Brasil ganha mais de 2 milhões de eleitores entre 16 e 18 anos em 2022

 


O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Luiz Edson Fachin, informou nesta quinta-feira (5) que o Brasil ganhou 2.042.817 novos eleitores na faixa etária de 16 a 18 anos neste ano. O prazo para pedir a primeira via do título ou regularizar o documento a tempo de votar nas eleições de outubro terminou na última quarta (4).

O número representa um aumento de 47,2% em relação a 2018 e de 57,4% na comparação com os quatro primeiros meses de 2014. “No dia 2 de outubro, esses jovens novos eleitores poderão comparecer às urnas para exercer o nobre e digno direito do voto”, declarou Fachin, ao dizer que os dados são “animadores” na abertura da sessão do TSE.

Na avaliação do presidente do TSE, a juventude brasileira foi convocada a participar das eleições, e “a resposta foi impressionante”. “Desta vez, o que vimos foi a sociedade brasileira mobilizada pela democracia. Dos 18 aos 80, ninguém disse ‘não’, ninguém abdicou”, afirmou.

Fachin acrescentou que a Justiça Eleitoral “não medirá esforços” para realizar eleições limpas e transparentes. “A Justiça Eleitoral, senhoras e senhores, não medirá esforços para realizar eleições limpas, transparentes, com paz e segurança, e diplomar os eleitos”, declarou o ministro.

Segundo ele, a mobilização social para garantir a filiação de jovens neste ano “superou todos os recordes” da Justiça Brasileira em 90 anos. “Os números são reflexo da mobilização encabeçada pelo TSE durante a semana do jovem eleitor, entre 14 e 18 de março e que teve adesão espontânea dos partidos, da sociedade civil e de toda a sociedade brasileira a este movimento. O engajamento da sociedade foi refletida em números”, acrescentou o presidente do TSE.

O Sul

Com viagem de Bolsonaro, presidente do Senado assume a Presidência da República

 


O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), assume a Presidência da República nesta sexta-feira (06). Com as viagens de Jair Bolsonaro, do vice-presidente Hamilton Mourão e do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), o comando da nação recai sobre o presidente do Senado, terceiro na linha de sucessão presidencial.

“Fui comunicado pela Casa Civil, também pelo GSI [Gabinete de Segurança Institucional], a respeito da viagem do senhor presidente da República à Guiana. E aí, naturalmente, nessa linha sucessória, também com viagens internacionais do vice-presidente [da República] e do presidente da Câmara, Arthur Lira, cabe ao presidente do Senado fazê-lo. E assim será feito pela presidência do Senado”, disse Pacheco.

Segundo ele, não está prevista a assinatura de nenhum ato ou medida. Será apenas “o cumprimento de uma obrigação constitucional”. Bolsonaro embarca para a Guiana, Mourão para o Uruguai e Lira para os Estados Unidos.

Na Guiana, Bolsonaro se reúne com o presidente do país, Mohamed Irfaan Ali, para discutir a atualização da tabela de produtos com benefícios tarifários para a importação. Também será tratada a implementação de uma rede de fibra ótica para conexão de internet de Georgetown até Boa Vista (RR). O retorno de Bolsonaro ao Brasil está previsto para a noite desta sexta.

O Sul

Porto Alegre: uma cidade infestada de cães, por Lúcio Machado Borges*

 




Vejo muitas pessoas e a mídia também se preocuparem com o coronavírus e com a dengue. No entanto, não vejo se preocupar com o excesso de cães que existem em Porto Alegre.

            Em algumas residências chega a ter dois ou três cães. A maior parte da população de Porto Alegre é lobotomizada e muitas vezes trata o cachorro como se fosse um membro da família. Sei que isso é modismo, um “efeito manada”, mas mesmo assim é um absurdo.

            É muito comum as pessoas terem que andar pelo meio da rua porque há uma pessoa circulando pela calçada com dois ou três cães. O pior é que o dono nem “encurta” a corda para que as demais pessoas possam transitar pela calçada.

            A maior parte das calçadas da cidade estão sujas com fezes desses animais porque muitos não recolhem os desejos desses animais após o passeio.

            Outro grave problema que eu vejo é o barulho, a poluição sonora. Em vários condomínios é muito comum as pessoas saírem para alguma atividade na rua e o cão fica latindo. uivando e importunando os demais moradores do prédio, enquanto que o dono do animal não retorna para casa.




