Santiago levará meses para se recuperar após temporal de granizo que afetou mais de 20 mil pessoas

 


Emergência já foi reconhecida pelos governos estadual e federal e cidade aguarda liberação de R$ 9 milhões.

Seis dias após o forte temporal de granizo que atingiu Santiago, na região Central, a cidade começa a se recuperar do impacto das pedras que atingiram toda a zona urbana. Segundo informações do prefeito Marcelo Gorski de Matos, as 13 pessoas que ficaram desabrigadas já voltaram para as suas casas. "Priorizamos os que estavam no abrigo com as telhas, mas ainda há desalojados", disse.

Segundo ele, foram mais de 20 mil pessoas afetadas pelo granizo. O hospital e os postos de saúde seguiam com atendimento reduzido nesta sexta-feira. A projeção é que as 22 escolas municipais voltem às atividades na segunda-feira. "Estamos deixando os locais em condições e queremos que os alunos voltem às aulas, mas há riscos, pois existe a previsão de chuva para o final de semana", assinalou.

O prefeito contou que choveu em Santiago até o final da manhã de terça-feira. "Estamos prestando apoio por ordem de vulnerabilidade e conforme o material vai chegando na cidade", relatou. O decreto de situação de emergência já foi reconhecido pelo Estado e também pelo governo federal. "Saiu na quinta-feira o reconhecimento federal, em tempo recorde, mas ainda está em tramitação para recebermos o recurso que já recebeu autorização de empenho e transferência", afirmou.

Segundo o prefeito, o dinheiro, estimado em R$ 9 milhões, será usado para a compra de telhas, ajuda humanitária e limpeza urbana e de prédios públicos. "O governador Eduardo Leite esteve em Santiago até o início da tarde. O Estado já nos cedeu mais de duas mil telhas, 80 colchões e kits de cama", frisou. Segundo o laudo da Emater, as perdas na zona rural ultrapassaram R$ 6,3 milhões.

Na zona urbana todos os 32 bairros de Santiago foram afetados de alguma forma. "Quinze registraram mais danos. Sem dúvidas esta foi a maior tempestade de granizo da história, pois toda a população foi afetada de alguma forma", garantiu. O Hortomercado Municipal que foi atingido pelas pedras já voltou a funcionar. "Se chover, vamos ter que suspender o atendimento novamente", projetou.

Matos revelou que ainda estão sendo realizados os levantamentos para a confirmação de quantas telhas serão necessárias para cobrir as cinco mil casas atingidas. "Este número é, até agora, pois foram muito mais residências. As pedras eram maiores que um ovo e em muitos casos furaram forro e gesso das residências. Algumas pessoas levaram pedrada na cabeça estando dentro de suas casas", relatou.

O prefeito acredita que ainda leve alguns meses para que a normalidade volte à cidade. Mais de 40 mil metros de lonas e 2,5 mil telhas já foram distribuídas. "Esta semana trabalhamos muito de forma emergencial na distribuição de material para a cobertura das casas e móveis, além de cestas básicas e colchões. Além disso também teve a parte burocrática para agilizar a chegada dos recursos e resolver os problemas o mais rápido possível".



 Trump nega plano de banir exportação de diesel e diz que EUA estão monitorando eleições no Brasil



Presidente americano elogiou liberação de 100 milhões de barris pelo G7 e comentou projeto com Coreia do Sul no Alasca.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, negou na tarde desta sexta-feira, 2, que o governo americano estivesse considerando, de fato, impor uma proibição às exportações de diesel e elogiou a contribuição europeia para a injeção de 100 milhões de barris de petróleo no mercado global.

"Nunca esteve realmente sobre a mesa", afirmou o presidente a jornalistas antes de uma viagem ao Alabama. "Nós nunca íamos fazer um banimento de exportação de diesel".

O presidente também falou sobre o projeto de infraestrutura energética no Alasca com a Coreia do Sul que, se não avançar, Washington irá aumentar as tarifas contra o país. "Se a Coreia do Sul não fizer o gasoduto, vamos cobrar mais deles", disse ele, ao afirmar que não se antecipou ao anunciar os investimentos.

Questionado sobre as eleições no Brasil, marcadas para o próximo domingo, Trump repetiu a mensagem de que os Estados Unidos estão "monitorando de perto" o pleito brasileiro.



ANJL rebate governo e diz que movimento de bets migrou para mercado clandestino, não zerou



Entidade contesta dado de que movimentação caiu para zero e critica metodologia usada pelo BC para analisar Pix.

A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL), que representa as bets no País, rebateu declaração dada na sexta-feira, 2, pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, de que a movimentação das bets caiu de R$ 600 milhões por dia para zero uma semana após a proibição. Segundo a ANJL, houve um "aumento significativo" dos sites ilegais de apostas. "Portanto, não há como se falar que a movimentação de bets caiu para zero. A movimentação apenas migrou para o mercado clandestino", sustentou a entidade.

A ANJL disse ainda que dados do Sistema de Pagamentos Instantâneos (SPI) do Banco Central (BC) mostram redução do número de transações por Pix antes da proibição das bets. Segundo a análise, a redução não começou após o anúncio, em 25 de setembro, da Medida Provisória (MP) que proibiu o mercado regulado de apostas de quota fixa.

"A série histórica indica que o movimento de queda já estava em curso nos dias anteriores. Entre 22 e 24 de setembro - portanto antes da restrição ao setor de bets - a quantidade de transações via Pix já se encontrava aproximadamente entre 7% e 12% abaixo da referência. Em valores movimentados, a redução era ainda maior, variando entre 14% e 27%", afirmou a associação.

