Trump se diz otimista sobre acordo com Irã após alerta de Khamenei sobre guerra regional

 


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (1º) que mantém esperanças de chegar a um acordo com o Irã, mesmo após o líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, advertir que uma intervenção militar norte-americana poderia desencadear uma “guerra regional”.

Contexto das tensões

  • A repressão violenta contra protestos iniciados no fim de dezembro levou Trump a ameaçar o Irã com intervenção militar.

  • Em junho do ano passado, os EUA bombardearam o país durante uma guerra de 12 dias iniciada por Israel.

  • Atualmente, Washington mantém cerca de dez navios mobilizados no Golfo, incluindo o porta-aviões USS Abraham Lincoln.

Declarações de Khamenei

Em suas primeiras falas desde janeiro, Khamenei afirmou que “os americanos devem saber que, se iniciarem uma guerra, desta vez será uma guerra regional”. Ele classificou os protestos como “um golpe de Estado reprimido”.

Resposta de Trump

Questionado por jornalistas, Trump disse: “É claro que ele vai dizer isso. Esperamos chegar a um acordo. Se não chegarmos, então vamos descobrir se ele tinha razão ou não”.

Protestos e repressão

  • As manifestações começaram contra o alto custo de vida e se transformaram em movimento massivo contra o governo.

  • Teerã reconheceu mais de 3.000 mortes, divulgando lista oficial com 2.986 vítimas.

  • Organizações internacionais e a ONG HRANA, sediada nos EUA, apontam números maiores: 6.713 mortos e mais de 26.000 detidos, acusando a Guarda Revolucionária de extrema violência.

Caso Erfan Soltani

O manifestante de 26 anos, detido em 10 de janeiro, ganhou atenção internacional após os EUA afirmarem que seria executado. O governo iraniano negou a condenação à morte. Neste domingo, seu advogado informou que Soltani foi libertado após pagamento de fiança de US$ 12.600 (R$ 66 mil).

📌 Resumo: Donald Trump declarou estar otimista sobre um possível acordo com o Irã, apesar das advertências de Ali Khamenei sobre risco de guerra regional. Enquanto isso, o país enfrenta críticas internacionais pela repressão violenta aos protestos, que já deixaram milhares de mortos e detidos.

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