Chuvas e solo encharcado atrasam plantio da soja no Rio Grande do Sul
O excesso de umidade no solo por causa das chuvas continua travando o início do plantio da soja no Rio Grande do Sul. De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, a maioria dos produtores está esperando o tempo melhorar para começar ou ampliar a semeadura.
O calendário do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) vai até 28 de janeiro, mas a janela ideal é curta. Para o presidente da Cotrijal, Nei César Manica, esse é o maior desafio do momento.
“O excesso de chuva pode prejudicar essas culturas de verão também na sua qualidade e na sua produção. Mas o nosso maior desafio agora é a questão da cultura da soja, porque nós vamos ter pelas previsões do tempo uma janela muito curta para semear”, avaliou.
Segundo ele, o cenário é de tempo instável: “Chove vários dias, limpa o tempo dois, três dias. Se você vai tentar entrar, não vai ter condições de plantar muito tempo. Então a grande expectativa é que nós vamos conseguir fazer agora no final de outubro e novembro. Mas o produtor está preparado com equipamentos, com máquina para aproveitar o máximo possível, mas realmente é desafiador o momento do plantio”.
Enquanto as máquinas não conseguem entrar nas lavouras, os produtores têm feito a dessecação das plantas de cobertura e a preparação das áreas. A Emater explica que a cautela também se deve ao custo: plantar agora pode significar ter que replantar depois das chuvas fortes.
Algumas regiões já começaram, ainda que em ritmo lento:
- Pelotas: primeiras lavouras em Herval, Canguçu e Piratini. Grande parte das áreas ainda está com pastagens.
- Soledade: plantio avançou em ritmo reduzido.
- Santa Maria (Centro): cerca de 6% dos 786.234 hectares projetados foram semeados, principalmente em áreas com recurso próprio, sem financiamento vinculado ao Zarc.
A expectativa da Emater/RS-Ascar para esta safra no Estado é de plantio de 6.645.384 hectares, com produtividade de 3.183 kg/ha. Apesar do atraso, a aposta do setor é recuperar o tempo perdido nos próximos meses para garantir uma grande safra.
Com 300 atletas e muita confraternização, Jogos da Pessoa Idosa movimentam Porto Alegre
Cerca de 300 participantes se reuniram neste sábado (17) para a 23ª edição dos Jogos Municipais da Pessoa Idosa de Porto Alegre. O encontro aconteceu na Academia da Brigada Militar, no bairro Partenon, e reuniu 19 equipes de Porto Alegre, Tramandaí, Gravataí, Canoas, Viamão e Guaíba.
Promovido pela Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (Smel), o evento foi muito mais do que disputa por medalhas. Ao longo do dia, os atletas jogaram câmbio e basquete adaptado — modalidades pensadas especialmente para a terceira idade, que unem movimento, saúde e, principalmente, convivência.
Entre uma partida e outra, o que mais se via eram abraços, reencontros e novas amizades. Atletas de cidades diferentes aproveitaram para trocar histórias e celebrar juntos.
Para o secretário de Esporte e Lazer, Lucas Siqueira, o espírito do evento é exatamente esse:
“Mais do que uma competição, este é um momento de encontro, de convivência e de valorização das pessoas idosas. Queremos que o esporte esteja presente na vida das pessoas em todas as idades, proporcionando saúde, autonomia e novas amizades. Ver tantas equipes reunidas demonstra a importância de mantermos e ampliarmos iniciativas como esta”, destacou.
A organização ficou por conta da Coordenação da Pessoa Idosa da Smel, que trabalha durante todo o ano com ações voltadas ao envelhecimento ativo, à atividade física e à integração social pelo esporte e lazer.

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