            Outra coisa que eu acho bem desagradável e posso citar a travessa Paraíso, no bairro Santa Tereza, devido ao excesso de cães, alguns latem simplesmente por nada. Outros latem quando veem alguma pessoa passeando com o seu cãozinho de estimação. Outros latem porque escutam um carro passar ou simplesmente porque enxergam um gato passeando na rua. O barulho excessivo feito por esses cães muitas vezes perturba o sono e o sossego de pessoas enfermas, de crianças e idosos.

            É preciso medidas urgentes para conter o excesso de cães em Porto Alegre. A capital gaúcha é recordista em animais por habitante, sem falar que isso representa um sério problema de zoonoses.

*Editor do site RS Notícias

“Lucro da Petrobras é um estupro”, diz Bolsonaro

 


A Petrobras informou nesta quinta-feira (5) que registrou lucro líquido de R$ 44,561 bilhões no primeiro trimestre. O resultado foi 3.718,4% maior do que apurado no mesmo período do ano passado, quando a estatal reportou ganhos de R$ 1,167 bilhão.

Trate-se do maior lucro já divulgado por um empresa de capital aberto para o primeiro trimestre, segundo um levantamento elaborado por Einar Rivero com a plataforma da TC/Economatia.

“Este resultado financeiro deve-se ao fato de termos agora uma Petrobras saneada, que reduziu os encargos com pagamento de dívida, investe com responsabilidade e opera com eficiência”, afirmou Mauro Coelho, em comunicado divulgado pela estatal.

Durante uma live nesta quinta, Bolsonaro afirmou que os lucros registrados pela Petrobras são “um estupro” e pediu que a estatal “não suba os preços dos combustíveis”.

Em abril, Bolsonaro demitiu o general Joaquim Silva e Luna do comando da estatal em meio aos reajustes dos preços dos combustíveis. Ele foi substituído por José Mauro Coelho.

O resultado também superou as projeções de analistas consultados em pesquisa da Refinitiv, que indicavam R$ 43,48 bilhões.

No primeiro trimestre deste ano, o lucro da estatal antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda ajustado) foi de R$ 77,710 bilhões, um crescimento de 58,8% na comparação com os três primeiros meses do ano passado. Em relação ao último trimestre de 2021, a alta foi de 23,5%.

O desempenho nos primeiros três meses foi impulsionado pela alta do preço do petróleo, aumento da produção e valorização do real em relação ao dólar. Com a guerra entre Ucrânia e Rússia, os preços do petróleo atingiram patamares recordes neste início de ano – o barril do Brent chegou a rondar a casa dos US$ 140.

A média do preço do barril do tipo Brent no trimestre foi de US$ 101, patamar que não ocorria desde o primeiro trimestre de 2014, quando a média do preço do barril foi de US$ 108, segundo a estatal.

Receita em alta; dívida em queda

Nos primeiros três meses do ano, a Petrobras registrou receita líquida de R$ 141,641 bilhões, um avanço de 64,4% ante o primeiro trimestre de 2021 e de 5,6% em relação ao último trimestre do ano passado.

Entre o primeiro trimestre de 2021 e de 2022, a dívida bruta da companhia recuou de US$ 70,966 bilhões para US$ 58,554 bilhões. No mesmo período, a dívida líquida caiu de US$ de 58,424 bilhões para US$ 40,072 bilhões.

Dividendos

Nesta quinta-feira, o conselho de administração da Petrobras aprovou a distribuição de dividendos no valor de 3,715490 reais por ação preferencial e ordinária em circulação, somando R$ 48,5 bilhões.

O Sul

Gasolina pode ficar 12% mais cara com novo reajuste da Petrobras

 


A Associação Brasileira de Importadores de Combustíveis (Abicom) prevê que a Petrobras deverá reajustar o preço dos combustíveis em breve, segundo divulgado pelo Correio Brasiliense.

A projeção é de que haja um reajuste de 12% no preço da gasolina e de 24% no diesel, que corresponderiam à diferença entre os preços praticados no mercado brasileiro e externo.

Vale destacar que a Petrobras está há quase dois meses sem reajustes nos preços dos combustíveis.

O presidente da Abicom, Sérgio Araújo, explicou que: “o mercado espera ações da Petrobras alinhadas com seu discurso de necessidade de preços alinhados ao mercado, para evitar desabastecimento e dar segurança para que sejam realizados os investimentos necessários”.

O preço médio do litro da gasolina comum praticado no Brasil é de R$ 7,283, já do óleo diesel é de R$ 6,610, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), referente a semana de 24 a 30 de abril.

