PRF transporta material para transplante de coração de Santa Rosa a Porto Alegre em uma hora e meia
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) realizou o transporte aéreo de material biológico de Santa Rosa, no Noroeste do Estado, para Porto Alegre, onde está o receptor. O trajeto foi feito em cerca de uma hora e meia de helicóptero. Por via terrestre, a viagem levaria entre 6h30 e 7h30.
Na Capital, o material biológico de um coração será analisado para conferir a compatibilidade entre doador e receptor. Em caso positivo, o órgão também será transportado pela PRF para a Capital.
Nas imagens, é possível ver uma profissional de saúde com o material biológico dentro de uma caixa branca. A aeronave parte de um campo na cidade do interior e pousa no terraço de um prédio em Porto Alegre.
Na Capital, foi realizado o exame de compatibilidade HLA, necessário para verificar a compatibilidade entre o doador e o receptor. O procedimento é feito por meio de análise laboratorial, que identifica características genéticas utilizadas na avaliação para o possível transplante de coração.
O exame precisa ser realizado dentro de uma curta janela de tempo. Em caso de demora, há risco de comprometer a possibilidade de doação e transplante.
Estado de São Paulo registra 40 casos de sarampo em 2026, a maioria sem vacinação completa
O Estado de São Paulo registrou três novos casos de sarampo nesta semana e, com isso, soma 40 registros da doença em 2026, de acordo com o governo estadual. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (SES-SP), todas as novas detecções aconteceram na capital. Elas ocorreram em dois homens, de 18 e 21 anos, e em uma criança de 1 ano.
Dos 40 pacientes confirmados, 30 não tinham histórico de vacinação ou apresentavam esquema incompleto. "Entre os três pacientes incluídos nesta atualização, o homem de 21 anos e a menina de 1 ano têm uma dose registrada; o homem de 18 anos não tem registro de vacinação", cita a pasta, em nota.
"Do total registrado, são 36 casos na capital paulista, dois casos em São Bernardo do Campo, um caso em Guarulhos e um em Santo André. Os casos na capital paulista são registrados em regiões com fluxo migratório e populosas", acrescenta a SES-SP.
Segundo a pasta, os novos registros estão vinculados a cadeias de transmissão identificadas e acompanhadas desde junho, e o monitoramento indica uma tendência de redução da transmissão.
Importância da vacinação
A secretaria reforça que a imunização é a principal forma de prevenção contra a doença e que a vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, está disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde dos 645 municípios paulistas.
De abril a julho, a cobertura da primeira dose do imunizante passou de 86,56% para 93,24%. A da segunda dose passou de 72,72% para 78,37% no mesmo período.
Quem deve se vacinar?
Bebês
Aos 12 meses: primeira dose da vacina contra o sarampo.
Aos 15 meses: segunda dose da vacina contra o sarampo.
Pessoas de 15 meses a 29 anos
Devem ter duas doses registradas da vacina, com intervalo mínimo de 30 dias entre elas.
Pessoas de 30 a 59 anos
Devem ter pelo menos uma dose registrada na caderneta.
Trabalhadores da saúde
Devem ter duas doses da vacina, independentemente da idade.
Dose zero para bebês
A SES destaca que cerca de 60% dos casos ocorreram em crianças menores de 2 anos, que são mais vulneráveis ao vírus. A concentração de casos nas crianças pequenas reforça a importância da dose zero nos municípios onde ela é recomendada (São Paulo, Guarulhos, São Bernardo do Campo e Santo André).
"A dose zero protege os bebês, mas não substitui a vacinação de rotina. Igualmente importante é que todo adulto confira sua caderneta de vacinação e procure uma unidade de saúde para atualização", orienta Tatiana Lang D’Agostini, diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo (CVE-SP), no comunicado.
"Esta é uma medida simples que protege o adulto vacinado e bebês ainda não elegíveis para todas as doses de rotina", acrescenta.
Na reta final, Juliana Brizola defende campanha de diálogo e destaca avanço nos debates
“Estou bem otimista, por tudo o que a gente viveu até aqui. A população vem nos abraçando. Não são só as pesquisas, as ruas também dizem isso, e ficamos mais ansiosos”, afirmou a candidata ao governo do Rio Grande do Sul, Juliana Brizola (PDT).
Em conversa com o Correio do Povo, após uma agenda realizada na sede do PDT, a candidata contou que circulou por todas as regiões do Estado e escutou diversos setores, desde o agro até os servidores públicos. “A gente queria escutar as pessoas primeiro para depois fazer um programa, e isso começou no ano passado. Então as trouxemos para cá, fizemos um diagnóstico para cada região e iniciamos o trabalho de fazer propostas.”
A agenda de Juliana desta quinta-feira iniciou com uma série de entrevistas para emissoras de rádio. Às 12h, reuniu-se com as Ligas do Carnaval na sede do partido. Na ocasião, as agremiações solicitaram que o governo reconheça a importância do evento para a cultura, economia e turismo, trabalhe em um orçamento que possa auxiliar o carnaval e forneça uma boa estrutura para o evento, além de manter uma política pública continuada e a transversalidade das secretarias para pensarem o carnaval como um todo.
