Alanna De La Rossa — A menina que virou promessa internacional
Se você ainda não decorou esse nome, vai decorar. Alanna De La Rossa é daquelas histórias que começam cedo, no quintal de casa, e de repente ganham o mundo.
Colombiana, nascida em Bogotá no dia 22 de setembro de 2008, a Alanna começou a trabalhar ainda criança — com figurino grande demais, texto decorado e aquela vontade de estar no set que só quem ama desde pequeno tem. Quem acompanha desde o início lembra dela nos trabalhos para o Nat Geo Kids América Latina, no programa Raro pero cierto, onde já mostrava carisma e naturalidade diante da câmera.
Logo veio a TV colombiana: Francisco el Matemático, Garzón Vive, Noobees, El Bronx, Las Villamizar e Arelys Henao. Era a menina que aparecia em tudo, porque entregava tudo. Enquanto muita gente da idade dela estava na escola lidando com bullying — ela mesma já contou no Suso Show, da Caracol Televisión, como foi empurrada de cadeira de rodas ainda fraturada e precisou se "blindar" com apoio da família — ela transformava a dor em armadura e em personagem.
O salto veio com o cinema.
Alanna fez parte de Sound of Freedom, mas foi nos últimos dois anos que o nome dela explodiu fora da Colômbia. Primeiro com Dominique (2024), filme de ação onde vive Abril, a guerreira. No filme ela não só atua, ela canta. A faixa "Mi Alma Reza", que ela escreveu e interpreta em versão a capella no longa, virou single próprio — lançado em abril de 2026 com clipe intimista em preto e branco, ela no estúdio, de vestido florido, cantando com os olhos fechados. É a transição natural de atriz para artista completa: atriz, cantora, dançarina, apresentadora.
Depois veio Diablo (2025), ao lado de Scott Adkins e Marko Zaror, dirigido por Ernesto Díaz Espinoza. Na trama, ela é Elisa, filha de um mafioso colombiano sequestrada. A história do teste é famosa entre os fãs: ela mandou duas cenas da Elisa "normal", o diretor disse que não iria ditar como interpretar, mandou mais duas cenas de sequestro, vulneráveis, emocionais. Dois dias depois, veio o convite. O próprio Scott Adkins, segundo ela contou em entrevista, comparou seu teste ao de Ana de Armas e pediu para que ela estivesse no filme.
O que chama atenção na Alanna é o jeito como ela lida com o processo. Ela posta o comparativo "My Audition VS The Final Scene" no diner, mostra bastidor de maquiagem FX com as mãos sujas de sangue falso para viver Abril, grava TikToks dentro do trailer como Elisa — "porque a Elisa ama fazer TikToks". Não tem distância de estrela. Tem menina de 16, 17 anos aprendendo Hollywood sem deixar de ser latina.
Hoje, com 25 mil seguidores que acompanham cada lançamento e comentam "talentosa desde sempre", Alanna é citada pela mídia especializada como símbolo dessa nova geração latina que fura a bolha sem precisar apagar sotaque.
A obra dela ainda está começando — são cinco filmes em dez anos de carreira, como ela mesma contou — mas já tem o que importa: história, resiliência e uma voz própria. E se depender de "Mi Alma Reza", a gente ainda vai ouvir muito mais do que ver.



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