Atenção no RS: Sexta-feira chega com chuva forte e alerta para temporais em várias regiões

 


O Rio Grande do Sul enfrenta mais um dia de tempo fechado e chuvoso nesta sexta-feira. Se você tem compromissos na rua ou mora em áreas com histórico de alagamentos, vale a pena se prevenir e acompanhar a previsão ao longo do dia.

Metade Norte em alerta para volumes altos

A instabilidade ganha mais força na Metade Norte gaúcha já nas primeiras horas do dia. Nessas áreas, a chuva vem de forma mais insistente e pode cair com forte intensidade em diversos municípios, elevando o volume de água acumulado. Embora o risco de temporais seja considerado menor, a meteorologia não descarta episódios isolados acompanhados de trovoadas, vento forte e até granizo.

Como fica a Metade Sul e a Capital?

  • Sul do Estado: Quem mora na Metade Sul pode até ver o sol aparecendo entre nuvens no início da manhã, mas o cenário muda com o passar das horas. A nebulosidade aumenta no decorrer da tarde e à noite, trazendo chuva e garoa, embora em volumes mais baixos.

  • Porto Alegre: A capital gaúcha terá um dia cinzento e instável, com pancadas de chuva a qualquer momento. O clima fica ameno devido à cobertura de nuvens.

Por que o tempo está assim?

Essa sequência de dias chuvosos é provocada pela combinação de áreas de baixa pressão sobre a Região Sul com a formação de um ciclone extratropical na costa do Estado. Esse sistema mantém o alerta aceso para o risco de alagamentos pontuais e a subida no nível de rios que já estão cheios.

Fonte das informações: Correio do Povo / MetSul Meteorologia


Impacto das fortes chuvas no RS: Mais de 11 mil pessoas afetadas e 15 municípios em alerta

As intensas precipitações que atingem o Rio Grande do Sul desde a última terça-feira continuam a causar estragos e a mobilizar as equipas de apoio no estado. Segundo o mais recente balanço emitido pela Defesa Civil, 15 municípios já reportaram ocorrências graves, somando cerca de 11 mil moradores impactados pelos temporais.

A situação dos desalojados e os danos materiais

Apesar do cenário preocupante e dos prejuízos materiais acumulados, não há registo de feridos, pessoas desaparecidas ou vítimas mortais. Ao todo, pelo menos 96 residências sofreram algum tipo de avaria — desde destelhamentos provocados por fortes rajadas de vento até alagamentos e danos estruturais graves, com duas casas totalmente destruídas.

Atualmente, 28 pessoas encontram-se temporariamente em abrigos públicos (desabrigadas) e outras 62 tiveram de recorrer ao acolhimento em casas de familiares ou amigos (desalojadas). Um estabelecimento de ensino também sofreu estragos na sua infraestrutura.

Cidades mais atingidas

  • Santa Maria: Localizada na Região Central, é a cidade com o maior número de afetados, concentrando cerca de 10 mil pessoas prejudicadas pela intempérie. A cidade registou ainda a obstrução de duas vias públicas, queda de cinco árvores e danos na rede elétrica local.

  • Santana do Livramento: Na Fronteira Oeste, o município contabiliza 47 estruturas afetadas, incluindo 20 residências destelhadas, 20 quedas de árvores, seis pontos de cabos danificados e uma escola atingida.

As equipas da Defesa Civil e dos serviços municipais mantêm-se em prontidão ao longo de todo o estado para monitorizar as áreas de risco e prestar auxílio às famílias atingidas.

Fonte das informações: Correio do Povo / Defesa Civil do RS


Fiocruz faz alerta sobre vírus respiratórios no Brasil e reforça a importância da vacinação

A atenção com a saúde respiratória continua sendo fundamental em todo o país. Um novo alerta emitido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), por meio do boletim InfoGripe divulgados nesta quinta-feira, revela que vírus como o rinovírus, o metapneumovírus e o próprio Sars-CoV-2 (causador da covid-19) estão apresentando uma tendência de alta no território nacional.

Apesar desse avanço, há uma boa notícia: os registros semanais de casos graves (SRAG) decorrentes da covid-19 permanecem em níveis baixos.