Mundo

Quando o assunto é gasolina cara, o Brasil ocupa a 3º posição em uma lista de 29 países mais a zona do euro, segundo cálculos da Oxford Economics divulgados pelo jornal Valor. A pesquisa leva em consideração o poder de compra dos cidadãos e o valor do litro do combustível.

Segundo os economistas, em 6 anos o preço da gasolina disparou 57% e tende a subir ainda mais se a Petrobras decidir seguir com a política de paridade internacional.

O preço de um litro de gasolina comum equivale a 9% do salário médio diário no Brasil, empatando com o Paquistão e atrás apenas de Filipinas (19%) e Indonésia (13%), de acordo com Marcos Casarin, economista-chefe para América Latina, e Felipe Camargo, economista-sênior para a região.

O custo do combustível no Brasil é maior do que em outros pares latino-americanos e emergentes, como México (7%), Turquia (5%), Chile (3%), Rússia (3%), África do Sul (2%) e Colômbia (1%), e também do que na China (6%) e na zona do euro (2%).

Desde outubro de 2016, a Petrobras adota a política de Preços de Paridade de Importação (PPI), que vincula o preço dos derivados de petróleo ao mercado internacional. Após cinco anos da mudança, o combustível no Brasil concentra a maior alta da história, superando a inflação em mais de 30%.

Os economistas lembram que antes disso a empresa mantinha um regime de “flutuação suja” dos preços dos combustíveis, que visava suavizar os repasses aos consumidores.

“Como resultado [do PPI], o combustível agora representa uma parcela maior dos orçamentos das famílias do que qualquer país comparável no mundo, exceto a Indonésia e as Filipinas”, afirmam. “Os custos mais altos de combustível espremeram outros gastos, a ponto de o brasileiro médio agora gastar mais em transporte do que em alimentação ou aluguel.”

O Sul

Juros altos tornam ainda mais desvantajoso recorrer ao crédito rotativo do cartão e ao cheque especial

 


Os juros altos também tornam ainda mais desvantajoso recorrer ao cheque especial e ao pagamento mínimo da fatura do cartão de crédito.

O que leva muita gente a se endividar usando o cartão de crédito ou o cheque especial é uma certa facilidade. Basta usar o limite que o banco oferece ou pagar uma parcela mínima do cartão e empurrar o saldo devedor paro mês seguinte. Mas essa comodidade esconde uma armadilha: as taxas de juros mais altas do mercado. A do crédito rotativo do cartão chegou a 355% ao ano, em média, no mês de fevereiro. É a taxa mais alta desde novembro de 2017.

Apesar dos juros estratosféricos, o volume de operações com crédito rotativo cresceu quase 10% de janeiro a fevereiro, de acordo com o Banco Central.

Os juros do cheque especial não eram tão altos desde janeiro de 2020: 132,6% ao ano; reflexo do aumento da taxa básica de juros da economia, usada para controlar a inflação.

“Além do aumento de preços nos supermercados que a gente tem vivenciado, aumento da conta de luz e todos os gastos que doem no bolso do brasileiro, a gente também vem vendo um encarecimento dos mecanismos de crédito da população”, afirma Gabriela Chaves, economista da NoFront.

O conselho dos economistas é renegociar e substituir as dívidas com juros mais altos por empréstimos com as menores taxas.

“Existem outras formas de tomada de crédito que oferecem taxas mais atrativas, como, por exemplo, crédito consignado, o empréstimo pessoal, empréstimo com garantias. Mas essas modalidades de endividamento também devem ser observadas com muita cautela, porque elas requerem o pagamento na data correta e, em um momento de instabilidade econômica, as pessoas devem evitar fazer dívidas de longo prazo”, explica Gabriela.

Procura por crédito

Segundo o levantamento de uma empresa especializada no setor, a demanda por crédito no primeiro trimestre de 2022 aumentou 4,2% em relação ao último trimestre do ano passado. Na comparação de março deste ano, com março de 2021, o aumento foi de 6,8%

O levantamento dividiu a demanda de crédito em dois tipos: os financeiros, aqueles que são solicitados diretamente aos bancos, e os não financeiros — que podem ser obtidos em lojas do varejo, por exemplo.

O aumento é maior nas linhas de financiamento mais arriscadas, como o cheque especial e o cartão de crédito. Justamente as que têm os juros mais altos.

Depois de uma alta tão acentuada por crédito, especialistas acreditam que os juros elevados devem fazer o interesse do consumidor diminuir.

