Com anulação dos votos de Garotinho, Douglas Ruas pode ser eleito governador do Rio de Janeiro já no sábado

 


O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) marcou para este sábado a retotalização dos votos que pode mudar o rumo da disputa pelo governo do Estado. A expectativa é que o deputado Douglas Ruas (PL) seja declarado vencedor já no primeiro turno, sem precisar de segundo turno.Tudo mudou depois que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, nesta quinta-feira, anular os votos de Anthony Garotinho (Republicanos). Os ministros reconheceram a inelegibilidade do ex-governador e, com isso, seus pouco mais de 274 mil votos (3,1% do total) serão retirados da conta dos votos válidos.Na prática, isso eleva a votação de Ruas de 49,2% (4,2 milhões de votos) para cerca de 50,9%. É o suficiente para ele ultrapassar a marca dos 50% e ser eleito sem disputa com o ex-prefeito Eduardo Paes (PSD), que ficou com 42,7% (3,7 milhões de votos).Paes já anunciou que vai recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) na tentativa de reverter a decisão do TSE.A votação no tribunal superior não foi unânime. Os ministros Floriano de Azevedo Marques Neto (relator), Estela Aranha, André Mendonça, Dias Toffoli e o presidente Kássio Nunes Marques votaram pela anulação. Já Ricardo Cueva e Sebastião Reis defenderam que os votos de Garotinho fossem mantidos.O caso de Garotinho vinha se arrastando. Em 11 de setembro, o TRE-RJ havia negado o registro da candidatura dele por condenação por improbidade administrativa. Houve decisões contraditórias na reta final: no dia da eleição, o presidente do TSE determinou que os votos fossem computados até o julgamento definitivo. Um dia depois do primeiro turno, Garotinho formalizou a desistência do recurso, mas o tribunal não homologou o pedido e acabou anulando os votos.Agora, a retotalização marcada para sábado deve colocar um ponto final nessa novela eleitoral — a menos que o STF intervém.


Juiz é encontrado carbonizado em carro em chamas no interior de São Paulo; polícia investiga morte suspeita

Na noite de quarta-feira, o corpo do juiz Gustavo de Castro Campos, de 45 anos, foi encontrado carbonizado dentro do próprio carro, um Volvo XC60, em uma estrada de terra no município de São João da Boa Vista, no interior de São Paulo. O veículo estava em chamas numa área rural próxima à Fazenda Aliança. A Polícia Civil registrou o caso como morte suspeita e já abriu inquérito.Segundo os primeiros exames, um galão com forte odor de gasolina foi encontrado perto dos pedais, ao lado do banco do motorista. Não havia sinais aparentes de violência, ferimentos por arma ou marcas de agressão no corpo. A aliança do magistrado ainda estava em seu dedo e a carteira com documentos no console da porta. A identificação foi confirmada também por uma tatuagem no lado esquerdo do abdômen. O corpo foi levado ao Instituto Médico-Legal para exame necroscópico — só a perícia definitiva poderá apontar a causa da morte, e nenhuma hipótese está descartada.O carro foi visto em chamas por volta das 19h por um operador de máquinas que passava pela estrada de terra Euclides Dotta. Ele tentou apagar o fogo jogando terra com a retroescavadeira, inclusive pelo teto solar aberto, sem perceber que havia alguém dentro — os vidros eram escuros. Só depois de avisar a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros ele soube da presença do corpo. Uma segunda testemunha, que chegou logo em seguida, também notou a terra sobre o veículo e ouviu um “som de buzina” vindo do carro. O porta-malas estava aberto.O juiz atuava na 2ª Vara da Comarca de Mococa, na mesma região, e morava em São João da Boa Vista com a família. Ele viajava para as audiências (algumas ainda feitas de forma remota). Na tarde do mesmo dia, havia presidido uma audiência até cerca de 15h30. Colegas e advogados que trabalhavam com ele se disseram consternados. “Ele era sempre muito cordial, educado e imparcial. Perdemos um grande homem”, afirmou o advogado criminalista Rogério Mega.O Tribunal de Justiça de São Paulo e a Associação Paulista dos Magistrados (Apamagis) emitiram notas de pesar e solidariedade à família. A Polícia Civil agora analisa imagens de câmeras que possam ter registrado o percurso do veículo e ouvirá testemunhas e pessoas próximas ao magistrado. O caso segue sob investigação.



