O Uruguai da minha memória é eterno
Um frango de Muslera me fez recordar Mazurkiewicz e o zero no placar, Suárez. A derrota por 1 a 0 tirou o Uruguai da Copa
Hiltor Mombach
Há um Uruguai eterno na minha memória. Não era nascido quando da tragédia do Maracanã, em 1950, quando o Brasil perdeu para os uruguaios na final da Copa. Porém, isso marca até hoje ao ver os documentários.
Cresci ouvindo sobre a garra Charrua. Fiquei fã. No meu imaginário, Uruguai era sinônimo de determinação, força e perseverança. Só o passado ajuda a explicar porque, quando vejo a Celeste em campo, tenho a convicção de que vai dar festa.
Mesmo depois de tantas decepções, fui assistir Uruguai e Espanha nesta sexta-feira com o passado implantado na memória. Mas o goleiro não era mais Mazurkiewicz. Nem havia mais o gênio de Luis Suárez. Era uma sombra do Uruguai, mas era o Uruguai, se me faço entender.
Um frango de Muslera me fez recordar Mazurkiewicz e o zero no placar, Suárez. A derrota por 1 a 0 tirou o Uruguai da Copa.
Mas, e há sempre um mas em tudo, na próxima competição terei novamente a convicção de que o Uruguai será soberano. Não adoto uma segunda seleção. Adotassse, seria o Uruguai. O Uruguai da minha memória é eterno.
Correio do Povo

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