Olga Kurylenko: da pequena Berdiansk à Bond girl e ao universo Marvel

 







Olga Konstantinovna Kurylenko nasceu em 14 de novembro de 1979, em Berdiansk, na Ucrânia, então parte da União Soviética. Filha de Konstantin, ucraniano, e de Marina Alyabysheva, professora de arte russa de ascendência bielo-russa, viu os pais se separarem quando tinha 3 anos. Foi criada pela mãe e teve pouco contato com o pai.

A virada veio cedo. Aos 13 anos, de férias em Moscou, foi descoberta por uma olheira de modelos. A mãe, com medo de um golpe de tráfico, hesitou, mas a adolescente insistiu. Aos 15 foi para Moscou e, aos 16, em 1996, se mudou sozinha para Paris, onde assinou com a agência Madison. Aos 18 já estava nas capas de Vogue e Elle, e se tornou rosto de Bebe, Clarins, Helena Rubinstein, Roberto Cavalli e Kenzo, além de aparecer no catálogo da Victoria's Secret.

Durante anos em Paris, mandava dinheiro para ajudar a mãe na Ucrânia. Em 1998 apareceu no clipe de Faudel e em 2003 no de Seal, “Love’s Divine”. Mas queria mais.

Da passarela para as telas

Seu primeiro longa foi o francês L'Annulaire (2005), que lhe deu o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Cinema do Brooklyn em 2006. No mesmo ano fez parte de Paris, je t'aime e foi escolhida como rosto do perfume Kenzo Amour. Em 2006 decidiu parar de modelar.

A grande revelação veio em 2007 com Hitman, onde viveu Nika Boronina ao lado de Timothy Olyphant. Logo depois, em 2008, derrotou mais de 400 candidatas — incluindo Gal Gadot — e se tornou a Bond girl Camille Montes em 007 - Quantum of Solace, ao lado de Daniel Craig. Boliviana no filme, fez aulas de sotaque e dispensou dublê em cenas perigosas, incluindo a perseguição de lanchas. Ela sempre disse que achou que ia morrer naquela cena.

A partir dali, construiu uma carreira entre autor e blockbuster:

  • Trabalhou com Terrence Malick em To the Wonder (2012), ao lado de Ben Affleck
  • Fez a ficção científica Oblivion (2013) com Tom Cruise
  • Entrou para o elenco premiado de Seven Psychopaths (2012), vencedor do prêmio de Melhor Elenco em Boston
  • Viveu a pianista soviética Maria Yudina na sátira A Morte de Stalin (2017)
  • Foi a protagonista de O Homem que Matou Dom Quixote (2018), de Terry Gilliam
  • Fez a espiã Ophelia em Johnny English 3.0 (2018) com Rowan Atkinson

Nos últimos anos, se reinventou no streaming e na ação. Em 2021 estrelou Sentinelle e entrou para o Universo Cinematográfico da Marvel como Antonia Dreykov / Taskmaster em Viúva Negra, papel que reprisou em Thunderbolts* (2025). Em 2023 viveu Mia, ex-mulher de Tyler Rake, em Resgate 2 da Netflix, ao lado de Chris Hemsworth, e a rainha guerreira em Boudica: Queen of War.

Ela também esteve em séries como Magic City (16 episódios), Treason (Netflix, 2022) e D'argent et de sang.

Vida pessoal

Olga se naturalizou francesa em 2001, decisão que chamou de “prática” para viajar sem visto. Casou-se com o fotógrafo francês Cedric van Mol (2000-2004) e com o empresário americano Damian Gabrielle (2006-2007). Desde 2009 vive em Londres e tem um filho, nascido em outubro de 2015, com o ator e escritor Max Benitz.

Em 2022, durante a invasão da Ucrânia, se posicionou publicamente em apoio ao seu país natal.

De modelo descoberta no metrô de Moscou a uma das atrizes franco-ucranianas mais reconhecidas do mundo, Olga Kurylenko fez da sua história de desenraizamento sua força — uma camaleoa capaz de ser Bond girl, guerreira celta e vilã da Marvel na mesma década.

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