Gripe, VSR e o público infantil

O levantamento aponta que a incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) começou a dar sinais de retomada entre crianças e adolescentes de 2 a 14 anos. Em contrapartida, nas demais faixas etárias, os números seguem estáveis. Outro ponto positivo é a queda continuada nos casos graves provocados pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR) e pela influenza B, além da estabilidade em patamares reduzidos para a influenza A.

A proliferação do vírus afeta a população de formas diferentes conforme a idade:

  • Crianças até 2 anos: Registram a maior taxa de internações e impacto da doença.

  • Idosos (a partir de 65 anos): Concentram os maiores índices de mortalidade por complicações respiratórias.

Cenário nas regiões e capitais

Em âmbito regional, estados como Alagoas, Roraima e Sergipe estão em níveis de alerta ou alto risco, com aumento progressivo de casos nas últimas seis semanas, impulsionado principalmente pelo contágio infantil (em Alagoas e Sergipe, associado ao metapneumovírus).

Outros estados mantêm índices elevados de atenção, embora sem sinal de crescimento contínuo, incluindo o Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Maranhão, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Entre as capitais que exigem mais cautela nas últimas semanas estão Porto Alegre, Aracaju, Rio Branco, São Luís e Vitória.

Recomendações de prevenção

Frente a esse panorama, os pesquisadores da Fiocruz destacam a necessidade de manter a proteção em dia:

  • Vacina da Covid-19: É crucial que os grupos prioritários verifiquem o esquema vacinal e tomem as doses de reforço indicadas.

  • Gestantes: A recomendação expressa é buscar a imunização contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) para proteger os recém-nascidos nos primeiros meses de vida.

Fonte das informações: Agência Brasil / Fiocruz (Boletim InfoGripe)


COP31: Turquia e Austrália prometem plano "ambicioso" contra o aquecimento global e buscam medidas definitivas

Os preparativos para a próxima cúpula global do clima, a COP31, ganharam um novo impulso com a promessa de um pacote de ações mais firme e direto. Organizadores do evento, Turquia e Austrália anunciaram a intenção de submeter aos países participantes um texto previamente articulado, focado em compromissos práticos para tentar manter a meta de limitar o aumento da temperatura global a 1,5 ºC.

A proposta de apresentar uma decisão pré-elaborada busca evitar os impasses de última hora que costumam arrastar as negociações até de madrugada. A cúpula será realizada entre os dias 9 e 20 de novembro na cidade de Antália, na Turquia, com negociações lideradas pelo ministro do Clima australiano, Chris Bowen.

Ações práticas e transição energética

O plano da presidência pretende focar em medidas vinculantes para acelerar a transição energética. Entre as prioridades está a proposta de avançar na eletrificação da economia, substituindo tecnologias movidas a combustíveis fósseis por fontes limpas e renováveis.

A urgência do debate ganha respaldo dos alertas da ONU, que indicam que o limite de 1,5 ºC de aquecimento em relação à era pré-industrial pode ser superado em poucos anos caso não haja um esforço conjunto e imediato das nações.

Clamor das ilhas do Pacífico e contradições em jogo

O anúncio coincidiu com o encerramento de um encontro preparatório nas ilhas Fiji e Tuvalu — regiões que enfrentam a ameaça direta do avanço dos oceanos sobre seus territórios. Durante a reunião, líderes do Pacífico cobraram agilidade no financiamento internacional para projetos de adaptação climática.

Apesar do protagonismo na liderança do evento, a Austrália enfrenta críticas e acusações de incoerência por parte dos vizinhos insulares:

  • Apoio pontual: O governo australiano anunciou um repasse de 2 milhões de dólares australianos (cerca de R$ 6,95 milhões) para infraestrutura em nações como Tuvalu, Kiribati, Fiji e Papua-Nova Guiné.

  • Dependência do carvão: Enquanto defende a agenda verde na COP31, o país continua ocupando o posto de segundo maior exportador mundial de carvão, um dos principais emissores de gases do efeito estufa.

Com a subida do nível do mar em ritmo recorde e projeções da ONU indicando que até 1,2 bilhão de pessoas podem ser deslocadas devido a crises ambientais até 2050, a COP31 chega pressionada a transformar promessas em compromissos reais.

Fonte das informações: AFP / Correio do Povo

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