Cuba rebate acusações dos EUA e se apresenta como barreira antidrogas

 


O coronel Juan Carlos Poey, chefe da Direção Antidrogas do Ministério do Interior de Cuba, afirmou nesta terça-feira (17) que o país “não é uma ameaça” para os Estados Unidos, mas sim “um muro de contenção” contra o tráfico de drogas que parte da América do Sul em direção ao território norte-americano.

Declarações

  • Poey destacou que o bloqueio energético imposto pelo presidente Donald Trump está prejudicando as tarefas de prevenção e combate ao narcotráfico.

  • Segundo ele, se esse trabalho for afetado, “quem deve estar preocupado são os Estados Unidos”.

  • O coronel lembrou que Cuba sempre cooperou com Washington na área antidrogas, embora atualmente essa colaboração se limite à troca de informações em tempo real.

Contexto político

  • Trump justifica o bloqueio afirmando que Cuba representa uma “ameaça excepcional” devido às relações com Rússia, China e Irã.

  • Poey reforçou que, mesmo em meio à escassez de combustível, o país segue atuando para conter o avanço das drogas em direção ao território norte-americano.

Impactos adicionais

O primeiro-coronel Ibey Daniel Carballo, chefe do Estado-Maior das Tropas Guarda-Fronteiras, alertou que o bloqueio energético também pode comprometer outros acordos bilaterais, como o de salvamento marítimo.

A fala das autoridades cubanas evidencia a tensão crescente entre Havana e Washington, marcada por acusações políticas e pela disputa em torno da cooperação internacional no combate ao narcotráfico.

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