O Banco Master teria utilizado dois terrenos em Porto Alegre pertencentes ao ex-jogador Ronaldinho Gaúcho como lastro em uma operação financeira que resultou na captação de R$ 330 milhões. A informação, divulgada inicialmente pelo jornal O Globo, foi repercutida nesta quarta-feira (4) pelo portal Uol.
Investigação do MPF
A apuração do Ministério Público Federal (MPF) aponta que os imóveis foram vinculados ao Fundo City 02, do qual o Master era cotista individual. O fundo teria concedido empréstimos e repassado valores à gestora de investimentos Reag, posteriormente liquidada pelo Banco Central.
De acordo com o MPF, a operação envolveu a emissão de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI), títulos relacionados a créditos imobiliários que podem ser usados em financiamentos ou aluguéis futuros, com o objetivo de antecipar recursos. A emissão em nome dos terrenos de Ronaldinho teria ocorrido em agosto de 2023, beneficiando a empresa S&J Consultoria, por meio da Base Securitizadora.
Defesa de Ronaldinho
Os advogados do ex-jogador negam qualquer irregularidade nos imóveis. Segundo a defesa, houve negociações com outras duas empresas, mas elas não avançaram devido à falta de licenças ambientais e pendências de IPTU.
Depoimento de Daniel Vorcaro
Paralelamente, o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, deverá prestar depoimento à CPMI do INSS após o Carnaval. O presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), informou que a audiência foi reagendada para o dia 26 de fevereiro, a pedido da defesa de Vorcaro.
O senador alertou que, caso o banqueiro não compareça, poderá ser conduzido coercitivamente. Vorcaro é investigado pela Polícia Federal por supostas fraudes no Banco Master.
Contratos sob suspeita
Segundo Viana, Vorcaro terá de explicar os cerca de 250 mil contratos de empréstimos consignados que estavam na carteira do banco e foram suspensos pelo INSS por falta de documentação que comprovasse a efetividade e a anuência dos aposentados.
📌 Resumo: O MPF investiga o uso de terrenos de Ronaldinho Gaúcho como garantia em operação do Banco Master que captou R$ 330 milhões. Enquanto isso, o dono da instituição, Daniel Vorcaro, é chamado a depor na CPMI do INSS sobre contratos de empréstimos consignados considerados irregulares.

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