Villagra e Alerrandro viram modelo para a estratégia de reforços do Inter no segundo semestre
Contratados por empréstimo após perderem espaço no futebol russo, dupla confirma aposta da direção e serve de referência para futuras investidas no mercado
As trajetórias de Rodrigo Villagra e Alerrandro no Inter ajudam a explicar o perfil de contratações adotado pela direção colorada nos últimos meses. E também servem como inspiração e modelo para as negociações que serão feitas na janela do meio do ano. Ambos chegaram a Porto Alegre em busca de retomada na carreira após perderem espaço no futebol russo e, até o momento, correspondem às expectativas criadas quando desembarcaram no Beira-Rio.
Os dois atletas já haviam demonstrado potencial em momentos anteriores de suas carreiras, mas encontravam dificuldades para conquistar sequência no CSKA, da Rússia. Diante desse cenário, aceitaram a oportunidade de defender o Inter e ganhar minutos em campo. A aposta dos dirigentes, por sua vez, era recuperar jogadores com capacidade de entregar rendimento imediato sem exigir um investimento elevado em um primeiro momento.
O modelo de negócio adotado nos dois casos foi semelhante. O Inter acertou empréstimos por um ano com cláusulas de compra obrigatória vinculadas ao cumprimento de metas esportivas. No caso de Villagra, a aquisição definitiva será acionada se ele participar de pelo menos 60% das partidas do Inter na temporada. Já Alerrandro, além do mesmo percentual de jogos, precisa marcar ao menos 15 gols.
Até agora, o volante é quem está mais próximo de garantir sua permanência. Para trazê-lo, o Inter desembolsou apenas US$ 400 mil pelo empréstimo. Caso a cláusula seja confirmada, terá de investir mais US$ 4,6 milhões para adquirir seus direitos econômicos em definitivo.
A situação de Alerrandro é diferente, mas também promissora. Mesmo sem ser titular em boa parte da temporada, o centroavante soma quatro gols e quatro assistências em 23 partidas. Embora ainda esteja distante da meta estabelecida para a compra obrigatória, o desempenho é considerado satisfatório internamente.
O custo para mantê-lo, contudo, será ainda mais elevado. Se alcançar os objetivos previstos no acordo, o Inter precisará desembolsar US$ 6,5 milhões ao CSKA. O valor colocaria o atacante entre as contratações mais caras da história do clube.
Se, por um lado, Villagra e Alerrandro representam exemplos bem-sucedidos da estratégia colorada de buscar atletas em busca de recuperação, por outro criam uma preocupação para o futuro próximo. Caso ambos atinjam as metas estabelecidas, a direção terá de encontrar recursos para viabilizar investimentos que, somados, ultrapassam os US$ 11 milhões. Mesmo que os pagamentos possam ser parcelados, a necessidade de cumprir esses compromissos financeiros promete ser um dos principais desafios do Inter no planejamento para a próxima temporada.
Correio do Povo

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