ABPA espera reverter veto de bloco europeu à carnes exportadas pelo Brasil
UE não está questionando padrões sanitários brasileiros, mas aguardando esclarecimentos, destaca entidade
Após a confirmação, pela União Europeia, do veto à importação de carnes do Brasil a partir de 3 de setembro, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou neste sábado (6) que acompanha o caso “com atenção” e atua com o governo brasileiro para prestar os esclarecimentos solicitados pelas autoridades europeias. A expectativa da entidade é reverter a decisão, que, além de bovinos, atinge equídeos, aves, peixes, mel e tripas.
Os países europeus exigem que o Brasil dê garantias adicionais do cumprimento das normas quanto ao uso de antimicrobianos nas criações. Na prática, produtores e indústria precisam assegurar que não usam os produtos especificados, e o governo, por sua vez, deve garantir que fiscaliza o setor privado e que este cumpre as norma
Em maio, a UE já havia retirado o Brasil de uma lista de países aptos a realizar a exportação desses produtos, posição que foi ratificada na sexta-feira em um documento publicado no jornal oficial do bloco. Segundo as autoridades europeias, o Brasil não apresentou as informações garantindo que medidas sanitárias eficazes foram implementadas.
“É importante esclarecer que a medida não decorre de qualquer questionamento sanitário, não conformidade ou problema identificado em relação ao uso de antimicrobianos na produção animal brasileira”, disse a ABPA, em nota.
No comunicado, a entidade destaca que o Brasil possui um dos mais robustos sistemas de controle sanitário e de produção animal do mundo, com atuação integrada entre o setor produtivo e o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).
“A entidade seguirá colaborando com as autoridades nacionais e acompanhando as tratativas em curso, confiante de que o diálogo técnico e a apresentação das informações necessárias contribuirão para o adequado reconhecimento dos mecanismos brasileiros de fiscalização”, afirmou.
Correio do Povo

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