Chuva volta ao RS e supera 100 mm no Noroeste; volumes são menores em Porto Alegre
O sábado (24) foi marcado pelo retorno da chuva ao Rio Grande do Sul, com os maiores volumes concentrados no Noroeste do Estado. Dados da MetSul Meteorologia e da Defesa Civil estadual apontam registros superiores a 100 milímetros em pelo menos duas cidades da região: Porto Vera Cruz e Tucunduva.
Segundo a MetSul, entre 0h e 8h deste sábado já haviam chovido 104 mm em Porto Vera Cruz, 86 mm em Horizontina, 80 mm em Tenente Portela, 76 mm em Porto Xavier, 73 mm em Santo Cristo, 70 mm em Três Passos, 63 mm em Cerro Largo, 62 mm em Santo Augusto e 60 mm em São Paulo das Missões e Santa Rosa.
Os números da Defesa Civil, no painel de monitoramento hidrometeorológico, são ainda mais elevados em alguns pontos. Em Tucunduva, a estação registrou 117 mm entre 5h e 11h. Em Tuparendi, o volume chegou a 89 mm no mesmo período, enquanto em Iraí foram 81 mm.
Situação em Porto Alegre
Na Capital, a manhã começou com o céu escuro por causa de nuvens carregadas. A chuva começou por volta das 9h e durou cerca de duas horas, sem volumes expressivos. De acordo com o painel Poaclima, da prefeitura, a região do Lami concentrou a maior precipitação: mais de 14 mm nas últimas 12 horas. Em seguida vieram o Guarujá (8,4 mm) e a Rua da Repressa (4,6 mm).
A temperatura máxima no período foi de 23,9ºC, registrada na Avenida Assis Brasil, no bairro Sarandi.
A MetSul informa que uma nova frente fria deve provocar queda nas temperaturas a partir de domingo, embora o resfriamento não seja tão intenso quanto o registrado no último fim de semana, quando houve marcas negativas em algumas localidades.
PGR pede ao STF suspensão de restrições ao transporte de eleitores indígenas
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, solicitou neste sábado (24) que o Supremo Tribunal Federal (STF) suspenda parte da decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, que impôs restrições ao transporte de eleitores indígenas no segundo turno das eleições.
Na manifestação, Gonet argumenta que a exigência de autorização prévia e expressa de um juiz eleitoral para cada operação de transporte pode inviabilizar a logística necessária para o deslocamento dos eleitores até as urnas. Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), parte dos deslocamentos precisa começar ainda neste sábado, principalmente nas regiões em que o transporte é feito por via fluvial.
O que determinou a decisão do TSE
A decisão de Nunes Marques estabeleceu que as operações de transporte realizadas por órgãos públicos dependam de autorização judicial prévia, com identificação de veículos ou embarcações, condutores, rotas, paradas e horários. O presidente do TSE também negou o pedido para que veículos e embarcações da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) e do Ministério dos Povos Indígenas (MPI) fossem liberados de forma automática.
Além disso, Nunes Marques determinou que as mesas receptoras permitam que eleitores indígenas que não dominem a língua portuguesa recebam auxílio de intérpretes, de preferência membros da própria comunidade. A assistência deve ocorrer fora da cabine de votação, sem qualquer referência a candidatos, partidos ou coligações, e com preservação do sigilo do voto.
Argumentos da PGR
Para Gonet, a exigência, diante da proximidade da votação, cria dificuldades operacionais e pode levar órgãos públicos a interromper ou deixar de realizar os deslocamentos por temor de responsabilização. Ele defende que as medidas de fiscalização devem preservar a neutralidade eleitoral sem comprometer o acesso dos indígenas às urnas.
A PGR pede, portanto, que sejam restabelecidos os efeitos das decisões da Justiça Federal no Pará e do plano logístico apresentado pela União, que prevê a atuação coordenada de órgãos federais, incluindo a Funai, o Ministério dos Povos Indígenas e as forças de segurança.
TSE informa: 25 mil militares reforçam segurança no 2º turno em 301 municípios
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou neste sábado (24) que 25 mil militares das Forças Armadas estão mobilizados para apoiar a Justiça Eleitoral em 301 municípios durante a votação e a apuração do segundo turno da eleição presidencial de 2026.
As operações envolvem militares da Marinha, do Exército e da Força Aérea Brasileira, que atuarão em coordenação com os órgãos de segurança pública. “O objetivo é garantir a tranquilidade da votação e da apuração dos resultados, assegurando as condições necessárias para que eleitoras e eleitores exerçam livremente o direito ao voto por meio das ações de Garantia da Votação e da Apuração”, afirmou a Corte em nota.
Estados e municípios contemplados
Foi autorizado o envio de tropas a municípios do Acre, Alagoas, Amazonas, Ceará, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Tocantins. As localidades foram indicadas pelos respectivos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs), de acordo com as necessidades de segurança de cada região.
Apoio logístico
Além da segurança, as Forças Armadas prestarão suporte logístico com aeronaves, helicópteros, embarcações e viaturas militares para o transporte de urnas eletrônicas, equipamentos e profissionais da Justiça Eleitoral até os locais de votação em 39 municípios.
O envio de tropas ocorre mediante solicitação dos TREs ao TSE, que analisa e aprova os pedidos. Após a autorização, o Ministério da Defesa e os comandos militares organizam as operações conforme as demandas locais. Novas requisições podem ser apresentadas até a véspera da votação.
A participação das Forças Armadas nas eleições está prevista no Código Eleitoral e, para o pleito de 2026, foi autorizada pelo Decreto nº 13.073, de 21 de julho deste ano.
Polícia Civil apreende pistola e munições após ameaça armada a mulheres no Centro Histórico de Porto Alegre
A Polícia Civil, por meio da 1ª Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher de Porto Alegre, cumpriu mandado de busca e apreensão na casa de um homem na tarde deste sábado (24). A ação ocorreu após denúncia de ameaça a mão armada contra duas mulheres no Centro Histórico da Capital, na véspera do segundo turno das eleições. A operação foi coordenada pela delegada Thaís Dequech.
Durante a busca, foram apreendidos uma pistola e 40 munições.
As vítimas relataram ter sido ameaçadas pelo vizinho. Em um vídeo que circula nas redes sociais, as duas mulheres afirmam que o homem roubou uma bandeira de campanha do candidato Lula e que iriam cobrar explicações. Em seguida, ele abre a porta e aponta a arma na direção delas, que saem correndo.
A Polícia Civil informou que a apreensão do armamento visa garantir a adequada apuração dos fatos e preservar a integridade das vítimas, reforçando o compromisso da instituição em responder de forma rápida a situações de violência e ameaça, especialmente aquelas praticadas contra mulheres.
As investigações seguem em andamento na 1ª Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher de Porto Alegre para o completo esclarecimento do caso.

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