João Saldanha e o “japonês”
Este Japão prova a tese que diz que não há mais bobo no futebol. A exportação de talentos tirou a ingenuidade da seleção
Hiltor Mombach
A primeira vez que uma seleção asiática aprontou em Copas do Mundo foi em 1966, quando a Coreia do Norte passou pela fase de grupos.
A Coreia do Sul possui o melhor resultado em Copas, um o quarto lugar obtido em 2002, em casa, com ajuda do assoprador de apito.
João Saldanha usava o termo “japonês” mais ou menos com se diz "é ele e mais 10". Não havia preconceito.
A Argentina seria "Messi e mais 10" e o Brasil "Vini e mais 10".
Significa que os demais jogadores são comuns, parecidos.
Não são, mas este é o sentido que João Saldanha pretendia dar.
Tem Brasil x Japão na segunda fase.
A seleção japonesa ocupa a 17ª posição no ranking da Fifa, na frente do Uruguai e do Equador.
Conta com 13 jogadores que estiveram na última Copa e 12 atuando nas cinco principais ligas europeias. A média de altura é de 1,81 metro.
Este Japão prova a tese que diz que não há mais bobo no futebol. A exportação de talentos tirou a ingenuidade da seleção.
O Brasil é favorito para passar? Sim.
Mas terá que ser mais do que "Vini e mais 10".
Correi odo Povo

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