Menino Deus: histórias pouco lembradas de um dos bairros mais tradicionais de Porto Alegre

 


O bairro Menino Deus, em Porto Alegre, é conhecido por sua tradição e qualidade de vida, mas guarda memórias pouco lembradas que ajudam a contar a história da cidade.

Origem e devoção

O nome vem da devoção ao Menino Deus, trazida por colonos açorianos. A capela homônima, inaugurada na noite de Natal de 1853, tornou-se referência do arraial. A construção original em estilo gótico foi demolida nos anos 1970 e substituída por uma igreja moderna, mas a fileira de palmeiras na atual Avenida Getúlio Vargas permanece como marca do bairro.

Ruas e expansão urbana

O Menino Deus foi o primeiro arraial reconhecido em Porto Alegre, fundamental para a expansão ao sul da cidade.

  • Em 1844, surgiu a Rua de Caxias (hoje José de Alencar).

  • Em 1848, foi aberta a Rua Santa Teresa, que depois se tornou Rua do Menino Deus, Rua 13 de Maio e, em 1935, Getúlio Vargas.

Essas mudanças de nomes refletem momentos políticos e sociais da história brasileira.

Água e transformações

O Arroio Dilúvio marcou a paisagem e motivou obras de canalização nos anos 1940 para conter enchentes. Já o aterro da Praia de Belas, iniciado em 1956, redesenhou a orla e abriu novas conexões viárias.

Qualidade de vida

O bairro ganhou destaque com o Parque Marinha do Brasil, criado em 1963 e inaugurado em 1978, que se tornou espaço de lazer e esporte. O comércio local e as ruas arborizadas reforçam a sensação de bem-estar e rotina mais calma, mesmo próximo ao Centro.

Memórias esquecidas

O Menino Deus já abrigou o Prado Rio-Grandense, segundo hipódromo oficial de Porto Alegre, inaugurado em 1881 e ativo até 1909. No mesmo espaço, ocorreram exposições agropecuárias antes da Expointer, como a mostra de 1912, que reuniu máquinas agrícolas e mais de 200 animais.

📌 Resumo: O Menino Deus é um dos bairros mais tradicionais de Porto Alegre, com origem ligada à devoção açoriana, ruas que mudaram de nome conforme a história política, e transformações urbanas marcadas pelo Arroio Dilúvio e pelo aterro da Praia de Belas. Além da qualidade de vida atual, guarda memórias curiosas como hipódromo e exposições agropecuárias que antecederam a Expointer.

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