Câncer de Joe Biden se agravou e atingiu ossos, diz filho do ex-presidente
O câncer que afeta Joe Biden se agravou, com metástases "nos ossos e em outras partes", afirmou Hunter Biden, filho do ex-presidente americano, em entrevista à BBC.
Biden, de 83 anos, revelou em maio de 2025, quatro meses após deixar a Casa Branca, que sofria de um câncer de próstata "agressivo", com metástases nos ossos. Após o diagnóstico, iniciou protocolo de radioterapia e tratamento hormonal.
"É muito doloroso e muito debilitante em muitos aspectos, mas ele continua aí. Ele acredita tanto neste país", disse Hunter, emocionado. "É realmente difícil e realmente triste de ver."
Biden decidiu não concorrer à reeleição em 2024, em meio a preocupações com seu estado de saúde. A vice-presidente Kamala Harris entrou na disputa em seu lugar e foi derrotada pelo republicano Donald Trump.
Plano de governo de Lula cita 31 vezes "soberania" e critica subordinação a interesses estrangeiros
Em meio à crise diplomática entre Brasil e Estados Unidos, o programa de governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, cita 31 vezes a palavra soberania e promete dar "um salto" no modelo de desenvolvimento, mantendo o arcabouço fiscal.
Apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no registro da chapa com o vice Geraldo Alckmin (PSB), o documento menciona diretamente o presidente dos EUA, Donald Trump, que impôs um tarifaço sobre produtos brasileiros, e alfineta a família Bolsonaro.
"Faremos firme oposição a qualquer tentativa de subordinar o Brasil a interesses estrangeiros ou de reduzir nosso país a uma posição de dependência geopolítica", diz um trecho. "Rejeitamos a visão daqueles que aceitam, com servilismo, a renúncia à soberania nacional em nome de alinhamentos automáticos e ideologias fracassadas", completa, em referência ao senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL.
O PT aponta que, por causa de pelo menos "três ondas" de tarifaço dos EUA, o governo foi obrigado a adotar medidas para proteger empresas.
Em um contexto de relações tensas com os EUA de Trump e a Argentina de Javier Milei, a plataforma destaca que Lula "encarna, como poucos, a defesa da soberania do Brasil e a esperança teimosa de um povo que não abre mão de seu próprio destino" e defende políticas econômicas "sem qualquer tipo de subordinação estratégica".
Com 13 eixos, o plano também anuncia investimentos nas Forças Armadas, apesar dos cortes e bloqueios no Ministério da Defesa neste ano para cumprimento de metas fiscais.
Na segurança, área mal avaliada pelo governo, o programa volta a defender a criação do Ministério da Segurança Pública, com a saída da Polícia Federal do Ministério da Justiça - proposta que constava no programa de 2022, mas não saiu do papel. Promete ainda instituir o Pacto Nacional de Execução Penal para o Enfrentamento ao Crime Organizado, sem detalhar o projeto, além do uso de câmeras corporais por policiais e controle de armas e munições.
"O compromisso do governo Lula é proteger a vida, garantir a cidadania e assegurar a presença do Estado onde a violência e o crime organizado tentam impor o medo e controlar territórios", afirma o documento.
Em meio a denúncias de irregularidades com dinheiro público a menos de três meses da eleição, a plataforma destaca o Plano de Integridade e Combate à Corrupção da Controladoria-Geral da União (CGU), mas não menciona o escândalo do Banco Master ou os desvios de aposentadorias do INSS. Prevê ainda aumento da capacidade de asfixia financeira ao crime organizado após a aprovação da Lei Antifacção.

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