“A pressão dos preços está comendo parte da renda real está caindo, juros estão subindo, o mercado de trabalho ainda está patinando um pouco e isso deve levar a um crescimento menor do consumo e também do crédito em 2022”, explica o economista Flávio Calife.

O Sul

Escorredor de Pratos Duplo 20 Pratos - Montado Porta Talher Em Aço Inox - Mak Inox

 


Bonito e resistente, o escorredor de Inox é um material de fácil conservação. Devido às suas características, o aço inox não descasca, não escurece com o tempo e não requer técnicas complicadas para ser mantido sempre bonito. A resistência do aço inox permite sua utilização em temperaturas baixas e altas.


Composição:

1 Bandeja para pratos superior

1 Bandeja para copos inferior

2 Laterais em aço Inox

1 Porta talheres em inox


Dimensões:

Altura: 30cm

Comprimento: 51cm

Largura: 27cm

Material: Aço Inox

Link: https://www.magazinevoce.com.br/magazinelucioborges/escorredor-de-pratos-duplo-20-pratos-montado-porta-talher-em-aco-inox-mak-inox/p/gb3a1fg1ad/UD/ESPT/?campaign_email_id=3441&utm_campaign=email_040522_qua&utm_medium=email&utm_source=magazinevoce&utm_content=produto-gb3a1fg1ad

Preços dos planos de saúde disparam, e empresas vão à Justiça contra operadoras para impedir reajustes

 


Diante da previsão de aumentos recordes nas mensalidades de planos de saúde no país este ano, a queda de braço entre empresas e operadoras nas negociações de reajustes de contratos coletivos já foi parar na Justiça. Uma companhia paulista do ramo alimentício, com 129 funcionários, por exemplo, obteve no Judiciário a redução do percentual proposto de 87,97% para 8,46%.

Já uma empresa paulistana de tecnologia, com 369 empregados, busca reduzir na Justiça o aumento de 61,65% imposto pela operadora.

Os percentuais de reajustes também assustam usuários de planos coletivos para pequenas empresas e de adesão, com menos de 30 beneficiários. Os índices alcançam quase 20%.

Para planos com esse limite de participantes, cada operadora aplica um reajuste único, definido a partir da análise de risco de seus contratos com as mesmas características.

O percentual é divulgado em maio para aplicação no aniversário do contrato, como prevê a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Nesses contratos, mostra relatório do BTG Pactual, a Hapvida anunciou reajuste de 16,2%, um recorde para a operadora. Já o Grupo NotreDame Intermédica terá aumento de 18,43%; a SulAmérica, de 19,4%, o Bradesco, de 19,25%.

Com a alta da inflação de mais de 11% em 12 meses, diz o banco, e o reajuste recorde previsto para planos individuais este ano – de 16,2% pela previsão do BTG –, o aumento de preço de dois dígitos deverá atingir todos os segmentos de planos de saúde.

Mariana Dias Lucon, diretora da Mercer Marsh Benefícios (MMB), pontua que, em 2021, o reajuste das operadoras para planos corporativos para médias e grandes empresas, ficou em torno de 10% a 12%. Este ano, as companhias têm falado em alta de 14% a 15%, diz ela:

“Em 2021, houve uma explosão da inflação médica em razão da retomada pós-pandemia, não apenas pelas pessoas colocarem exames em dia, mas pelo adiamento da prevenção ter demandado também procedimentos mais caros. A demanda represada veio com muita força. Este ano, a tendência é de normalização dessa inflação, voltando a patamares de 2018/2019.”

Um levantamento feito pela MMB sobre a inflação médica de três milhões de usuários de planos empresariais na carteira da consultoria, aponta expectativa de um índice de 13,5% para este ano, pouco abaixo do registrado em 2019, que foi de 14,9%.

No ano passado, a Variação do Custo Médico Hospitalar (VCMH), a chamada inflação da saúde, bateu em 22,59%, após retração de 2,1% no primeiro ano de pandemia.

Pequenas empresas e grupos de adesão têm ainda mais dificuldade para negociar. Para fugir de um aumento de 80% no plano de saúde do filho este mês, num plano por adesão, a paulistana Vanessa Santos, de 36 anos, aceitou trocar de plano dentro da mesma operadora, a Central Nacional Unimed (CNU). O contrato para o qual o rapaz de 15 anos foi migrado, porém, tem reajuste anual em setembro:

“Após reclamar à Qualicorp (administradora de benefícios), ameaçar ir à Justiça, me ofereceram um contrato com mensalidade menor da mesma operadora. Agora vou aguardar o reajuste de setembro, espero não ter só adiado o problema. Aumento de 80% é abusivo”, queixa-se ela.

