Defesa confirma que voz em áudio sobre repasses ao Instituto Lula é de Daniel Vorcaro

 


A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro confirmou que é dele a voz que aparece em um áudio divulgado pela revista Veja nesta semana.

No trecho, Vorcaro relata supostos repasses envolvendo o Instituto Lula】 e o financiamento de um filme sobre a trajetória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A confirmação foi feita pelo advogado criminalista Daniel Bialski, que representa Vorcaro nas investigações do caso Master no STF. Ao Radar da Veja, Bialski afirmou: "A voz realmente é dele". 

Segundo a defesa, no entanto, ainda não se sabe quando e em que circunstâncias a gravação foi feita. Em nota, o advogado disse desconhecer o contexto do áudio, mas não contestou a autenticidade da voz. 

O áudio faz parte de material citado em reportagem sobre supostos pagamentos e negócios envolvendo o Instituto Lula. A defesa não entrou no mérito do conteúdo relatado na gravação.



Carol de Toni diz que pode disputar presidência do Senado se PL apoiar Alcolumbre



A senadora eleita por Santa Catarina, Carol de Toni (PL), afirmou nesta sexta-feira que pode lançar seu nome para a disputa pela presidência do Senado em 2027 caso o seu partido decida apoiar a recondução do atual presidente, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

A declaração foi dada em entrevista à GloboNews.

"Caso meu partido comece uma negociação para apoiar Davi Alcolumbre, eu e outros senadores vamos abrir uma divergência para termos nome próprio. Acredito que teremos nomes próprios, mas eu vou colocar meu nome à disposição caso isso aconteça", disse.

A fala ocorre no meio das articulações para a eleição da próxima Mesa Diretora. O PL será a maior bancada do Senado a partir de 2027 e discute lançar candidatura própria, com o nome do senador Rogério Marinho (PL-RN) entre os cotados.

Carol de Toni foi a mais votada para o Senado em Santa Catarina no primeiro turno, com 2.694.918 votos (33,46% dos válidos). Ela toma posse em fevereiro de 2027 ao lado de Carlos Bolsonaro (PL), também eleito pelo estado.



Record cancela debate entre Lula e Flávio Bolsonaro que seria no domingo



A Record TV cancelou o debate presidencial do segundo turno entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) que estava marcado para este domingo, 11 de outubro. Seria o primeiro encontro dos dois na TV nesta etapa da campanha.

Segundo comunicado divulgado pela emissora nesta sexta-feira, o cancelamento ocorreu por "incompatibilidade de agendas dos candidatos à Presidência da República".

Logo após o primeiro turno, as duas campanhas haviam sinalizado interesse em participar dos debates. Lula, candidato à reeleição, chegou a dizer: "Eu sou bom no mata-mata".

Do lado de Flávio, que saiu na frente no primeiro turno, o coordenador de campanha, Rogério Marinho, também afirmou que o candidato queria debater, mas que precisaria escolher entre os convites.

"Ele quer debater com o presidente Lula. Ele deve apenas estabelecer quais embates serão realizados, já que há quatro ou cinco convites diferentes e são apenas três semanas", disse na ocasião.

No primeiro turno, apenas um debate na TV aberta foi realizado.



TSE determina suspensão de site que pagava em criptomoedas por posts a favor de Flávio Bolsonaro



O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou nesta sexta-feira (9) a suspensão de um site que oferecia criptomoedas em troca de publicações favoráveis ao candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).


A decisão foi assinada pela ministra Estela Aranha, que entendeu que a página oferecia vantagem econômica durante o período eleitoral, o que é vedado.


O caso foi levado ao TSE pela coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, após denúncia apresentada à Procuradoria-Geral Eleitoral. A existência do site foi revelada nesta semana em reportagem da Folha de S.Paulo.


Após a divulgação, a campanha de Flávio Bolsonaro afirmou desconhecer a autoria da página e disse que tomará medidas judiciais nas esferas eleitoral, cível e criminal para derrubar o site.


O candidato também negou a contratação de perfis para divulgação de conteúdo ou produtos de campanha.




Mãe de menino morto em Viamão deixa prisão e defesa tenta retomar contato com filhos



Mayanna Angelina Rodgers, de 29 anos, mãe do menino Oliver Grayson, de 3 anos, deixou a Penitenciária Estadual Feminina de Guaíba por volta das 11h45 desta sexta-feira (9). Ela saiu acompanhada dos advogados.

A soltura foi autorizada pela 1ª Vara Criminal do Tribunal do Júri e de Execução Criminal de Viamão, que substituiu a prisão preventiva por medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica, recolhimento domiciliar noturno das 20h às 6h e nos dias de folga, proibição de deixar a Comarca de Porto Alegre, entrega do passaporte e comparecimento aos atos do processo.

Segundo a defesa, formada pelos advogados André von Berg, Isabel Cochlar e Juliana Braun Martins, o pedido de liberdade foi acolhido mesmo com parecer contrário do Ministério Público. Para o advogado, não haveria mais motivo para manter a prisão, já que a acusação de homicídio contra ela foi arquivada e ela responde agora apenas por tortura por omissão.

A defesa afirmou que vai tentar viabilizar um reencontro de Mayanna com os filhos, que estão em um abrigo. De acordo com von Berg, o filho mais velho, de 9 anos, teria manifestado desejo de ver a mãe, o que já teria sido comunicado por uma assistente social ao Judiciário. A ideia é sugerir que o encontro ocorra no Fórum de Porto Alegre ou em outro local adequado, mas qualquer aproximação ainda depende de autorização judicial, já que a decisão atual proíbe o contato.

"Vamos tentar que ela tenha pelo menos um contato com os filhos e vamos continuar na defesa dela, esperando que em breve seja designada a audiência de instrução e a oitiva das testemunhas", disse o advogado. Ele relatou que Mayanna saiu emocionada e ficará temporariamente na casa de uma pessoa próxima à defesa enquanto busca moradia. A defesa também pretende fazer contato com familiares dela nos Estados Unidos.

Defesa do pai

Os advogados Ismael Schmitt e Jader Santos, que defendem o pai das crianças, D'Andre Grayson, também se manifestaram. Em nota, afirmaram que receberam a decisão com serenidade, lamentaram que a mãe continue sem convivência com os filhos e disseram que vão apresentar provas para garantir um julgamento justo.

Relembre o caso

Conforme o Ministério Público do Rio Grande do Sul, o pai é acusado de ter causado a morte de Oliver no dia 8 de julho, em Viamão, após agressões. O MP aponta ainda que, entre o início de 2024 e julho de 2026, quatro crianças da família teriam sido submetidas a sofrimentos físicos e psicológicos em São Paulo, Santa Catarina e no Rio Grande do Sul.

A mãe não foi denunciada pelo homicídio, mas responde por tortura por omissão, por supostamente ter conhecimento das agressões e não ter impedido ou comunicado às autoridades, segundo a investigação.

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