Novo aciona TSE e pede cassação de Lula e Alckmin por desfile em homenagem na Sapucaí
O Partido Novo protocolou neste sábado, 8, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), uma ação que pede a cassação dos registros de candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) por suposto abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação. A sigla também requer que ambos sejam declarados inelegíveis por oito anos.
A acusação se baseia no desfile da Acadêmicos de Niterói, realizado em 15 de fevereiro, na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro, com enredo em homenagem a Lula que apresentou a trajetória política do presidente. A ação foi apresentada no mesmo dia do registro da chapa Lula-Alckmin na Justiça Eleitoral.
O presidente assistiu ao desfile em camarote na Sapucaí, ao lado da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, que desistiu de desfilar. O Palácio do Planalto havia orientado ministros a não participarem para evitar contestações no TSE.
Na ação, o Novo, partido do também candidato à Presidência Romeu Zema, sustenta que o desfile funcionou como peça de promoção eleitoral financiada com pelo menos R$ 9,65 milhões em recursos públicos, sendo R$ 4 milhões da prefeitura de Niterói, R$ 2,15 milhões da prefeitura do Rio, R$ 2,5 milhões do governo estadual e R$ 1 milhão da Embratur.
O partido argumenta que os instrumentos dos repasses foram formalizados depois do anúncio do enredo, em julho de 2025, e cita como indícios de finalidade eleitoral referências a programas dos governos Lula, críticas a adversários e a transmissão do desfile em TV aberta e plataformas digitais.
Durante o desfile, a ala "Família em conserva" fez alusões à família do ex-presidente Jair Bolsonaro, ao agronegócio e ao bloco conservador do Congresso, gerando indignação entre grupos evangélicos. A Acadêmicos de Niterói acabou rebaixada.
A ação é uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), instrumento para apurar condutas que comprometem a legitimidade das eleições. O primeiro passo caberá ao relator, ministro Antonio Carlos Ferreira, corregedor-geral eleitoral, que analisará a petição e poderá notificar Lula e Alckmin para defesa.
O Novo pede oitiva de três testemunhas e requisição de documentos da Presidência, Embratur, Riotur, Liga Independente das Escolas de Samba, entre outros.
Após coleta de provas e manifestação do Ministério Público Eleitoral, o mérito será julgado pelo plenário do TSE. Para condenação, o tribunal terá de reconhecer as condutas e sua gravidade para afetar a legitimidade e a igualdade da disputa. A legislação permite julgamento após o resultado. Se procedente, o TSE poderá cassar registros antes da eleição ou diplomas, caso a chapa seja eleita, além de declarar inelegibilidade por oito anos.
O Novo já havia recorrido ao TSE antes do carnaval para tentar impedir o desfile, mas em 12 de fevereiro o tribunal rejeitou por unanimidade a liminar, entendendo que não seria possível reconhecer preventivamente abuso nem restringir apresentação ainda não realizada. Na ocasião, a então presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia, ressaltou que eventuais ilícitos poderiam ser examinados depois.
Após o desfile, o PL, partido do também candidato Flávio Bolsonaro, também pediu apuração sobre o financiamento público da homenagem. Fora da Justiça Eleitoral, o Tribunal de Contas da União (TCU) apura a participação de servidores públicos no desfile e os repasses da Embratur à escola, em processo relatado pelo ministro Augusto Nardes.
Coritiba vence Chapecoense por 2 a 1 e encerra jejum após a Copa do Mundo
Depois de quatro jogos e pouco mais de dois meses sem vencer, o Coritiba se reencontrou com a vitória. No Couto Pereira, fez o dever de casa e bateu a lanterna Chapecoense por 2 a 1, neste sábado, pela 22ª rodada do Brasileirão.
Com gols de Tiago Cóser e Pedro Rocha, foi a primeira vitória do Coritiba após a pausa para a Copa do Mundo. O time chegou a 30 pontos e entrou na primeira página da tabela, próximo da zona de classificação para a pré-Libertadores.
