MPRS investiga fraude milionária em coleta de lixo em 15 cidades do RS
Uma operação do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) mira um grupo empresarial familiar suspeito de fraudar licitações e contratos de coleta de lixo em 15 municípios gaúchos. A investigação aponta prejuízo milionário aos cofres públicos.
Como o esquema funcionava
A apuração do MPRS identificou três principais artifícios usados pelo grupo:
Simulação de concorrência: Empresas do mesmo núcleo familiar disputavam as mesmas licitações para forjar competição entre elas.
Fraude nos serviços: O esquema envolvia cobrança em duplicidade, pesagem repetida de caminhões e faturamento por "lixo fantasma" — serviços que eram cobrados mas não foram executados.
Dispensas emergenciais: Contratações sem licitação eram feitas com base em situações de emergência usadas de forma recorrente e sem justificativa.
Cidades envolvidas
Estão sob investigação contratos firmados com as prefeituras de: Rosário do Sul, Santo Antônio da Patrulha, Torres, Rolante, Terra de Areia, Bom Jesus, Nova Santa Rita, Caraá, São Leopoldo, Três Forquilhas, Bom Princípio, Novo Hamburgo, Silveira Martins, Nova Hartz e Xangri-Lá.
Atenção ao estado
O caso ocorreu no Rio Grande do Sul, não no Espírito Santo. Se você busca operações do Ministério Público do Espírito Santo (MPES) sobre contratos de lixo, as maiores investigações recentes no ES foram em Linhares e São Mateus, em 2022, e na Serra e em Vitória, em 2017.
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