Alcolumbre agenda votação da PEC do fim da escala 6x1 para 6 de outubro
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), incluiu na pauta da sessão de terça-feira, 6 de outubro — dois dias após o primeiro turno das eleições — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala de trabalho 6x1. A medida é defendida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição.A proposta já passou pela Câmara dos Deputados em maio e pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado em setembro. Para ser aprovada em plenário e, se não houver alterações, ser promulgada, são necessários três quintos dos votos dos 81 senadores (49 votos) em dois turnos. Caso o texto sofra mudanças, terá de voltar à Câmara para nova análise. A sessão terá apenas essa matéria na pauta.A PEC reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas, com limite de oito horas diárias, e garante dois dias de repouso remunerado por semana, sendo um deles preferencialmente o domingo. A mudança ocorre sem redução de salário. O texto prevê implementação gradual: após dois meses da publicação, a jornada máxima cai para 42 horas semanais; depois de um ano, chega a 40 horas. Também autoriza lei complementar com medidas transitórias para microempreendedores individuais, microempresas e empresas de pequeno porte, desde que mantidos os níveis de emprego.A oposição tenta avançar com uma PEC alternativa que mantém as regras atuais da CLT, mas permite acordo individual entre trabalhador e empregador para regime flexível de pagamento por hora, prevalecendo sobre acordos coletivos. Senadores oposicionistas criticam a proposta oficial como eleitoreira. O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), afirmou que o governo busca se reconectar com a sociedade diante do desgaste e do risco de derrota nas urnas.
“É uma doença avassaladora”, diz viúva de Lito Sousa após velório
Mila Seidl, mulher do influenciador Lito Sousa, falou sobre os últimos dias do marido ao final do velório realizado nesta sexta-feira (2), no Museu da Aeronáutica, na zona norte de São Paulo. Ela descreveu a dificuldade de enfrentar a doença degenerativa Creutzfeldt-Jakob, rara, fatal e sem cura, com a qual Lito foi diagnosticado.“As últimas semanas foram muito difíceis. Acho que todo mundo conseguiu pesquisar um pouco sobre a doença. Ela não é nem de longe o que se lê sobre ela. É uma doença avassaladora. Em dias, ela muda todo o cenário”, relatou Mila.Sobre o local da despedida, ela destacou que o marido pôde expressar desejos. “O Lito teve uma oportunidade de fazer algumas declarações de vontade. Que ele estivesse perto do que ele amava, perto da aviação. Esse é um ambiente que ele amou muito. Ele teve a formação inicial dele na Força Aérea. Esse momento foi perfeito.”Mila também explicou a ausência do filho do casal, de 7 anos, na cerimônia. Segundo ela, ofereceu a possibilidade de o menino participar, mas deixou claro que não era obrigatório. “Ele tem 7 anos de idade, criança, muito pequeno. Ele não tem discernimento de tudo. Prefiro que ele tenha outra imagem do pai dele.”Por volta do meio-dia, o velório foi encerrado para o público e restrito aos familiares. Lito Sousa, de 59 anos, morreu após enfrentar um câncer e a doença rara. O anúncio do falecimento foi feito em vídeo narrado pela própria Mila, em que ela relembra o início do relacionamento e como o mecânico de aviação a ensinou a voar.“Você veio para me salvar, salvar do medo de voar e também para os espíritos não me pegarem”, diz no depoimento. “Eu, com muito medo de voar, você, com toda a sua sabedoria me deu mais do que um próximo destino, me deu um novo caminho pela imensidão do céu.”Mila cuidou do marido desde o diagnóstico. “Eu não sei explicar a sua partida, talvez ninguém saiba. Mas olhando para a vida que você viveu, eu sei que você cumpriu a sua missão. O Brasil inteiro te ama.”
“O segundo turno já é realidade”, afirma Juliana Brizola em ato no Centro de Porto Alegre
A candidata ao governo do Rio Grande do Sul, Juliana Brizola (PDT), declarou nesta sexta-feira (2) que se sente preparada para a disputa e que o segundo turno “já é realidade”. A declaração foi feita durante caminhada na Praça Dom Feliciano, no Centro de Porto Alegre.A agenda do dia começou pela manhã com uma caminhada no bairro Restinga. Juliana esteve acompanhada do vice na chapa, Edegar Pretto (PT), do candidato a deputado estadual Thiago Duarte (PDT) e da candidata a deputada federal Luciana Tavares (PDT). O grupo interagiu com comerciantes e moradores e recebeu manifestações de apoio ao longo do trajeto.No início da tarde, a candidata atendeu a imprensa do interior do Estado. Em seguida, liderou outra caminhada que saiu da Praça Dom Feliciano e seguiu pela Rua dos Andradas até a Esquina Democrática. Nessa ação, ela foi acompanhada dos candidatos ao Senado Paulo Pimenta (PT) e Manuela d’Ávila (PSol), além de Thiago Duarte.Na Esquina Democrática, a comitiva se encontrou com Edegar Pretto. As duas caminhadas se uniram e formaram um único movimento. As atividades fazem parte da reta final de campanha da chapa em Porto Alegre.

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