O Rio Grande do Sul trabalha para ser o primeiro estado brasileiro — ou um dos primeiros — a implantar a rastreabilidade bovina em todo o rebanho. A iniciativa se antecipa ao Plano Nacional de Identificação de Bovinos e Búfalos (PNIB), lançado pelo Ministério da Agricultura em 2024, que prevê a obrigatoriedade da identificação individual até 2032.
Projeto-piloto
Na Expointer 2025, o governo estadual anunciou um projeto-piloto em andamento com 50 propriedades e milhares de animais, que servirá de base para um plano estadual a ser lançado ainda em 2026. Segundo o secretário adjunto da Agricultura, Márcio Madalena, o objetivo é testar o sistema, sensibilizar produtores e antecipar etapas previstas nacionalmente apenas para 2027, como o uso de brincos e chips de identificação.
Estratégia
O RS já possui sistema de informática capaz de registrar movimentações individuais dos animais, o que permite adiantar a implantação. “Com esse projeto-piloto, o Estado ganha de dois a três anos e se posiciona melhor na pecuária”, afirmou Madalena. A expectativa é que até 2028 ou 2029 uma parcela significativa do rebanho esteja identificada.
Mercado internacional
A rastreabilidade é exigida por mercados globais e já adotada por países como Estados Unidos, Austrália e Uruguai. O Brasil, maior exportador de carne bovina, ainda rastreia apenas por lotes. Para Madalena, antecipar o processo dará ao RS vantagem competitiva e reforçará a pecuária como ativo ambiental do bioma Pampa.
Participação do setor
O plano estadual está sendo construído em conjunto com produtores e entidades representativas. “Será robusto para atender auditorias e exigências de mercado, mas simples o suficiente para ser executado pelo produtor”, destacou Madalena.
📌 Resumo: O Rio Grande do Sul quer ser pioneiro na rastreabilidade bovina, antecipando etapas do plano nacional e envolvendo produtores em um projeto-piloto. A medida busca fortalecer a pecuária gaúcha e garantir competitividade nos mercados internacionais.

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