Justiça Eleitoral proíbe coordenador da Secom de publicar conteúdo eleitoral até o fim do segundo turno

 


A Justiça Eleitoral proibiu servidor da Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República de fazer publicações de teor político-eleitoral nas redes sociais até o fim do segundo turno.

Na sentença, o juiz Mário Jorge Panno de Mattos, da 1.ª Zona Eleitoral do Distrito Federal, entendeu haver indícios de que o coordenador-geral de Estratégia e Informação da Secom, Georges Marques, difundiu posts que associam falsamente o candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, a projeto para retirar o título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida.

Flávio chegou a pedir a prisão preventiva do servidor, mas essa possibilidade foi rejeitada pelo magistrado após parecer contrário do Ministério Público Eleitoral, que também observou indícios de irregularidades. Segundo o juiz, Georges Marques continuou a disseminar a informação falsa mesmo após correções.

Na sexta-feira passada, Marques republicou mensagem que estimulava o compartilhamento da fake news, mesmo após desmentidos. "Parem de divulgar retratação. Deixem o assunto rolar. Eles fizeram isso em outras eleições e quase nos ferram. Continuem compartilhando que nossa senhora foi atacada, precisa chegar no interior do Nordeste, no interior do Norte", dizia a mensagem, que depois foi apagada por ele.

Ao site Poder360, Georges Marques disse não se lembrar da republicação e que, se fez, foi por engano. "Não me lembro de ter dado RT nesse tuíte. Eu retuitei outras coisas em sequência e, se esse acabou entrando no meio, foi por engano. Não penso isso e essa afirmação não representa minha posição. Se houve o compartilhamento, foi um erro involuntário", afirmou.

Em nota no sábado, a Secom considerou o requerimento arbitrário, disse que as manifestações de Georges Marques foram feitas em "caráter estritamente pessoal" e também invocou o argumento da censura e do prejuízo à liberdade de expressão.



Polícia investiga ligação entre mortes de mãe e filha em Candelária e assassinato dos avós da jovem em 2012


A Polícia Civil investiga o assassinato de Patrícia Cristina Pereira, de 31 anos, e da filha dela, Karolayne Cristina Costa, de 13, encontradas mortas dentro de casa em Candelária, no Vale do Rio Pardo, nesta terça-feira. A investigação apura a possibilidade de relação com uma ocorrência de ameaça registrada por Patrícia no ano passado e com o assassinato dos pais dela, ocorrido na mesma localidade em 2012.


Conforme o delegado Paulo César Schirrmann, da Delegacia de Polícia de Candelária, ainda não é possível afirmar a motivação do crime, já que a autoria não foi esclarecida.


“Temos uma linha de investigação, mas seguimos coletando provas. Pode ser feminicídio, mas ainda não dá para afirmar”, disse o delegado.


Segundo a investigação, as vítimas foram mortas possivelmente na madrugada de segunda-feira. As lesões encontradas nos corpos são compatíveis com golpes de arma branca, provavelmente facadas, conforme o delegado.


Ocorrências anteriores


Em dezembro do ano passado, Patrícia procurou a polícia para registrar uma ocorrência por ameaça. O episódio não foi detalhado pela Polícia Civil, mas é investigado, ainda sem confirmação de relação com as mortes.


O histórico familiar também entrou no radar dos investigadores, que apuram uma possível relação com o assassinato dos pais de Patrícia, que foram mortos a tiros na comunidade de Passa Sete, em abril de 2012.


“Aconteceu, mas pode não ter relação nenhuma. Está sendo investigado”, afirmou o delegado sobre o homicídio dos pais de Patrícia.


Na apuração realizada à época, o confronto entre duas famílias vizinhas foi apontado como motivação. Um agricultor e o filho foram condenados pelas mortes em 2015.


Corpos encontrados em casa


As mortes foram descobertas na terça-feira depois que uma moradora da localidade, que cuidava dos dois filhos gêmeos de Patrícia desde o fim de semana, estranhou que ela não tivesse ido buscá-los nem entrado em contato desde domingo. A mulher foi até a residência e encontrou a porta entreaberta.


Ela acionou a Brigada Militar por volta das 17h. Ao chegarem ao imóvel, os policiais encontraram mãe e filha mortas em um dos quartos.


O imóvel fica em uma região rural isolada, sem outras casas nas proximidades. A polícia ainda não identificou pessoas que tenham presenciado o crime.

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