Bolsonaro pede ao STF volta das visitas de Flávio Bolsonaro
O ex-presidente Jair Bolsonaro pediu nesta segunda-feira ao Supremo Tribunal Federal a liberação das visitas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) durante a prisão domiciliar.
Na petição, a defesa argumenta que a decisão do ministro Alexandre de Moraes que suspendeu as visitas por 90 dias vence no dia 11 de outubro e que não há mais motivo para manter a restrição.
"Não mais se mostra necessária a manutenção de regime excepcionalmente restritivo de visitas, sendo possível o restabelecimento, desde logo", afirma o pedido.
Flávio foi proibido de visitar o pai em julho, após publicar nas redes sociais uma carta escrita pelo ex-presidente. Bolsonaro tem contra si uma restrição que o impede de usar a internet, inclusive por meio de terceiros.
Condenado no ano passado a 27 anos e 3 meses de prisão no processo da trama golpista, o ex-presidente cumpre prisão domiciliar após passar por cirurgia e se recupera de uma pneumonia bacteriana.
Edinho Silva garante que Lula vai a debates no segundo turno
O presidente do PT, Edinho Silva, afirmou nesta segunda-feira que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai participar dos debates no segundo turno.
Segundo Edinho, que coordena a campanha à reeleição, Lula quer confrontar diretamente o projeto adversário.
"Lula sempre defendeu os debates e ele vai aos debates no segundo turno. Não sei quantos convites vão chegar, mas dentro da possibilidade ele vai ao maior número possível de debates. Ele quer confrontar o projeto que ele representa e o que o Flávio representa. Lula quer muito ir aos debates fazer o confronto", disse em entrevista à GloboNews.
A declaração vem após a ausência do petista nos debates do primeiro turno. Lula não foi ao debate da Band no início da campanha e cancelou a participação no debate da Globo no fim do primeiro turno. O encontro da Globo acabou cancelado após a desistência de Flávio Bolsonaro (PL) e decisões judiciais sobre o evento.
Edinho também admitiu um erro de estratégia na distribuição de material de campanha.
"A campanha cometeu um equívoco ao descentralizar a produção de materiais. Nós descentralizamos para que os Estados produzissem os materiais e conteúdo. Infelizmente isso não funcionou. Há Estados que têm estruturas e outros não. Cometemos um erro e corrigimos imediatamente", afirmou.
Segundo ele, o material para o segundo turno já está em produção e chegando aos estados.

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