A informação divulgada pelo BC é de que as movimentações caíram 10% nos três dias posteriores à edição da MP (26,27 e 28 de setembro), na comparação com a média dos mesmos dias nas quatro semanas anteriores.

Para a ANJL, no entanto, é preciso cautela ao relacionar diretamente essa variação à proibição das apostas. "Isso porque o volume de transações via Pix varia de acordo com o período do mês. A proximidade do fim do mês, por exemplo, quando tradicionalmente as pessoas estão mais apertadas financeiramente, também pode influenciar o comportamento dos pagamentos, ainda mais se considerando que o Pix é um pagamento à vista".

Por essa razão, a ANJL considera mais adequada uma comparação entre períodos equivalentes do calendário mensal. "Em vez de confrontar os dias 26, 27 e 28 de setembro com uma média que reúne diferentes dias da semana, a análise compara o quarto sábado de agosto e os dois dias seguintes - domingo e segunda-feira - com o quarto sábado de setembro e os respectivos domingo e segunda-feira". Entre os dois períodos, a quantidade de transações Pix passou de 627,6 milhões para 608,6 milhões, uma redução de 3,0%. Já o valor total movimentado seguiu na direção oposta: aumentou 3,7%, passando de R$ 177,1 bilhões para R$ 183,7 bilhões.

"Os números mostram, portanto, que houve menos transações, mas não menos dinheiro circulando pelo sistema. Enquanto a quantidade de operações recuou 3,0%, o volume financeiro movimentado cresceu 3,7%", argumentou o presidente da ANJL, Plínio Lemos Jorge.

Segundo Lemos Jorge, a diferença em relação à queda de 10% divulgada pode estar relacionada à metodologia utilizada na comparação. "Esse percentual toma como referência a média das quatro semanas imediatamente anteriores à proibição, sem neutralizar completamente as diferenças de comportamento do Pix entre as semanas", defendeu ele.

"Os dados disponíveis não permitem atribuir automaticamente a redução das transações Pix observada após 25 de setembro à proibição do mercado regulado de apostas. A série já apresentava queda antes da medida e, quando se comparam períodos equivalentes do calendário, a variação é menor e o volume financeiro movimentado aumenta", concluiu o presidente da ANJL.




Setor de bets contesta governo e afirma que proibição empurrou apostas para clandestinidade


ANJL diz que movimentação não zerou e que queda no Pix já ocorria antes de MP.


A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL), que representa as bets no País, rebateu declaração dada na sexta-feira, 2, pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, de que a movimentação das bets caiu de R$ 600 milhões por dia para zero uma semana após a proibição.


Segundo a ANJL, houve um "aumento significativo" dos sites ilegais de apostas. "Portanto, não há como se falar que a movimentação de bets caiu para zero. A movimentação apenas migrou para o mercado clandestino", sustentou a entidade.


A associação afirma que dados do Sistema de Pagamentos Instantâneos (SPI) do Banco Central (BC) mostram redução do número de transações por Pix antes mesmo da proibição das bets. A queda, segundo a análise, não começou após o anúncio, em 25 de setembro, da Medida Provisória (MP) que proibiu o mercado regulado de apostas de quota fixa.


"A série histórica indica que o movimento de queda já estava em curso nos dias anteriores. Entre 22 e 24 de setembro - portanto antes da restrição ao setor de bets - a quantidade de transações via Pix já se encontrava aproximadamente entre 7% e 12% abaixo da referência. Em valores movimentados, a redução era ainda maior, variando entre 14% e 27%", afirmou.


O BC havia informado que as movimentações caíram 10% nos três dias posteriores à edição da MP (26, 27 e 28 de setembro), na comparação com a média dos mesmos dias nas quatro semanas anteriores.


Para a ANJL, é preciso cautela ao relacionar diretamente essa variação à proibição das apostas. "Isso porque o volume de transações via Pix varia de acordo com o período do mês. A proximidade do fim do mês, por exemplo, quando tradicionalmente as pessoas estão mais apertadas financeiramente, também pode influenciar o comportamento dos pagamentos, ainda mais se considerando que o Pix é um pagamento à vista".


Por isso, a entidade defende uma comparação entre períodos equivalentes do calendário mensal. "Em vez de confrontar os dias 26, 27 e 28 de setembro com uma média que reúne diferentes dias da semana, a análise compara o quarto sábado de agosto e os dois dias seguintes - domingo e segunda-feira - com o quarto sábado de setembro e os respectivos domingo e segunda-feira".


Entre os dois períodos, a quantidade de transações Pix passou de 627,6 milhões para 608,6 milhões, uma redução de 3,0%. Já o valor total movimentado aumentou 3,7%, passando de R$ 177,1 bilhões para R$ 183,7 bilhões.


"Os números mostram, portanto, que houve menos transações, mas não menos dinheiro circulando pelo sistema. Enquanto a quantidade de operações recuou 3,0%, o volume financeiro movimentado cresceu 3,7%", argumentou o presidente da ANJL, Plínio Lemos Jorge.


Segundo ele, a diferença em relação à queda de 10% divulgada pode estar relacionada à metodologia utilizada. "Esse percentual toma como referência a média das quatro semanas imediatamente anteriores à proibição, sem neutralizar completamente as diferenças de comportamento do Pix entre as semanas".


"Os dados disponíveis não permitem atribuir automaticamente a redução das transações Pix observada após 25 de setembro à proibição do mercado regulado de apostas. A série já apresentava queda antes da medida e, quando se comparam períodos equivalentes do calendário, a variação é menor e o volume financeiro movimentado aumenta", concluiu.



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