Após encontro com Flávio, deputados do PL e Zucco pedem voto no RS
Deputados eleitos do PL do Rio Grande do Sul e o governador eleito Luciano Zucco (PL) se reuniram com o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) para definir a estratégia para o segundo turno.
Após o encontro, em vídeo divulgado nas redes de Zucco, os parlamentares convocaram os eleitores gaúchos a participarem de carreatas e ações de campanha na reta final.
A mobilização tenta ampliar os 47,03% obtidos por Flávio no primeiro turno no RS, contra 45,16% de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
No primeiro turno, a maioria dos partidos aliados de Zucco na disputa ao Piratini optou pela neutralidade na corrida presidencial, como Podemos, PP, União Brasil e Republicanos. Na aliança, só Novo, com Romeu Zema, e Democracia Cristã, com Clariana Barão, tinham candidatura própria.
Em nível nacional, Flávio já tem apoio formal de Novo, União Brasil e PP. A expectativa é de que Republicanos e Podemos também declarem apoio até o fim da semana.
O PSD liberou os diretórios estaduais para decidirem. Quinto colocado na corrida presidencial, Ronaldo Caiado (PSD) já declarou apoio a Flávio Bolsonaro.
Lula desafia Flávio Bolsonaro a votar a favor do fim da escala 6x1
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desafiou nesta quarta-feira, em reunião com parlamentares aliados em um hotel de Brasília, o senador e adversário no segundo turno, Flávio Bolsonaro (PL), a votar a favor da PEC que acaba com a jornada 6x1.
A proposta está em discussão no Senado, mas a votação antes de 25 de outubro ainda é incerta.
"Eu quero ver como é que o Flávio Bolsonaro vai votar. Eu o desafio a votar favorável, e a pedir ao PL para votar favorável. Eles estão inventando uma história de que 'não, é melhor negociar com o patrão'. Como se, em um acordo leonino, o trabalhador tivesse alguma vantagem", disse Lula.
Flávio tem defendido que o trabalhador deve ter liberdade para escolher a própria carga horária.
Na mesma reunião, Lula também orientou os aliados sobre segurança pública na reta final da campanha. Disse que os Estados não "deram conta" do tema sem a União e defendeu a PEC da segurança.
"O nosso lema é o seguinte: para o povo trabalhador, a proteção. Para o bandido, a prisão. É esse o nosso lema daqui para frente", afirmou.

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