Áudio revela operador prometendo colocar dono do Banco Master "na boca do gol" no Banco do Brasil
Uma reportagem da revista Veja, publicada neste sábado (10), revelou um áudio de maio de 2024 em que um operador político promete colocar o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, "na boca do gol" em negociações com o Banco do Brasil e fundos de pensão estatais.
No áudio, o intermediário identificado como Júlio Cezar, dono de uma consultoria em Goiânia, diz: "Porque qualquer coisinha, já estando ok, eu já ponho você na boca do gol na quarta-feira quando você estiver lá, tá?".
Segundo a revista, o material faz parte de um conjunto de mais de 450 mensagens e 180 telefonemas encontrados no celular de Vorcaro. As conversas apontam articulações para facilitar o acesso do Banco Master a recursos de fundos como Petros, Previ, Postalis e Funcef, ligados à Petrobras, Correios, Caixa e Banco do Brasil.
A publicação relaciona o operador ao grupo político do ministro Alexandre Padilha, que à época comandava a Secretaria de Relações Institucionais da Presidência. O objetivo, de acordo com a apuração, seria viabilizar cerca de R$ 10 bilhões em investimentos dos fundos em papéis de maior risco do Master, com cobrança de 10% a título de propina.
A cronologia começa em fevereiro de 2024, com o cancelamento de uma reunião de Vorcaro na Petros, seguida de um encontro no Palácio do Planalto em 1º de março com Padilha. Três dias depois, houve reunião com a direção da Petros. Em 29 de abril, quando o Master passou a integrar a lista de instituições habilitadas a receber investimentos previdenciários, Júlio Cezar teria cobrado R$ 500 mil como adiantamento, segundo a Veja.
A revista afirma que a estratégia encontrou resistência após questionamentos sobre uma operação de R$ 500 milhões em letras financeiras do Master na Caixa, em julho de 2024, o que teria levado dirigentes a suspender investimentos.
Padilha contestou as acusações e solicitou direito de resposta. A Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República negaram ter recebido depoimento de Vorcaro sobre outros pontos citados pela revista, como suposto pagamento de R$ 30 milhões ao Instituto Lula. A Veja sustenta a autenticidade do áudio.
Vítimas de terremoto no Panamá pedem agilidade na entrega de ajuda humanitária
Os panamenhos afetados pelo terremoto de magnitude 7,7 que deixou cerca de 30 feridos e provocou graves danos à infraestrutura no centro do país aguardavam neste domingo (11) uma aceleração da ajuda humanitária, que o governo começou a distribuir com dificuldade em áreas remotas.
Centenas de pessoas cujas casas desabaram ou ficaram parcialmente destruídas continuam desabrigadas, dois dias após o forte tremor que atingiu principalmente comunidades das províncias de Los Santos, Herrera, Coclé e Veraguas, segundo a Defesa Civil e a imprensa local.
"Estamos em uma situação crítica. Queremos ajuda das autoridades, que não nos abandonem, por favor", declarou ao canal Telemetro Ciprián González, morador de Torio, cidade costeira da província de Veraguas, onde, segundo a Defesa Civil, 40 casas desabaram, incluindo a dele.
O terremoto, sentido com intensidade na capital Cidade do Panamá, repleta de arranha-céus, destruiu escolas, hospitais, igrejas, prédios públicos, pontes e estradas na região central do país.
De acordo com o governo, o desastre deixou mais de 2 mil desabrigados em todo o país. Além disso, cerca de 900 moradias e 400 escolas foram afetadas.
As comunidades atingidas, algumas ainda sem energia elétrica, pedem água, alimentos e outros serviços básicos.
Durante visita a uma das regiões atingidas, o presidente José Raúl Mulino assegurou neste domingo que as pessoas das áreas "que mais precisam" receberão "comida e água", mas explicou que muitas estradas permanecem "bloqueadas".
"O importante é que não houve vítimas fatais. Os danos materiais nós vamos resolver", destacou Mulino, cujo governo decretou estado de emergência no sábado para administrar US$ 100 milhões (R$ 499 milhões) em ajuda humanitária.
TSE proíbe campanha de Lula de veicular anúncios contra Flávio Bolsonaro sobre escala 6x1
O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), proibiu neste domingo (11) a campanha do candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de promover anúncios pagos para afirmar que o candidato Flávio Bolsonaro (PL) é contra o fim da escala 6x1 de trabalho.
Mendonça atendeu ao pedido de suspensão feito pela campanha de Flávio, após o PT veicular no Facebook um vídeo no qual afirma que " Flávio é contra a escala 6x1" e que o seu partido estaria fazendo "campanha pesada" contra a proposta que trata do assunto no Senado e deve ser votada nesta semana.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), marcou para a próxima quarta-feira (14) a votação, em primeiro turno, da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a jornada de seis dias de trabalho por um de descanso (6x1).
Em entrevistas, Flávio vem afirmando que é a favor de uma "alternativa melhor" ao fim da escala 6x1, em que o trabalhador poderia ter liberdade para escolher sua carga horária, por meio de acordo entre empregados e empregadores.
Os anúncios pagos são permitidos pela legislação eleitoral. Contudo, o ministro entendeu que eles foram utilizados para fazer propaganda negativa contra Flávio, ato vedado pela lei.
"Quanto ao conteúdo, observa-se que a mensagem é predominantemente direcionada à desqualificação do representante, associando-o à manutenção da escala 6x1 e à oposição à medida apresentada como benéfica aos trabalhadores. A peça qualifica sua posição como 'desumana', afirma que ele trabalharia apenas três dias por semana e sugere que pretenderia impedir as mães de permanecer mais tempo com seus filhos", justificou Mendonça.
Considerando que os anúncios já foram veiculados entre 12 e 14 de setembro, o ministro entendeu que a campanha de Lula não poderá fazer novas contratações de veiculação.
A Meta, controladora do Facebook, também foi notificada para desativar definitivamente os anúncios e apresentar os valores efetivamente pagos. De acordo com a decisão, foram feitos pelo menos dois pagamentos de R$ 10,4 mil e R$ 15,4 mil para custear as postagens.
Outras decisões
Neste domingo, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, determinou a suspensão de um vídeo exibido pela campanha de Lula contra Flávio Bolsonaro no horário eleitoral na TV que menciona a relação do presidenciável com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e uma investigação sobre acusação de estupro contra Alfredo Gaspar, candidato a vice na chapa do PL.
Nunes Marques também determinou a suspensão do canal "Exército do Lula", criado no WhatsApp para postagens de apoio a Lula, que conta com cerca de 3,4 milhões de pessoas. Horas depois, o canal foi liberado pelo corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Vilas Bôas Cuêva.

Comentários
Postar um comentário