O policial militar Cristiano Domingues Francisco, preso temporariamente desde 10 de fevereiro, é apontado como suspeito no desaparecimento de seus ex-sogros, Isail Vieira (69) e Dalmira Germann de Aguiar (70), além da ex-esposa Silvana Germann de Aguiar (48), ocorrido entre os dias 24 e 25 de janeiro em Cachoeirinha, Região Metropolitana de Porto Alegre.
Relações conflituosas
Segundo o líder comunitário Luiz Henrique Fonseca Júnior, conhecido como Pensador, havia atritos entre o PM e a família, envolvendo disputas financeiras e a guarda do filho de nove anos.
“Os idosos chamavam o Cristiano de ‘coisa ruim’. Eles o detestavam por causa das disputas com Silvana pela guarda do filho. Além disso, Cristiano queria que um terreno fosse vendido para ficar com parte do valor, o que não ocorreu”, relatou.
Defesa do suspeito
O advogado Jeverson Barcellos reconhece os desentendimentos, mas afirma que estavam ligados aos cuidados da criança. Quinze dias antes do desaparecimento, Silvana teria procurado o Conselho Tutelar alegando que o filho tinha intolerância à lactose e que Cristiano oferecia alimentos fora da dieta.
“A família de Cristiano desconhece essas restrições alimentares. Isso não seria motivo suficiente para um crime”, disse Barcellos.
O advogado reforçou que ainda não teve acesso aos autos e que o cliente nega qualquer envolvimento, alegando estar com a atual esposa e amigos na data dos desaparecimentos.
Situação atual
Cristiano está recolhido no Batalhão de Operações Especiais (BOE) da Brigada Militar, em Porto Alegre. Antes da prisão, atuava no 15º BPM, em Canoas. A Polícia Civil segue investigando o caso.
Esse episódio evidencia como conflitos familiares e disputas judiciais podem se transformar em casos complexos de investigação criminal.

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