Esse aumento foi alvo de notificação do Procon-SP à Qualicorp e à CNU pedindo esclarecimentos. Ao jornal O Globo, a Qualicorp diz que o reajuste em questão foi pontual e representa cerca de 0,5% do total de seus clientes, e que a média de aumento dos contratos da CNU ficou entre 6% e 12%.

A operadora informou estar prestando esclarecimentos ao Procon e que a administradora também terá de se explicar ao órgão, já que parte do percentual diz respeito à remuneração da Qualicorp.

Segundo o advogado Rafael Robba, especialista em saúde do escritório Vilhena e Silva, porém, mesmo para as grandes empresas a negociação está desequilibrada:

“Para reduzir o aumento, algumas operadoras querem impor às empresas cláusula de fidelidade de 24 meses, com multa por rompimento de contrato. Com isso, o único caminho acaba sendo a Justiça.”

Na empresa paulista que obteve sentença reduzindo de 87,97% para 8,46% o reajuste, um executivo que pediu para não ser identificado diz que a cláusula de fidelidade não permitiu a troca de operadora: “A multa era alta, tentamos negociar o aumento, mas dessa vez não sucumbimos à fidelização e fomos à Justiça.”

Mariana, da Mercer Marsh Benefícios, sublinha que o índice ao fim das negociações depende de vários fatores: “O reajuste definido no fim passa pela questão comercial, pela importância de uma marca ou empresa na carteira da operadora. Às vezes, ela precisa do cliente porque tem de ter demanda para pagar sua rede na região ou avalia participação de mercado. Pode ainda dar um desconto e pedir fidelização. Tudo vai na balança.”

Para Leonardo Giusti, sócio da KPMG, a judicialização pesa para as operadoras. E o ponto não é “bater” no aumento do custo, mas investir nas ações para gestão e controle do uso do plano de saúde em contratos empresariais:

“Falta às operadoras incentivo para gerir, pois no fim, se precisar, acertam com a contratante. As empresas clientes perceberam que têm de fazer a gestão de suas populações, monitorar crônicos, investir em prevenção.”

A ANS disse que, apesar de não haver limite regulatório para o reajuste dos contratos coletivos, no caso de aumentos atípicos as operadoras são oficiadas a prestar esclarecimento. As informações são do jornal O Globo.

O Sul

Serviços de saúde, segurança e transporte são reforçados para o Carnaval de Porto Alegre, desta sexta-feira até domingo

 


Uma série de serviços nas áreas de saúde, segurança e transporte serão reforçados pela prefeitura de Porto Alegre para o Desfile de Carnaval, que reunirá as Escolas de Samba no Porto Seco (Zona Norte) entre esta sexta-feira (6) e domingo (8). O evento é realizado fora de época devido à pandemia de coronavírus, a exemplo de outras cidades brasileiras.

O Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU) já realizou um mutirão nas proximidades do complexo cultural. Saldo: aproximadamente 250 toneladas de entulho e outros materiais recolhidos no local e arredores.

Já a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) terá uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) avançada, das 18h às 8h. São três médicos, dois enfermeiros e quatro técnicos de enfermagem. Também serão disponibilizadas  duas ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgências (Samu).

Além da prontidão para eventuais ocorrências, uma unidade móvel oferecerá vacinas contra gripe e covid, testes rápidos de HIV, sífilis e hepatite C. Outro serviço é o fornecimento de informações sobre saúde, nutrição, atividades físicas e prevenção à dengue.

A SMS também contará com uma equipe volante que percorrerá diferentes espaços do Complexo Cultural, distribuindo preservativos e materiais informativos aos foliões.

No que se refere à segurança pública, a Guarda Municipal estará presente junto com a Brigada Militar. Ao todo, 30 agentes da corporação estarão no sambódromo, em 15 viaturas. Além de monitorar o público em geral, as guarnições também estarão a postos para prestar apoio a fiscais municipais e agentes de trânsito.

Transporte

Para facilitar o acesso do público, a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) informa no site prefeitura.poa.br as linhas de ônibus que atendem a região. A localização dos terminais e outros detalhes podem ser conferidos no site prefeitura.poa.br.

As tabelas horárias estão disponíveis no site da EPTC e a localização em tempo real pode ser acessada na função GPS do aplicativo “Tri” (Cittamobi). Confira, a seguir, as linhas de ônibus que atendem a região:

– E10/E10.1 Restinga Carnaval (via Lomba): saída do terminal da Restinga Nova até o Porto Seco. Retorno no final dos desfiles com veículos à disposição conforme a demanda no local.

