suspensão — foi expulso ainda aos 15 minutos do primeiro tempo na derrota por 2 a 0 para o Mirassol e ficou fora da vitória por 3 a 0 sobre o Botafogo, no sábado. Mas a sequência de falhas recentes pesou.
Contratado na última janela para suprir a ausência de Rochet, que se recuperava de lesão, Cunha perdeu confiança e espaço. Mesmo com contrato até meados de 2027, neste momento não está nos planos para ser utilizado. Quem assume o gol no Maracanã será Kauan Jesus.
A situação de Félix Torres segue a mesma linha. Contra o Mirassol, quando o Inter perdia por 1 a 0 e tentava o empate, o zagueiro perdeu a bola e não reagiu para tentar recuperar, no lance que originou o segundo gol adversário. Ele já havia ficado fora até do banco contra o Botafogo.
Emprestado pelo Corinthians até o fim do Brasileirão, o equatoriano também perdeu espaço com Eduardo Baptista.
No último suspiro, Flamengo vence Atlético-MG de pênalti e segura a liderança do Brasileirão
Depois da dor da eliminação nos pênaltis para o Estudiantes na Libertadores, o Flamengo precisava dar resposta. E deu, mas com muito sofrimento.
Na noite desta segunda-feira, no Maracanã, o time de Leonardo Jardim bateu o Atlético-MG por 3 a 2, com gol de pênalti de Carrascal no último lance, pela 32ª rodada, e manteve a liderança do Brasileirão com 70 pontos — um à frente do Palmeiras, com 69. O confronto direto entre os dois está marcado para novembro, na 36ª rodada.
O Atlético-MG, que poderia entrar na zona da pré-Libertadores, fica em sexto, com 50 pontos.
O jogo começou tenso. Pressionado, o Flamengo adiantou as linhas e foi para cima, mas quem abriu o placar foi o Galo. Aos 6 minutos, em contra-ataque rápido, Preciado serviu Bernard, que bateu no contrapé de Rossi: 1 a 0.
O Flamengo não se abateu. Empurrado pela torcida, ficou com a bola no campo ofensivo e empatou aos 33, com ajuda da defesa: Plata cruzou e Gabriel Delfim acabou desviando para o próprio gol.
O gol animou o Maracanã e quem resolveu foi Arrascaeta. Em jogada individual, tabelou com Samuel Lino, fintou e bateu cruzado para virar ainda no primeiro tempo: 2 a 1.
No segundo tempo, o roteiro se repetiu. Flamengo atacando, Atlético esperando o contra-ataque. E deu certo de novo para os mineiros. Victor Hugo lançou Renan Lodi nas costas da defesa e o lateral entrou sozinho para empatar com um bonito chute de primeira: 2 a 2.
O Flamengo sentiu o golpe, perdeu a posse, errou muito e viu a torcida se impacientar. Bruno Henrique perdeu uma chance clara de cabeça. Bernard, do outro lado, também desperdiçou.
Quando o jogo parecia destinado ao empate, no último lance, Renan Lodi cometeu pênalti em Léo Pereira. Carrascal foi para a cobrança, com toda a pressão, e converteu: 3 a 2, Maracanã em explosão e liderança mantida.
Agora, o Flamengo tem clássico pela frente contra o Vasco, na quinta-feira, às 20h, no Engenhão. O Atlético-MG também tem clássico, contra o Cruzeiro, mais cedo, às 19h30min, no Mineirão, antes de pensar na semifinal da Copa do Brasil contra o Grêmio, no domingo, em Porto Alegre.
Sem gol, mas com moral: por que Alerrandro segue titular absoluto com Eduardo Baptista
Alerrandro ainda não marcou nos quatro jogos sob o comando de Eduardo Baptista, mas a titularidade dele não está em discussão no Inter.
O centroavante segue prestigiado justamente pelo que entrega sem a bola nos pés. Baptista valoriza a participação na construção das jogadas, o trabalho de pivô segurando a defesa adversária e, principalmente, a ajuda defensiva — inclusive na bola aérea na própria área.
O lance que simbolizou isso aconteceu na vitória por 3 a 0 sobre o Botafogo, no sábado, no Beira-Rio. Cara a cara com o goleiro, em um momento em que qualquer centroavante buscaria quebrar o jejum, Alerrandro preferiu servir Bernabei, que estava em melhor condição e fechou o placar.
Baptista fez questão de exaltar a atitude:
“O Alerrandro está sem fazer gol há um tempo. Mas ele ficou na cara do goleiro e fez o passe. Ele pensou primeiro no Inter, na equipe, deixando o ego de lado. Essa situação é o grande símbolo desse nosso momento.”
Desde que chegou, o treinador deixou claro que queria um 9 de referência. Sem Sanabria, lesionado, Alerrandro virou a única opção de fato para a função.
Para o jogo desta quarta-feira contra o Fluminense, no Maracanã, Baptista terá os retornos de Vitinho, Villagra e Mercado, mas o camisa 9 deve seguir no time titular. Depois de deixar a zona de rebaixamento, o Colorado tenta embalar — com um centroavante que, mesmo sem gol, tem jogado pelo grupo.
Bola de Ouro 2026: Harry Kane é eleito o melhor do mundo em noite de domínio espanhol em Londres
Pela primeira vez fora de Paris, a cerimônia da Bola de Ouro aconteceu no luxuoso London Palladium Theatre, em Londres, e foi uma noite com sotaque espanhol — e com um inglês no topo.
Harry Kane, atacante do Bayern de Munique e da seleção da Inglaterra, foi eleito o Bola de Ouro de 2026, o melhor jogador do mundo na temporada.
No feminino, a melhor do planeta foi a espanhola Alexia Putellas, agora no London City.
A Espanha, que já domina coletivamente nos últimos anos, levou quase tudo nas categorias individuais, com o Barcelona como grande protagonista.
O Troféu Kopa, para atletas até 21 anos, ficou com dois nomes do Barça: pela segunda vez consecutiva com Vicky López, no feminino, e pela terceira vez com Lamine Yamal, no masculino.
"Esse troféu deveria ser para Cubarsí, que jogou em grande nível. É meu terceiro ano ganhando esse prêmio, sou muito grato. Só quero agradecer ao meu time, minha seleção. Vou continuar trabalhando", disse Yamal ao receber.
Entre os goleiros, o Troféu Yashin foi para Cata Coll, do Barcelona e da seleção espanhola, e Unai Simón, do Athletic Bilbao e também da Fúria.
Fora das quatro linhas, o domínio espanhol continuou: Pere Romeu, técnico do Barcelona feminino, e Luis de la Fuente, comandante da Espanha campeã da Copa do Mundo, foram eleitos os melhores treinadores.
"É uma honra receber esse prêmio, estar entre os indicados. Esse prêmio não é individual, é para todo um coletivo, tantos jogadores incríveis", disse um dos premiados.
O Troféu Sócrates, dedicado a quem se destaca em causas sociais, foi para Bukayo Saka, do Arsenal, pelo trabalho com comunidades periféricas no Reino Unido.
A artilharia da temporada também foi premiada com o Troféu Gerd Müller: ficou com Harry Kane no masculino e com a mexicana Charlyn Corral no feminino.
E para fechar a noite azul-grená: o Barcelona foi eleito o clube do ano no feminino e o Paris Saint-Germain no masculino, ambos campeões da Champions em suas categorias.

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