Zucco aposta em diálogo com adversários em eventual segundo turno no RS

 


Na reta final de campanha e sem debates à frente, Luciano Zucco (PL) vai focar na região metropolitana de Porto Alegre para encerrar a corrida eleitoral. O candidato ao governo do RS, que tem sido projetado em um eventual segundo turno contra Juliana Brizola (PDT) em grande parte das pesquisas, pontuou que espera uma busca de diálogo com Gabriel Souza (MDB) e Marcelo Maranata (PSDB).


“Ao longo da campanha, o Gabriel e o Marcelo se disseram contrários ao projeto de esquerda, então é uma tendência natural que eles possam vir a buscar o diálogo”, comentou o candidato do PL durante uma mobilização com apoiadores, próximo à Estação Canoas.


A agenda de Zucco nesta quinta-feira (1) passou por cinco cidades: Sapucaia do Sul, Canoas, Gravataí, Alvorada e Cachoeirinha. A demanda elevada e os longos trajetos durante a campanha foram colocados pelo candidato como o grande desafio enfrentado ao longo da disputa. “Sou deputado federal, do Parlasul, pai, esposo. Uma campanha majoritária, diferente de uma proporcional, é uma campanha que demanda muito. Temos que estar em várias cidades, com muitos convites de painel, entrevistas, debates e reuniões”, indicou Zucco.


O candidato começou o dia com mobilizações em Sapucaia do Sul, interagindo com apoiadores nas proximidades da Estação Sapucaia. De lá, embarcou no trem até Canoas, onde repetiu a dinâmica e subiu até o calçadão da cidade. Por ser um local de grande movimento de pedestres, rendeu alguns olhares de desaprovação. Ainda em Canoas, fez um apelo aos apoiadores para engajar votos na família, sem engajar voto útil contra Juliana Brizola.


Ao longo da tarde, fez uma caravana que atravessou Gravataí, Alvorada e Cachoeirinha, angariando apoiadores pelo caminho.


Maranata diz que desafio é vencer desinteresse do eleitor na reta final


O candidato Marcelo Maranata (PSDB) manteve a agenda nesta reta final focada na região metropolitana, entre Eldorado do Sul, Porto Alegre, Guaíba e Viamão.


Ele começou o roteiro da caravana com caminhão de som às 10h da manhã, circulando pelas principais avenidas da Capital, de Eldorado e Guaíba. À noite, participou de um evento tradicionalista em Viamão, antes de retornar para Guaíba para mais duas mobilizações com apoiadores.


“O maior desafio é vencer o enorme desinteresse do eleitor gaúcho nesta eleição, consequência de uma polarização que não resolveu a vida do nosso povo e de problemas que persistem sem solução no estado, como a saúde e a falta de proteção às enchentes”, disse o candidato.


Gabriel Souza afirma que vai ao segundo turno na disputa pelo governo do RS


“Nós vamos para o segundo turno”, afirma o candidato ao governo do Rio Grande do Sul Gabriel Souza, do MDB. “A nossa proposta tem mais conteúdo, mais qualidade, a gente já fez muito e tem muita coisa para fazer ainda”, destaca o emedebista, que, nesta reta final de campanha, cumpre agendas em diferentes municípios.


Com convicção de que os resultados serão positivos nas urnas, Gabriel esteve, nesta quinta-feira (1º), em São Leopoldo para uma caminhada com apoiadores. Entre abraços e conversas, o candidato visitou estabelecimentos comerciais e falou com pedestres, ao lado de militantes, que o acompanhavam com bandeiras e adesivos.


A programação do dia incluiu ainda atos em Viamão, pela manhã, e em Novo Hamburgo, no final da tarde. Às 18h30, Gabriel encerrou a agenda com um encontro de mobilização no seu comitê eleitoral, em Porto Alegre. Na sexta-feira (2), o candidato passará por outros três destinos: Canoas, Bento Gonçalves e Caxias do Sul.


Às vésperas do pleito, o atual vice-governador do Estado avalia que o maior desafio, durante a campanha, foi se tornar conhecido pelos gaúchos. E, para superar esse obstáculo, a estratégia foi apostar na presença. “Fosse na televisão, na internet, na propaganda de rua, na militância”, disse.


Na avaliação do emedebista, portanto, o comparecimento em eventos de campanha não foi nenhuma perda de tempo, nem mesmo nos encontros esvaziados. Ao contrário de Juliana Brizola (PDT) e Luciano Zucco (PL), Gabriel e Marcelo Maranata (PSDB) estiveram presentes na maioria dos painéis e debates.


“A gente tem que discutir os problemas dos gaúchos com as entidades, com as pessoas que nos convidam. Se não for assim, não tem eleição. Que democracia seria essa?”, indagou. Caso avance para a próxima etapa, o candidato promete manter a participação.


“Quem quer ser governador não pode fugir de debates, não pode ter receio de ser confrontado, ser criticado. Eu não tenho nenhum problema em ir. Fui em todos que eu pude e continuarei assim”, completou.


Com foco, especialmente, neste domingo (4), Gabriel quer ir para o segundo turno para defender o seu plano de governo, manter o foco no Estado e fugir da contaminação pela disputa presidencial. “É importante ter um projeto que defenda o avanço daqui pra frente. Os outros projetos defendem a mudança total, começando do zero.”

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