A Chapecoense não vence desde a primeira rodada, quando bateu o Santos. De lá para cá, foram 13 derrotas e sete empates, com apenas 10 pontos na última colocação, caminhando para a Série B de 2027.
O Coritiba agora tem semana cheia para enfrentar o São Paulo, no próximo sábado, às 21h, no Morumbis. A Chapecoense joga no domingo, às 11h, contra o Bahia, na Arena Condá.
O duelo começou morno. O Coxa tinha mais posse, mas sem efetividade, tentando o jogo aéreo sem perigo. A Chapecoense era inoperante e quase não passava do meio. Após os 30 minutos, a bola parada abriu o placar: Josué cobrou escanteio e Tiago Cóser cabeceou para fazer 1 a 0.
O gol deu tranquilidade, mas Josué, principal armador, saiu lesionado. Na reta final do primeiro tempo, Jacy chegou a ampliar de cabeça, mas ao comemorar e pular a placa caiu nas escadas do vestiário. O gol foi anulado por impedimento.
No segundo tempo, mais problemas físicos: Ocampo, que entrou no lugar de Josué, e Jacy também se lesionaram. A entrada de Vini Paulista deu velocidade nos contra-ataques e quase marcou, carimbando a trave.
A Chapecoense seguiu sem perigo até organizar a primeira boa jogada, com gol de Rubens anulado por impedimento. O lance animou os catarinenses, que passaram a ter mais posse. Kevin Ramírez levou perigo de cabeça.
Quando estava encurralado, o Coritiba reagiu em contra-ataque: Lavega cruzou rasteiro e Pedro Rocha ampliou aos 37 minutos. Nos acréscimos, Kevin Ramírez descontou, mas já era tarde.
Em clássico com golaço, Botafogo e Fluminense empatam por 1 a 1 no Nilton Santos
Com direito a golaço e quase golaços, Botafogo e Fluminense empataram por 1 a 1 na noite deste sábado, no Nilton Santos, pela 22ª rodada do Brasileirão, diante de quase 24 mil torcedores.
O Botafogo abriu o placar com uma pintura de Alex Telles, de falta, ainda no primeiro tempo. O Fluminense empatou no segundo tempo com Ignácio, de cabeça. O Fluminense quase marcou dois golaços com Otávio e Soteldo, e o Botafogo quase fez outro com Barrera, parado por Fábio.
O Botafogo está há quatro jogos sem perder, com duas vitórias e dois empates, e tem 30 pontos, em sétimo lugar. O Fluminense é quarto com 35 pontos, mas não vence há seis jogos, com cinco empates seguidos, e vinha pressionado após a eliminação na Copa do Brasil para o Vasco no meio da semana.
O jogo começou truncado. Otávio quase abriu o placar em chute de longe que passou perto do ângulo. O Botafogo respondeu com Arthur Cabral, que chutou rasteiro de fora da área e parou em Fábio. Soteldo também arriscou de fora, levando perigo.
Aos 43 minutos, Alex Telles cobrou falta da intermediária, um pouco pela esquerda, forte no alto. A bola bateu no travessão antes de entrar: 1 a 0.
No segundo tempo, o Fluminense pressionou e empatou. Serna cruzou da esquerda, da linha de fundo, na segunda trave, e Ignácio cabeceou firme no canto oposto, com bola na trave antes de entrar.
O Tricolor quase virou com Nonato, que chutou forte na área e a bola explodiu na cabeça de Warleson, e em cabeçada de Serna defendida por Fábio. A resposta alvinegra veio com Barrera, que chutou colocado de fora da área e exigiu grande defesa de Fábio.
Os times agora focam nas competições internacionais. Na terça, às 19h, o Fluminense recebe o Independiente Rivadavia, da Argentina, pela Libertadores. Na quinta, às 21h30, o Botafogo visita o Cienciano, do Peru, pela Sul-Americana. No Brasileirão, o Fluminense recebe o líder Palmeiras no sábado, às 16h30, no Maracanã, e o Botafogo visita o Vitória no domingo (16), às 18h30, no Barradão.

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