– T6.1 Transversal 6 Carnaval: atendimento a partir das 19h. No final, viagens direto ao Centro, com saídas conforme a demanda, com veículos articulados.

– 633 Costa e Silva: ativação como reforço à linha 633.3, com viagens dia 6 das 23h15min às 5h45min e dia 7 das 20h15min às 5h45min, além do dia 8 das 19h15min à 1h45min.

– B02 Leopoldina Aeroporto: tabela normal com acréscimo de viagem no final da operação para atendimento aos usuários do Trensurb. Viagens extras no dia 6 (22h40min / 23h30min), dia 7 (5h / 21h30min / 22h30min / 23h30min) e dia 8 (5h30min /21h30min / 22h30min).

– E33 Centro/Evento (via Assis Brasil): deslocamento do Centro para o evento a partir das 19h nos dias 6 e 7 e a partir das 17h no dia 8. Haverá veículos à disposição após o evento.

O Sul

Mulheres são 53% do eleitorado brasileiro; diferença para homens é recorde

 


A cada quatro anos, as brasileiras se consolidam cada vez mais como a maioria do eleitorado brasileiro. E a diferença entre as quantidades de títulos delas e dos homens nunca foi tão grande quanto neste ano. Em março, período com dados mais atualizados disponíveis, as mulheres possuíam 78,4 milhões de títulos – 8,5 milhões mais do que os homens (69,8 milhões). É o que aponta um levantamento feito com base em dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O tribunal deve divulgar um balanço com números de novos títulos atualizados até as 23h59 da quarta-feira (4), prazo final para o eleitor regularizar a sua situação perante a Justiça Eleitoral a tempo de participar das eleições deste ano, em outubro.

De acordo com os números consolidados até o fim de março, as mulheres representavam 53% do eleitorado apto a votar; os homens são 47%. Essa diferença de seis pontos percentuais tem crescido a cada eleição presidencial.

Entre os grupos para quem o voto é, por lei, facultativo, isto é, pessoas das faixas etárias de 16 a 17 anos e acima dos 70 anos, essa discrepância é ainda mais acentuada: as mulheres são 56% e os homens, 44% do eleitorado.

Na avaliação da cientista política Marjorie Corrêa Marona, professora de Ciência Política da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), uma série de fatores pode estar por trás da maior participação das mulheres jovens no processo eleitoral.

“De um modo geral, as mulheres são mais afetadas pelas crises econômicas, pelas desigualdades sociais, pela violência. Pegando a série histórica, o que a gente vai observar é que, de fato, a gente tenha indicadores de que isso possa ser uma reação a um cenário mais desfavorável às mulheres.”

De acordo com a especialista, tal processo se acentuou durante a pandemia do novo coronavírus. “Particularmente, vale lembrar que a pandemia reforçou esses processos de exclusão, de desestruturação. São as mulheres que veem o preço da comida no supermercado, então, elas são mais afetadas pela inflação. As políticas de isolamento social acabaram elevando os dados relativos à violência doméstica. As mazelas, do modo como foi conduzido o enfrentamento da pandemia pelo governo [federal], não são distribuídas igualmente pela sociedade, elas afetam mais as mulheres. Nesse sentido, a gente pode imaginar que esse engajamento mais recente seja uma forma de reagir a um determinado conjunto de estratégias do governo.”

Diferença em alta

Dados relativos a eleições presidenciais passadas evidenciam o aumento do peso do voto feminino no Brasil.

Em 2002, por exemplo, as mulheres respondiam por um contingente de 58,6 milhões de eleitoras, o que equivalia a 51% do universo apto ao voto; os homens eram 56,4 milhões (49% do total).

Quatro anos depois, esses percentuais subiram para 51,5% (mulheres) e 48,5% (homens).

Com o passar dos pleitos presidenciais, houve uma evolução até, em 2018, as mulheres atingirem o patamar de 52,5% do eleitorado apto ao voto (77,3 milhões de títulos) ante 47,5% dos homens (69,8 milhões).

Em São Paulo, 2,2 milhões de títulos a mais

No Estado de São Paulo, maior colégio eleitoral do país, as mulheres contabilizavam, em março, 17,2 milhões de títulos, e representavam 53% do eleitorado paulista, de acordo com a estatística do eleitorado do TSE.

Os homens possuíam, no mesmo período, 15 milhões de títulos eleitorais (ou 47% do total).

O Sul