TRE-RS lança inteligência artificial para agilizar processos eleitorais

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul (TRE-RS) apresentou nesta quinta-feira a LivIA — sigla para Linguagem Inteligente para Votos, Informações e Atos. A ferramenta de inteligência artificial chega para ajudar os gabinetes dos desembargadores a organizar informações, pesquisar jurisprudência e redigir documentos com mais rapidez.Por enquanto, o sistema está sendo usado apenas pelos desembargadores do tribunal gaúcho. A expectativa, no entanto, é que no futuro ela seja disponibilizada para todos os tribunais eleitorais do país.A presidente do TRE-RS, desembargadora Maria de Lourdes Galvão Braccini de Gonzalez, deixou claro que a intenção não é substituir pessoas. “A IA não substitui ninguém. Pelo contrário: ela potencializa talentos, amplia capacidades e nos ajuda a oferecer um serviço público mais ágil, moderno e acessível”, afirmou.Já o secretário judiciário Rogério de Vargas explicou como a ferramenta funciona na prática. “Uma petição que antes levava horas ou até dias para ser elaborada, reunindo teses, argumentos e referências, agora pode ser produzida em poucos minutos”, destacou. Ele também reforçou que a LivIA segue todas as regras do Conselho Nacional de Justiça (Resolução 615/2025) para o uso de inteligência artificial no Judiciário.Um ponto importante: a ferramenta não guarda memória. Tudo o que é inserido no sistema é criptografado e descartado depois que o documento é gerado. Nada fica na nuvem nem alimenta a inteligência artificial de forma permanente.Com o volume e o tamanho dos processos eleitorais tendendo a crescer, a LivIA chega como uma aliada para dar mais velocidade ao trabalho dos magistrados — sem abrir mão do olhar humano que continua sendo essencial nas decisões.


Lula diz que Flávio Bolsonaro propõe abstenção na votação do fim da escala 6x1


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira à noite que ficou sabendo, pela imprensa, que seu adversário no segundo turno, Flávio Bolsonaro (PL), estaria orientando o partido a se abster na votação da proposta que acaba com a escala de trabalho 6x1.“Eu estou sabendo pelo noticiário da imprensa de que meu adversário está propondo ao partido dele a abstenção. Ele está com vergonha de falar isso, mas fiquei sabendo”, disse Lula a jornalistas.O presidente reforçou que o governo está empenhado em aprovar a medida ainda na próxima semana. “Vamos conseguir aprovar o fim da escala 6x1”, declarou.A Proposta de Emenda à Constituição (PEC 221/2019), que também reduz a jornada máxima semanal de 44 para 40 horas, passou nesta quinta pela terceira das cinco sessões de discussão exigidas no plenário do Senado antes da votação em primeiro turno. O tema ganhou espaço na campanha do segundo turno e segue em debate no Congresso.Lula aproveitou para criticar novamente as propostas de ajuste fiscal defendidas por Flávio, que ele chamou de “tesouraço”. “Tesouraço é aberração política”, afirmou o presidente.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Vídeo - Smart TV TCL 115" 4K UHD QLED Mini LED – Modelo 115C7K (2025)

Smart TV TCL 115" 4K UHD QLED Mini LED – Modelo 115C7K (2025)

Smartphone Samsung Galaxy Z Flip4 128GB Azul - 5G Octa-Core 8GB RAM Câm. Dupla + Selfie 10MP