O crescente interesse de mercados internacionais pela carne de ovelha brasileira tem levado o setor a traçar metas de expansão do rebanho. Segundo o presidente da Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (Arco), Edemundo Gressler, o país possui atualmente cerca de 22 milhões de cabeças, número insuficiente para atender à procura. A meta é alcançar 30 milhões de animais até 2030.
Potencial de crescimento
Gressler afirma que o objetivo é viável devido ao ciclo reprodutivo da espécie:
Gestação das fêmeas: cerca de 5 meses
Desmame: entre 4 e 5 meses
“Isso permite que a ovinocultura mostre rapidamente sua capacidade de produção”, destacou.
Qualidade genética como diferencial
O dirigente ressalta que o Brasil possui 30 raças registradas, com forte demanda internacional pela genética ovina nacional. “Os países sul-americanos estão buscando nossas raças. Temos apoio da academia e das entidades rurais para avançar em tecnologias de reprodução, manejo e sanidade. É o momento de aproveitar essa oportunidade”, afirmou.
Exposições e mercado gaúcho
O ciclo de exposições de verão no Rio Grande do Sul (Bagé, Santana do Livramento e Pinheiro Machado) tem demonstrado o bom momento da atividade, com grande adesão de produtores e liquidez nas negociações.
O estado é responsável por praticamente 100% da produção de lãs de valor têxtil no Brasil e também se consolida como referência na carne ovina. “As indústrias gaúchas estão investindo fortemente na aquisição de animais para abate e na comercialização da carne, que já reflete no consumo em restaurantes e residências”, disse Gressler.
📌 Resumo: O setor de ovinocultura brasileiro pretende ampliar o rebanho de 22 para 30 milhões de cabeças até 2030, impulsionado pela demanda internacional por carne e genética ovina. O Rio Grande do Sul segue como protagonista na produção de lã e carne, consolidando o país como fornecedor estratégico no mercado global.

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