Onze pontos de rios estão acima da cota de inundação no Rio Grande do Sul
Onze pontos de medição de rios do Rio Grande do Sul estão acima da cota de inundação, conforme dados da régua do Serviço Geológico do Brasil (SGB) atualizados na tarde desta quinta-feira. Os registros consideram diferentes pontos de medição e horários.
Na Bacia do Guaíba, o rio Caí está acima da cota de inundação em Passo Montenegro, com 6,03 metros, enquanto o limite é de 6 metros. No rio Jacuí, há três pontos acima do nível de inundação: Triunfo, com 5,64 metros diante de uma cota de 4,67 metros; Passo São Lourenço, com 10,31 metros, ante 9 metros; e Dona Francisca, com 8,13 metros, enquanto a cota de inundação é de 7,5 metros. Em Charqueadas, o Jacuí também provocou enchente. Em São Jerônimo, moradores também enfrentam a terceira cheia no ano.
Na Bacia do Rio Uruguai, na Fronteira Oeste do Estado, também estão acima da cota de inundação os rios Quaraí, em Quaraí, com 10,23 metros, diante do limite de 9,5 metros; Ibicuí da Armada, na ponte Ibicuí da Armada, com 6,03 metros, acima dos 5,9 metros da cota de inundação; Uruguai, em Iraí, com 9,06 metros, acima do limite de 8 metros; e Canoas, nos pontos Vila Canoas e Encruzilhada II. No primeiro, o nível é de 7,34 metros, com cota de inundação de 7 metros. No segundo, chega a 7,07 metros, diante de 6 metros.
Situação do Guaíba
No Guaíba, o nível está na cota de inundação no ponto Ilha da Pintada, em Porto Alegre, com 2,20 metros, exatamente o limite de 2,20 metros. A medição foi feita às 12h. Na régua da Defesa Civil municipal, as águas chegaram a 2,23 metros às 14h43min, recuando para 2,20 metros às 17h.
Nos demais pontos, os níveis estão abaixo da cota de inundação. No Cais Mauá, o Guaíba marca 2,41 metros, enquanto a cota de inundação é de 3 metros, conforme medição das 16h. Na Usina do Gasômetro, a marca é de 1,81 metro, diante de uma cota de inundação de 2,6 metros, em medição realizada às 17h15min.
Os dados têm como fonte a régua do Serviço Geológico do Brasil.
Lula diz que Moraes "deve uma explicação" sobre caso Master e defende investigar "todo mundo"
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, afirmou nesta quinta-feira, 1º, que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deve explicações à sociedade sobre as revelações envolvendo o Banco Master. Em entrevista ao Flow Podcast, Lula defendeu que eventuais suspeitas relacionadas a outros integrantes da Corte também sejam investigadas.
"Eu acho que a gente tem que apurar todo mundo. Eu disse ao Alexandre de Moraes: 'Você deve uma explicação à sociedade brasileira. Você poderia ter dito: minha mulher é dona do escritório, ela fez o contrato, eu não advogo mais. Mas você não diz nada'", declarou.
Ao comentar os desdobramentos do caso no Supremo, o presidente afirmou que as apurações não devem se restringir a Moraes. "Quando começa a tirar a cortina de cima, percebe que não é só o contrato do Alexandre de Moraes, percebe que tem mais gente. Por que julgar um? Vamos julgar todo mundo", disse.
Durante a entrevista, Lula também afirmou que não pede favores a ministros do STF e negou ter telefonado a integrantes da Corte para tentar interferir em decisões judiciais. "Nunca liguei para ninguém para pedir nenhum favor e não ligo. O meu papel é não cometer erro", afirmou.
O presidente ainda comentou as críticas de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro a Moraes. Na avaliação de Lula, a insatisfação dos bolsonaristas com o ministro está relacionada à prisão do ex-presidente, e não às revelações envolvendo o Banco Master. "A bronca que os bolsonaristas têm do Alexandre de Moraes não é pelo Banco Master. É por conta da prisão do pai deles", declarou.
Lula propõe mudanças nos debates presidenciais
Na mesma entrevista, Lula criticou o formato dos debates presidenciais com vários candidatos e defendeu a realização de confrontos entre adversários com níveis semelhantes de intenção de voto. O presidente classificou os encontros com muitos participantes como "infrutíferos" e argumentou que a dinâmica dificulta o aprofundamento das discussões.
"Quando você tem cinco ou seis candidatos, você fala um minuto e espera dez minutos, fala dois minutos e espera dez minutos. Não tem sequência. Você não pode pegar uma pessoa que tem 49% e levar para disputar com uma pessoa que está começando, tem 1%. É desproporcional até para o telespectador", afirmou.
Lula comparou a dinâmica dos debates a um jogador que dá um pique e depois precisa descansar. Para o presidente, o formato atual favorece intervenções curtas, sem permitir o desenvolvimento de ideias. "Eu, sinceramente, acho esses debates infrutíferos. Não produzem nada, não dão sequência", disse.
O petista também criticou o espaço destinado a frases de efeito e provocações durante os confrontos. Como alternativa, manifestou preferência por formatos nos quais todos os candidatos respondam às mesmas perguntas, com maior possibilidade de comparação entre as propostas apresentadas.

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