Inter projeta até 40 mil torcedores contra o Botafogo no Beira-Rio
O Inter projeta receber entre 35 mil e 40 mil torcedores no Beira-Rio para o confronto com o Botafogo, neste sábado. Em meio à luta contra o rebaixamento no Brasileirão, a direção colorada aposta no apoio da arquibancada e ampliou a promoção de ingressos.
A procura inicial foi positiva. Até a tarde desta segunda-feira, apenas três horas após a abertura do check-in, mais de 2,6 mil associados já haviam confirmado presença. Os sócios têm entrada gratuita, enquanto os ingressos para não associados estão com preços reduzidos.
A expectativa é de que a adesão aumente ao longo da semana. Precisando de pontos nas rodadas finais para escapar da queda, o Inter busca transformar o Beira-Rio em trunfo na reta decisiva do campeonato.
Alan Patrick deve reforçar o Inter contra o Botafogo no Beira-Rio
O Inter começa a semana com a perspectiva de contar com Alan Patrick no confronto com o Botafogo, sábado, no Beira-Rio. O meia apresenta boa evolução do desconforto muscular sentido no Gre-Nal e deve ficar à disposição do técnico Eduardo Baptista para partida considerada fundamental na luta contra o rebaixamento. Em contrapartida, Gabriel Mercado, Villagra e Vitinho estão fora por suspensão.
Nos bastidores, a informação é de que o camisa 10 já não sente dores e trabalha quase normalmente. A avaliação é de que não houve lesão, mas apenas desconforto muscular. A decisão de deixar o clássico no intervalo foi preventiva. Experiente, Alan Patrick percebeu que poderia agravar o problema caso permanecesse em campo e pediu para ser substituído.
A presença do meia é considerada importante para o Inter tentar assumir o protagonismo diante do Botafogo. Além da capacidade de organização, o jogador tem participação direta nos números ofensivos da equipe. Em 38 partidas na temporada, marcou oito gols e distribuiu oito assistências.
Corinthians empata com Vitória por 1 a 1 e segue ameaçado pelo Z-4
O técnico Clarence Seedorf viu da arquibancada o Corinthians empatar por 1 a 1 com o Vitória, nesta segunda-feira, na Neo Química Arena, no encerramento da 31ª rodada do Brasileirão. O holandês pôde mensurar que precisará acertar o ataque corintiano. A equipe só marcou de pênalti. Yuri Alberto voltou a marcar após quase três meses afastado por lesão. Fora a penalidade, o time não conseguiu criar oportunidades claras, apesar do volume de jogo. O Vitória também mostrou pouco repertório em partida de baixo nível técnico.
O resultado deixa o Corinthians colado na zona de rebaixamento, mas ainda fora dela, com 33 pontos, um a mais que o Inter, primeiro no Z-4, e dois a mais que o Grêmio. O Vitória chega a 37 pontos e ocupa a 13ª posição.
O primeiro tempo foi a ilustração do "quem não faz, leva". O Corinthians teve 11 finalizações contra quatro do Vitória. Vitinho e Yuri Alberto desperdiçaram chances. Quando Breno Bidon e Rodrigo Garro arriscaram de fora, Lucas Arcanjo fez boas defesas.
Seedorf desceu da arquibancada no intervalo e, por pouco, não precisaria falar com o placar zerado. O discurso, porém, teve de ser sobre virada, já que o Vitória abriu o placar aos 45 minutos. Após escanteio afastado, Erick cruzou, Luan Cândido cabeceou, Hugo Souza espalmou e Renê aproveitou o rebote.
O segundo tempo manteve o time travado pela marcação do Vitória, com rara presença na área adversária, mesmo com os visitantes recuados.
Sávio Pereira Sampaio foi ao VAR após André cair na entrada da área em disputa com Caíque. Inicialmente marcou simulação e deu amarelo ao corintiano. Após revisão, retirou o cartão e marcou pênalti. Aos 20 minutos, depois de dois minutos de paralisação, Yuri Alberto cobrou e empatou.
O Vitória precisou sair da retranca, mas as defesas levavam vantagem sobre os ataques, com muitos erros no meio.
Perto do fim, Jair Ventura orientou postura reativa. O Vitória chamou o Corinthians para seu campo. Aos 43 minutos, houve nova paralisação de quase quatro minutos: Matheus Bidu cruzou e Brítez desviou com o braço, mas o lateral estava impedido, confirmado pelo impedimento semiautomático.
A pressão corintiana no fim manteve o padrão. Bidon teve a melhor chance com bola rolando, mas Lucas Arcanjo salvou. Gui Negão caiu em outro lance, sem marcação de pênalti.
O Corinthians volta a jogar no sábado, quando visita o Vasco, em São Januário. No mesmo dia, o Vitória recebe o Athletico-PR, no Barradão, em Salvador.
Dois grandes do mesmo estado já caíram juntos? Grêmio e Inter vivem risco alto em 2026
Só uma vez dois times grandes de um mesmo estado foram rebaixados no mesmo ano. Aconteceu em 2020, quando Vasco e Botafogo caíram para a Série B.
Em 2026, o cenário volta a assombrar o Rio Grande do Sul. Segundo o site Infobola, do matemático Tristão Garcia, o Inter corre risco de 54% e o Grêmio de 76% de rebaixamento.
Histórico de rebaixados no Brasileirão por pontos corridos:
2003: Fortaleza (23º) e Bahia (24º)
2004: Criciúma (21º), Guarani (22º), Vitória (23º) e Grêmio (24º)
2005: Coritiba (19º), Atlético-MG (20º), Paysandu (21º) e Brasiliense (22º)
2006: Ponte Preta (17º), Fortaleza (18º), São Caetano (19º) e Santa Cruz (20º)
2007: Corinthians (17º), Juventude (18º), Paraná (19º) e América de Natal (20º)
2008: Figueirense (17º), Vasco (18º), Portuguesa (19º) e Ipatinga (20º)
2009: Coritiba (17º), Santo André (18º), Náutico (19º) e Sport (20º)
2010: Vitória (17º), Guarani (18º), Goiás (19º) e Grêmio Prudente (20º)
2011: Atlético-PR (17º), Ceará (18º), América-MG (19º) e Avaí (20º)
2012: Sport (17º), Palmeiras (18º), Atlético-GO (19º) e Figueirense (20º)
2013: Portuguesa (17º), Vasco (18º), Ponte Preta (19º) e Náutico (20º)
2014: Vitória (17º), Bahia (18º), Botafogo (19º) e Criciúma (20º)
2015: Avaí (17º), Vasco (18º), Goiás (19º) e Joinville (20º)
2016: Internacional (17º), Figueirense (18º), Santa Cruz (19º) e América-MG (20º)
2017: Coritiba (17º), Avaí (18º), Ponte Preta (19º) e Atlético-GO (20º)
2018: América-MG (17º), Sport (18º), Vitória (19º) e Paraná (20º)
2019: Cruzeiro (17º), CSA (18º), Chapecoense (19º) e Avaí (20º)
2020: Vasco (17º), Goiás (18º), Coritiba (19º) e Botafogo (20º)
2021: Grêmio (17º), Bahia (18º), Sport (19º) e Chapecoense (20º)
2022: Ceará (17º), Atlético-GO (18º), Avaí (19º) e Juventude (20º)
2023: Santos (17º), Goiás (18º), Coritiba (19º) e América-MG (20º)
2024: Athletico-PR (17º), Criciúma (18º), Atlético-GO (19º) e Cuiabá (20º)
2025: Ceará (17º), Fortaleza (18º), Juventude (19º) e Sport (20º)

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