Investigação aponta que PCC tem 12 “sintonias” do crime

 


O Departamento de Inteligência Policial (Dipol) da Polícia Civil de São Paulo concluiu que o Primeiro Comando da Capital (PCC) possui 12 “sintonias” responsáveis por administrar diferentes áreas do crime no Brasil e no exterior. O novo organograma da facção, que reúne cerca de 100 integrantes, também identificou uma estrutura adicional chamada Setor Raio-X, espécie de corregedoria interna.

Novas estruturas

  • Sintonia da Internet e Redes Sociais: gerencia comunicações online, coordena contatos por aplicativos e e-mails criptografados e controla o uso das redes sociais pelos membros.

  • Essa sintonia também difunde princípios ideológicos da facção e oferece suporte digital.

  • Os chefes seriam os presos Andrezinho e Destino, subordinados à Sintonia Final, a cúpula liderada por Marcola.

Hierarquia da facção

  • Sintonia Final: comando central, com 15 integrantes, responsável por decisões estratégicas.

  • Sintonia do Sistema: garante a execução das ordens dentro das prisões.

  • Sintonia Restrita: núcleo seleto que trata de assuntos confidenciais, com braço tático para operações sensíveis.

  • Sintonia dos Estados e Países: cuida da expansão nacional e internacional.

  • Sintonia do Progresso: ligada ao tráfico de drogas e crescimento financeiro da facção.

  • Sintonia da Rua: mantém disciplina e operações em bairros e presídios.

  • Sintonia Interna: controla atividades dentro do sistema prisional.

  • Sintonia da Padaria: setor financeiro e logístico, responsável pela arrecadação e movimentação de recursos.

  • Há ainda estruturas específicas, como a da Baixada Santista (tráfico local e internacional) e a dos Gravatas (departamento jurídico).

Setor Raio-X

Criado para fiscalizar contas e conduta dos integrantes, funciona como auditoria interna. É chefiado por Quadrado.

Quadro dos 14

Instância de elite logo abaixo da cúpula, responsável por decisões estratégicas e disciplinares. Segundo a investigação, teria ligação com atentados como o assassinato do ex-delegado-geral de São Paulo Ruy Ferraz Fontes.

Situação atual

  • Dos 100 integrantes da cúpula, 61 estão presos.

  • Entre os aliados listados estão traficantes como Fuminho e Fantasma da Fronteira.

  • Pela primeira vez, um empresário aparece associado ao PCC: Mohamad Hussein Mourad, o Primo, investigado por fraudes bilionárias no setor de combustíveis e atualmente foragido.

Esse organograma revela como o PCC diversificou suas operações, criando setores especializados que vão da logística financeira ao controle das redes sociais, consolidando sua estrutura como uma organização criminosa complexa e transnacional.

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