Na CPI dos Pedágios realizada nesta quarta-feira (11), o superintendente de soluções de infraestrutura do BNDES, Ian Ramalho Guerriero, explicou o papel do banco na modelagem dos projetos de concessão dos blocos 1, 2 e 3 de rodovias do Rio Grande do Sul. Segundo ele, o BNDES atua apenas no cálculo técnico dos investimentos e impactos sobre tarifas, enquanto as decisões de política pública cabem ao governo estadual.
Concessões e aportes
Guerriero defendeu o modelo de concessão adotado pelo Estado e destacou que o aporte de R$ 1,5 bilhão do Fundo de Reconstrução (Funrigs) nos blocos 1 e 2 foi decisivo para reduzir os valores das tarifas. Questionado sobre o Paraná, que conseguiu tarifas menores sem aporte público, ele explicou que lá parte das rodovias já estava duplicada e o fluxo de veículos é maior, o que aumenta a receita e diminui a necessidade de investimentos.
“A tarifa é resultado de um cálculo econômico-financeiro que considera todas as receitas e despesas previstas ao longo da concessão”, afirmou.
Críticas e esclarecimentos
Deputados levantaram críticas sobre o aporte de R$ 1,5 bilhão ficar em uma conta vinculada à concessionária. Guerriero esclareceu que os recursos serão liberados gradualmente conforme os investimentos forem realizados, sem gerar ganhos extras para a empresa.
Modelo free flow
O superintendente também defendeu o sistema de pedagiamento free flow, em que o usuário paga apenas pelos trechos percorridos sem pórticos de cobrança. Apesar das reclamações sobre multas aplicadas desde sua implementação, Guerriero classificou o modelo como “inovador” e disse que os problemas podem ser corrigidos com campanhas de comunicação e orientação à população.
Próximos passos da CPI
A reunião foi conduzida pelo vice-presidente da comissão, Felipe Camozzato (Novo), já que o presidente Paparico Bacchi (PL) participou de forma remota. Os deputados definiram novas datas para encontros: 18, 23 e 25 de fevereiro.

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