Após a conversa com as Ligas, Juliana teve uma reunião fechada e atendeu à imprensa do interior do Estado. Às 16h30, esteve em Caxias do Sul, onde realizou uma caminhada e um ato político. Na sexta-feira, fará um grande ato político: uma caminhada que partirá da Praça Dom Feliciano, às 17h30, e irá até a Esquina Democrática.
A campanha
Para Juliana Brizola, a campanha tem sido assertiva, pois vem com uma proposta de diálogo. “Brigar não resolve nada, a gente quer enfrentar os problemas do Estado, que são muitos. Existem alguns que já são de muito tempo e outros que foram criados agora.”
Segundo a candidata, a maior demanda que escutou da população, ao longo da campanha, foi sobre a saúde do Estado. “A gente tem uma fila de 850 mil pessoas. Eu não entendo por que o nosso Estado tem essa questão, porque, mesmo com a tabela SUS defasada, outros estados conseguem não ter a fila.”
Mesmo participando de outras eleições, Juliana afirma que o diferencial desta campanha foi ser mais longa. “Ela começou no ano passado, então acho que deu para aprofundar mais os temas. Foi uma eleição que teve muitos debates; nunca tinha visto uma eleição com tantos debates, com todos os setores querendo participar.”
STF suspende julgamento sobre reajuste de plano de saúde para idosos e envia caso para conciliação
O Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu, para tentativa de conciliação, o julgamento de ação que discute a aplicação temporal do Estatuto do Idoso aos planos de saúde. O caso será remetido ao Núcleo de Solução Consensual de Conflitos (Nusol) por sugestão do relator, Dias Toffoli.
O prazo inicial será de 60 dias para o núcleo apresentar uma proposta para a modulação de efeitos da decisão, após ouvir o setor e a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) sobre possíveis impactos financeiros do reajuste de plano de saúde.
O Estatuto do Idoso, em vigor desde 2004, proíbe o reajuste das mensalidades devido ao ingresso na faixa etária de 60 anos. A discussão é se essa restrição se aplica aos contratos assinados antes da entrada em vigor da lei, ou somente aos contratos firmados após 2004.
A Corte havia retomado nesta quinta-feira, 1º, o julgamento da Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC) 90, proposta pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg). A entidade pede que o Supremo declare a validade do Estatuto do Idoso esclarecendo que a norma não se aplica aos contratos anteriores à sua vigência.
A discussão pendente diz respeito ao ressarcimento dos segurados caso o Supremo entenda que o Estatuto do Idoso deve retroagir. A CNseg estima um impacto de até R$ 49 bilhões para as seguradoras no pior dos cenários, caso precisem devolver valores cobrados no passado. "Há vários impactos que precisamos saber. Há propostas de modulação, e eu mesmo poderei adaptar meu voto", afirmou Toffoli.
Plenário se divide sobre retroatividade
Todos os 10 ministros já votaram em relação ao mérito e o placar está em 5 a 5 sobre a retroatividade do Estatuto do Idoso. O relator, ministro Dias Toffoli, reconheceu a constitucionalidade da lei que impede o reajuste do plano por idade, mas afirmou que ela não pode incidir retroativamente em contratos que tenham sido celebrados antes da lei. Seu voto foi seguido por André Mendonça, Cristiano Zanin, Luiz Fux e Kássio Nunes Marques.
"A cobrança diferenciada de valores em razão da idade não é discriminatória. Para esses contratos, é possível alteração de valores segundo critérios etários. Por outro lado, evidentemente, não se suprime o exame caso a caso dos reajustes com vistas a coibir os que se mostrem abusivos por outros motivos", afirmou Fux na sessão desta quarta-feira.
Já o ministro Flávio Dino defendeu que o Estatuto do Idoso se aplica aos contratos firmados antes da vigência da lei, desde que a pessoa tenha completado 60 anos após 2004. Essa corrente foi seguida pelos ministros Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia e Edson Fachin.
Dino propôs, ainda, que os efeitos da decisão se restrinjam ao futuro. Nesse caso, as operadoras não serão obrigadas a fazer ressarcimento de valores. "Não é possível congelar a situação da pessoa e impedir que haja essa proteção às pessoas que vão chegando à condição de idoso", defendeu Moraes. "O contrato foi firmado à luz da Legislação pretérita, mas a condição etária de 60 anos somente vem sendo implementada sob vigência da lei mais protetiva", afirmou.
O ministro Gilmar Mendes também defendeu que a regra que protege os idosos do reajuste pode retroagir, mas com outra condição: os contratos devem ter sido renovados após a lei.
Decisões contraditórias
No ano passado, ao julgar outra ação sobre o mesmo tema, a Corte formou maioria de sete a dois a favor da retroatividade da lei. O resultado é diferente porque contou com votos de ministros que hoje estão aposentados. Na ocasião, o julgamento foi suspenso para proclamação em conjunto com a ADC 90. No momento da proclamação, os ministros deverão chegar a um resultado que contemple os dois processos.

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