O caso do Banco Master continua a gerar desdobramentos relevantes no cenário financeiro e político brasileiro.
Origem da Crise
Em novembro de 2025, o Banco Central decretou a liquidação do Banco Master.
A instituição, controlada por Daniel Vorcaro, oferecia rendimentos muito acima da média do mercado.
Esses ganhos eram sustentados por operações fraudulentas, que inflavam artificialmente o balanço financeiro, enquanto a liquidez real se deteriorava.
O banco passou a usar novos CDBs para pagar investidores antigos, caracterizando um esquema de pirâmide.
Esquema de Desvio
A Reag Investimentos, também liquidada pelo Banco Central, teve papel central.
Vendia ativos de baixo valor por preços inflados a empresas-laranja financiadas pelo próprio Master.
Entre 2023 e 2024, estima-se que R$ 11,5 bilhões fictícios tenham sido movimentados nesse esquema.
Envolvimento Político
A Operação Compliance Zero revelou conexões entre o banco e figuras do Judiciário.
O escritório da esposa do ministro Alexandre de Moraes mantinha contratos milionários com o Master, levantando suspeitas de compra de influência.
O ministro Dias Toffoli, relator do caso no STF, também foi citado:
Viajou em jatinho com advogado do banco logo após assumir a relatoria.
Determinou sigilo em parte da investigação e conduziu acareações consideradas prematuras.
Celulares de Vorcaro revelaram pagamentos de empresa ligada ao banco para o Tayayá Resort, empreendimento do qual Toffoli e familiares são sócios.
Situação Atual
A Polícia Federal pediu a suspeição de Toffoli no processo.
O ministro reconheceu sua ligação com o resort, mas afirmou não participar da gestão.
O presidente do STF, Edson Fachin, convocou reunião extraordinária para discutir o caso.
Esse episódio expõe não apenas a fragilidade de mecanismos de controle financeiro, mas também a delicada interseção entre grandes esquemas de fraude e a alta esfera política e judicial do país.

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