Sindicatos argentinos convocam greve contra reforma trabalhista de Milei

 


A Confederação Geral do Trabalho (CGT) anunciou nesta segunda-feira (16) uma greve geral para o dia em que a Câmara dos Deputados debater a reforma trabalhista proposta pelo presidente Javier Milei, já aprovada pelo Senado.

Principais pontos da reforma

  • Redução das indenizações por demissão.

  • Permissão de pagamentos em espécie (bens ou serviços).

  • Ampliação da jornada de trabalho para 12 horas diárias.

  • Limitação do direito à greve.

Reações dos sindicatos

  • A CGT considera as medidas “regressivas” e “inconstitucionais” e promete contestar a lei na Justiça caso seja aprovada.

  • A União Geral de Associações de Trabalhadores do Transporte (UGATT) declarou apoio integral à paralisação, garantindo interrupção total do transporte terrestre, aéreo e fluvial de passageiros.

  • “Há consenso coletivo para a realização de uma greve nacional”, afirmou Cristian Jerónimo, secretário-geral da CGT.

Contexto político e econômico

  • Desde que Milei assumiu em dezembro de 2023, estima-se que 300 mil empregos foram perdidos e 21 mil empresas fecharam.

  • A última greve geral, em abril de 2025, teve adesão limitada devido à pressão do Ministério do Trabalho sobre sindicatos de transporte.

  • O governo defende que a reforma reduzirá o emprego informal, que afeta mais de 40% do mercado de trabalho argentino.

Próximos passos

O Executivo tenta evitar alterações no texto que forcem novo retorno ao Senado, buscando aprovar a lei antes do discurso de Milei em 1º de março, quando serão abertas as sessões parlamentares ordinárias.

A convocação da greve reflete a crescente tensão social na Argentina, marcada por recessão, queda industrial e forte resistência sindical às medidas do governo.

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