Mais votado do RS, Marcon comemora reeleição histórica e promete foco no interior
Reeleito com 379.834 votos — a maior votação para deputado federal no Rio Grande do Sul em 2026 — Maurício Marcon (PL) fala em alegria e dever cumprido.
“Sentimento de muita alegria e de dever cumprido. Honrei os votos que recebi em 2022”, disse o parlamentar, que vai para o segundo mandato em Brasília.
Para Marcon, o resultado mostra reconhecimento do trabalho feito na oposição.
“Não é fácil ser oposição. Essa premiação é histórica, pois vivemos em um momento em que o eleitor sente a necessidade de confiar em quem faz diferente”, afirmou.
O deputado, que hoje é vice-líder da oposição na Câmara, diz que quer mudar a visão que as pessoas têm do cargo.
“Infelizmente, um deputado federal é visto como alguém que só distribui verbas, mas, na verdade, temos outras funções. Seguirei fiscalizando, vou privilegiar ações em pequenos municípios que não recebem tanto auxílio e aprimorar essa distribuição de ajuda”.
Entre as bandeiras para o próximo mandato está a questão das concessões de rodovias. Marcon se diz favorável, “desde que sejam feitas com responsabilidade”, e defende um modelo sem bitributação.
“Sugeri ao governador Luciano Zucco (PL) um projeto que prevê um desconto para o motorista. Quando ele passar por um pedágio, o imposto não será tributado, mas se tornará um desconto no IPVA”, explicou.
Ele também projeta trabalhar alinhado com Zucco no Estado e com Flávio Bolsonaro, caso seja eleito presidente. “O Rio Grande do Sul é o Estado que menos cresce. Vamos trabalhar para rever esse cenário. Quero que os catarinenses venham para o Rio Grande do Sul, e não o contrário.”
Trajetória e base eleitoral
A caminhada política de Marcon começou em 2016, quando concorreu a vereador em Caxias do Sul pelo PSDB. Em 2020, foi eleito para a Câmara Municipal pelo Novo como o mais votado. Depois, segundo ele, foi expulso do partido pelo fundador João Amoêdo, migrou para o Podemos e, em seguida, para o PL, acompanhando Jair Bolsonaro.
Na Câmara, é titular das comissões de Desenvolvimento Econômico, da comissão externa sobre os danos das enchentes no RS e da comissão especial que analisa o fim da escala 6x1. Entre os projetos apresentados, estão propostas para classificar o aborto como crime hediondo, endurecer penas para homicídios de menores de 14 anos e restringir a cobrança de contribuição sindical.
A base continua forte na Serra: foram 74.581 votos em Caxias do Sul, 9.496 em Farroupilha, 8.172 em Flores da Cunha e 6.216 em Bento Gonçalves. Mas o crescimento foi estadual — 20.730 votos em Porto Alegre, 9.336 em Santa Maria, 9.104 em Novo Hamburgo e 7.808 em Canoas.

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