Flávio pede cassação da chapa de Lula por uso eleitoral da Rádio Nacional
A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato de oposição à Presidência, voltou a pedir ao corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, a cassação do registro de candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Dessa vez, o candidato do PL acusa o petista de uso eleitoral da Rádio Nacional.
Na petição, protocolada nesta sexta-feira, a defesa também pede investigação contra a presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Antonia Pellegrino, e o apresentador do programa "Alô Alô Brasil", Agostinho Luiz Teixeira.
O pedido solicita que sejam coletados o contrato do jornalista com a estatal, o roteiro do programa, suas gravações integrais e a relação das emissoras que o transmitiram. O objetivo é que o material seja enviado ao Ministério Público Eleitoral (MPE) para investigação sobre abuso de poder político e uso indevido de meios de comunicação oficiais.
Uso eleitoral da Rádio Nacional
O documento lista uma série de ocasiões em que Teixeira utilizou os microfones da rádio pública para replicar discurso similar ao da campanha de Lula. Na última terça-feira, 20, ele sugeriu durante a programação da manhã que, se eleito, Flávio poderia rever o Bolsa Família.
No mesmo dia, citou o decreto de Lula que antecipou parcelas do benefício social. Também atacou Flávio ao dizer que a política ambiental do senador seria a de "liberar geral" para o desmatamento.
Ele também afirmou que o pacote de R$ 250 bilhões em cortes citado por Flávio impactaria diretamente o Bolsa Família e o orçamento da educação.
A petição cita ainda outros episódios em que a rádio tratou de temas centrais na campanha de Lula, como o fim da escala 6x1, aprovado pelo Congresso com o apoio do Palácio do Planalto. Na programação da Rádio Nacional, o apresentador tratou a proposta como "uma das vitrines da campanha do presidente Lula à reeleição".
Há ainda menções elogiosas ao petista ao dizer que "o presidente Lula tem toda razão" em ter assinado medida provisória para proibir apostas e cassinos online.

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