Deslizamento de terra faz quatro famílias deixarem casas em Santa Cruz do Sul
Quatro famílias podem precisar sair de casa no bairro Navegantes, em Santa Cruz do Sul, no Vale do Rio Pardo, devido a um deslizamento de terra próximo ao rio Pardinho, causado pelo encharcamento do solo com o excesso de chuvas. A saída foi preventiva, e a Defesa Civil Municipal afirma que não há risco de desmoronamento das residências em si.
De maneira preventiva, duas famílias já saíram, outra deverá sair em breve e uma quarta ainda está decidindo, segundo o coordenador do órgão no município, Reginaldo Brito de Campos. Com a diminuição da taipa natural, aproximando a margem do rio das habitações, aumentou o risco de a água invadir o bairro em caso de nova inundação. “Algumas delas foram para as casas de parentes”, afirmou.
Outro ponto monitorado é a avenida Melvin Jones, bairro Jardim Europa, onde o encharcamento do solo provocou o deslizamento de parte do talude e a queda de uma árvore no meio da pista neste final de semana, com interdição total. Equipes da Secretaria Municipal de Serviços Públicos e o Corpo de Bombeiros auxiliaram no corte e retirada.
Segundo o coordenador, uma inspeção da engenharia da Defesa Civil constatou risco iminente de queda de mais um vegetal, além de a encosta também estar instável. Neste ponto, não houve remoção de famílias porque a área é apenas de passagem de veículos, sem residências. “Determinamos o bloqueio total até refazermos a avaliação”, salientou Campos.
Corregedor do TSE derruba suspensão e determina retorno do canal "Exército do Lula"
O corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Vilas Bôas Cueva, derrubou neste domingo (11) a decisão do presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, que havia suspendido o canal "Exército do Lula", criado no WhatsApp para postagens de apoio ao candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
No sábado (10), Cueva, relator do processo, havia pedido que o presidenciável apresentasse informações complementares, mas não determinou a suspensão do canal.
A legalidade do canal já estava judicializada. A campanha do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) ajuizou ação para cassar o mandato do deputado André Janones, criador do canal, além de solicitar a suspensão.
A decisão final será discutida pelo plenário do TSE.
Suspensão
Mais cedo, Kassio Nunes Marques determinou a suspensão do canal, que conta com mais de 3,4 milhões de pessoas, atendendo pedido da campanha de Bolsonaro, que alegou que o canal foi criado para disseminar desinformação sobre cancelamento do Bolsa Família e redução de aposentadorias.
No entendimento de Kassio, o canal replica conteúdos já considerados "inverídicos" pelo tribunal, como a afirmação de que Flávio seria favorável à retirada do título de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil e que reduziria aposentadorias se eleito.
O deputado federal reeleito André Janones (Rede-MG), criador do canal, criticou a decisão. "A censura já começou", declarou em vídeo nas redes sociais. Segundo ele, o canal foi criado para mobilizar e orientar eleitores no segundo turno, que será no dia 25, entre Flávio e Lula.
Em ato na Avenida Paulista, Lula questionou a imparcialidade de decisões contrárias à sua candidatura e disse que o PT vai acionar a Justiça contra a suspensão. "Vamos hoje entrar na Justiça com um pedido do nosso partido para que a gente equilibre esse jogo", afirmou.
Divergência
Na decisão, Cueva disse que o pedido de Flávio para derrubar o canal foi protocolado na presidência do TSE 41 minutos após sua decisão que determinou complementação de informações sobre suposta atividade ilegal.
O corregedor afirmou que a campanha de Flávio apresentou a Kassio documentos que não foram anexados no processo sob sua relatoria, incluindo dossiê de publicações, levantamento sobre circulação de vídeos e plano de conformidade da plataforma.
"Em regra, uma vez submetida determinada controvérsia à apreciação jurisdicional do órgão competente, a prudência institucional recomenda que a atuação administrativa não antecipe a solução da mesma pretensão, sob pena de comprometer a coerência das decisões e a segurança jurídica", afirmou.
Para justificar a suspensão, Kassio invocou a competência administrativa do presidente para decidir sobre o cumprimento de resolução que obriga as redes a combaterem impulsionamento ilegal de conteúdo.
Para resolver a controvérsia, Cueva enviou o caso para decisão definitiva do plenário. A data do julgamento ainda será marcada.

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